Esta matéria foi publicada em 28/08/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O Wormwood Chronicles recentemente entrevistou o antigo vocalista do JUDAS PRIEST (e atual ICED EARTH/ BEYOND FEAR), Tim “Ripper” Owens. Vários aspectos da carreira de Ripper foram tocados, incluindo o próximo álbum do ICED EARTH, seus dias com o JUDAS PRIEST e algumas das idéias das letras do primeiro álbum do BEYOND FEAR.
Alguns trechos da entrevista seguem abaixo:
Wormwood Chronicles: Eu quase interpreto (a música do BEYOND FEAR, “My Last Words”) como sendo os últimos pensamentos de alguém no vôo 93 da United.
Tim Owens: Na verdade ela foi escrita antes daquilo, estranhamente. Foi escrita quando Payne Stewart, o golfista, morreu. Ele e a sua equipe tinham deixado um torneio em Orlando e iriam atravessar o país num jato. Alguma coisa aconteceu e todos no avião morreram, mas este continuou voando mesmo assim pelo país até a equipe de busca o alcançar e trazê-lo para solo novamente.
Wormwood Chronicles: Eu lembro disso! Este foi um dos incidentes mais estranhos da história da aviação!
Tim Owens: Você consegue imaginar se alguém estivesse vivo naquele avião enquanto ele voava? Alguém voando pelos Estados Unidos sabendo que iria morrer. Esta foi a idéia original que eu tive para a música. Eu peguei essa história e mudei a sua morte para alguém que estivesse vivo mesmo sabendo que iria morrer. Então, um ano ou dois mais tarde, veio o 11 de setembro, então é muito, muito estranho. É engraçado, pois a maioria das pessoas acham que eu escrevi a música sobre o 11/9, mas já estava escrita.
Wormwood Chronicles: Você pode relacionar isso em outras situações. O recente desastre numa mina em West Virginia é uma. Os mineradores que morreram tiveram tempo de escrever as suas últimas palavras antes de morrer.
Tim Owens: Sim, exato.
Wormwood Chronicles: A sua música “Dreams Come True” parece bastante autobiográfica. Parece que você coloca muito do seu coração nela. Você poderia elaborar alguns dos pensamentos que participam dela?
Tim Owens: Ela é definitivamente autobiográfica. Porém, ela não começou sendo isso. Ela começou apenas comigo cantando sobre os sonhos se tornando realidade no geral. Minha avó morreu... ela está nos meus sonhos, a grama é verdade e tudo é perfeito. E então, enquanto a música segue, ela realmente começa a mostrar mais da minha vida... que é como a vida de qualquer um. A chave para essa música é o último verso. É exatamente a minha vida. Um visão para o passado na minha vida. Tocando no meu jardim com meus antigos amigos. Eu vejo meus pais, eles são tão jovens como eu.
Wormwood Chronicles: Essa parte sobre os pais, é a que mais me emocionou. Acho que é a parte que mais emocionou a maioria dos ouvintes.
Tim Owens: É sim, esse é o lance. Quando eu canto o último verso, eu me imagino no jardim dos meus pais com algumas grandes árvores, com terra e não muita grama. Agora eu olho para mim e é tudo grama, não existem árvores... é muito diferente. Mas quando eu imagino aquele verso, eu vejo aquele jardim da mesma maneira como ele era quando eu era criança. Eu me imagino correndo, eu me imagino indo para o campo de baseball com meus pais, que são fortes e jovens. Acho que todos podem se imaginar naquele último verso pois eles podem ver o seu próprio passado.
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.
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