Esta matéria foi publicada em 06/09/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Quase dois anos depois que surgiram muitos boatos sobre problemas com a sua saúde, o frontman do MOTÖRHEAD Lemmy Kilmister está entusiasmado em poder esclarecer as dúvidas sobre sua vitalidade com dois novos álbuns.
Kilmister, que completou 60 anos em dezembro passado, lançou recentemente “Kiss of Death”, o 23º álbum de sua veterana banda de metal MOTÖRHEAD, além do disco de estréia de seu trio de rockabilly, o Head Cat, “Fool’s Paradise”.
Entre as 13 faixas de “Kiss of Death” está a atual “God Was Never on Your Side”, com a participação de seu amigo C.C. Deville, do POISON, na guitarra. “Está uma bagunça”, diz Kilmister ao site Billboard.com sobre os conflitos na Europa e no Oriente Médio. “Sabe, você tem religiosos nos dois lados abençoando tanques e dizendo ‘Não matarás’ e que Deus está sempre do lado deles, mas depois eles vão brigar entre si e ser mortos – isso não importa realmente, certo?”
Com músicas de Buddy Holly, “Peggy Sue Got Married” e de Johnny Cash, “Big River”, o “Fool’s Paradise”, que é muito mais calmo, é o tributo de Lemmy às músicas que, segundo ele, o levaram à sua carreira musical. Incluindo também covers guturais de músicas compostas por Carl Perkins, além de "Cut Across Shorty”, associada a Eddie Cochran, o disco tem a participação de Slim Jim Phantom, que tocou no Stray Cats, na bateria e Danny B. Harvey na guitarra, baixo e teclados.
“Sem essas músicas, não haveria nenhum Motörhead”, diz Kilmister, que canta e toca violão e gaita em “Fool’s Paradise”. “Essas são as minhas influências. Heavy Metal é o que Eddie Cochran estaria tocando se ele ainda estivesse por aí”.
Kilmister levou um susto há menos de dois anos quando médicos em Hollywood recomendaram que parte de seu pé, que estava infeccionado, fosse amputada. Mas médicos do Reino Unido foram capazes de salvar seu pé e eliminar a infecção, mas não antes que rumores dizendo que ele estava à beira da morte circulassem pela web.
“Não dá pra evitar pensar sobre [o fato de não ser imortal] de vez em quando, mas só de vez em quando”, diz. “Enquanto eu puder andar por aí e mexer meus braços e minhas pernas, eu estarei por aí. Se eu tiver que parar, então eu vou parar. Até lá, vocês vão me ver sempre”.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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