O ex-baterista do SEPULTURA, Iggor Cavalera, comentou em entrevista à Revista Trip sobre o reencontro com o irmão Max. Iggor se juntou ao ex-guitarrista e vocalista, além de fundador da banda mineira, para um show do SOULFLY em Phoenix, no mês de agosto.
Eles não se reuniam havia dez anos, quando o irmão mais velho deixou o SEPULTURA. Confira um trecho da entrevista:
Trip: Como rolou sua visita ao Max?
Iggor: Tudo meio que conspirou. A idéia inicial era ir trocar umas idéias com meu irmão. A gente vinha se falando bastante por telefone, eu já de saco cheio da banda há um tempo, queria fazer coisas novas. Aí decidi sair da banda, liguei para o meu irmão e disse que queria ir. Depois ele me ligou dizendo para participar do show... Se eu tivesse ido só para trocar idéia, ninguém ficaria sabendo. O fato de termos subido juntos no palco, dez anos depois, virou um pandemônio!
Trip: Como foi a conversa?
Iggor: O lance que rolou, que foi o mais chato da história toda, foi com a mulher dele, de ela ser a empresária e a gente achar que não estava sendo legal na época. Isso criou um puta mal-estar. O Max falou: “Ou vou ficar com a minha mulher, ou com os caras e, porra, vou me fuder”. Ficou numa situação horrível, mas que não chegava a ser uma treta, de bater boca. Era um lance que saía na mídia: um falava uma coisa, outro falava outra e aí virava um clima tosco. Agora a gente trocou uma idéia legal, e não só pela parte do “vamos fazer um lance juntos”, que era um desejo meu e dele. Em todas as entrevistas, a gente sempre expressou isso. Ele nunca falou: “Estou bem com o Soulfly, não quero mais ver meu irmão”, ou eu: “Estou bem com o Sepultura, meu irmão faz o lance dele e foda-se”. Ele sempre falou que ia ser legal tocar junto, alguma hora. Só não sabíamos como seria o formato ou a hora. Aí colocamos tudo isso em dia. Ano que vem, vamos sentar e fazer um plano para a destruição total da Terra! [Risos.] A gente sabe que nossa química é foda. Desde molequinho, tínhamos uma visão que era única dos dois. Isso daí vai ser legal pra caralho retomar.
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).
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