Esta matéria foi publicada em 27/11/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O site Apeshit recentemente entrevistou Max Cavalera, o líder do SOULFLY e ex-membro do SEPULTURA. Veja alguns trechos dessa entrevista:
Apeshit: “Dark Ages” é um álbum muito bom. É completo, diverso e provavelmente o disco mais pesado e agressivo do Soulfly até hoje. O que influenciou a sonoridade do disco?
Max: A sonoridade vem, basicamente, de muita coisa que nós escutamos. Eu ouço bastante Old-School Death Metal, Thrash Metal, Hardcore. Eu ainda amo o estilo. É o meu tipo de música favorita. Eu curto também coisas diferentes, então tento combinar isso. Eu amo Dub, World Music e sons brasileiros. Mas eu acho que o meu estilo favorito definitivamente é esse tipo de Metal... às vezes, eu acho, mais do que Metal comum. Se eu coloco IRON MAIDEN para tocar, fica um pouco chato [depois de um tempo]. Eu gosto de sons antigos como HELLHAMMER, DISCHARGE. Isso nunca envelhece. Sempre soa bem.
Apeshit: Agora, sobre suas letras... Você fala de assuntos como força interior e permanecer real consigo mesmo. Eu acho que de várias maneiras os fãs mais novos do Soulfly se conectam à banda devido a esses tópicos que você discute. Como você se sente em relação a isso?
Max: Bom, eu acho que é como a música [da banda]. Existem partes extremas, dois lados dela. A música do Soulfly pode ser extremamente agressiva e pesada em algumas partes. Mas tem outras partes que são extremamente melódicas, como as passagens e as partes instrumentais. Então as letras são assim também. Algumas letras são bem positivas e esperançosas e a mensagem é força e essas coisas. Mas algumas delas são completamente o oposto, como “Corrosion Creeps” [sic] é apocalíptica, negativa... apenas como esse tipo de realidade. Mostre os dois lados...porque se você faz um disco e fala apenas como tudo é lindo, então o álbum não será real porque não é assim que o mundo é. Se você grava um disco que é completamente negativo, isso também é tipo, “qual a razão?” Você deve tentar achar uma mensagem positiva em algum lugar. Então, eu acho que as letras e a música estão bem no meio dessa luta entre os dois lados. Por isso que é desse jeito.
Confira a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.
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Nascido em São José dos Campos, terra de milicos, aviões, cientistas e nerds em geral, sacou aos 13 anos que números são pouco amistosos. Fugiu para a Califórnia, onde muito aprontou: montou a banda Apside, escreveu para inúmeros sites e jornais e formou-se em jornalismo pela UC Berkeley. Passa os seus dias dividido entre a procura por um lugar na grande mídia gringa e festas universitárias americanas regadas a muita mulher com pouca roupa.
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