Esta matéria foi publicada em 04/12/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O baixista do SKID ROW, Rachel Bolan, foi recentemente entrevistado por George Dionne, do site Rock Is Life e falou sobre o novo álbum do grupo, “Revolutions Per Minute”, lançado no dia 24 de outubro, via SPV Records. Confira os principais excertos do bate-papo logo a seguir:
Rock Is Life — Eu realmente gostei do novo álbum do SKID ROW, “Revolutions Per Minute”. Em termos de composição e estilo, é muito mais variado do que seus trabalhos anteriores. Em que nível musical o SKID ROW quis chegar com este álbum?
Rachel Bolan — A única coisa com a qual todos concordamos é de que não haveria baladas. A não ser isso, foi algo totalmente livre. Não estávamos compondo para o rádio, não estávamos compondo para a gravadora. Compúnhamos coisas das quais gostamos, não importava o estilo, não importava o quão difícil elas seriam. Se a banda gostasse, a música estaria no álbum. Essa foi a principal meta que passou pela coisa toda e por todo o processo de composição.
Rock Is Life — Enquanto o ouvia, senti que o novo trabalho não soa como o SKID ROW antigo e isso é admirável. “Revolutions Per Minute” soa novo e cheio de energia, e ainda há a marca da banda com faixas dinâmicas com um som de guitarras bem direto. Como você acha que o novo material será recebido pelos fãs mais “old school”?
Bolan — É engraçado porque muitos fãs têm dito que tudo soa completamente novo, outros dizem que trouxemos de volta o primeiro álbum ou mesmo o ‘Slave To The Grind’. Nada foi intencional, então qualquer coisa que tenha acontecido foi puro acidente. Todos têm a sua própria opinião sobre isso, mas o álbum tem sido bem recebido tanto pelos velhos quanto pelos novos fãs.
Rock Is Life — Fale sobre o processo de composição que rolou em “Revolutions Per Minute”, desde que obviamente o vocalista Johnny Solinger deixou sua marca em algumas músicas.
Bolan — Scott [Hill, guitarrista] e eu escrevemos uma música, Snake [Dave ‘Snake’ Sabo, guitarrista] escrevemos outras, mas a maior parte do álbum eu escrevi sozinho. ‘Strength’ é um cover do ALARM. O que Johnny trouxe para a mesa foi em uma faixa. Quero dizer, ele trouxe os seus próprios sentimentos para ela. Posso escrever todas as músicas do mundo, mas ela não será uma faixa do SKID ROW até todos nós colocarmos o nosso sentimento nela. O Johnny fez pequenas mudanças em termos de melodia aqui e ali e colocou sua própria personalidade nelas.
Rock Is Life — Michael Wagener, que produziu o primeiro álbum de vocês e “Slave To The Grind”, foi escolhido novamente por vocês. O objetivo dele foi puxar o SKID ROW a explorar diferentes direções, ou foi mais não deixá-los ir muito além das marcas tradicionais da banda?
Bolan — O que o Michael faz, e o que ele é bom, é deixar a banda ser a banda. As músicas já estavam totalmente compostas antes de Michael entrar no projeto. Do ponto de vista de produção, ele colocou algumas coisas que ficaram bem legais. Ele coloca para fora o melhor desempenho possível de um artista. Do ponto de vista de engenharia, ele tira as melhores melodias. Ele as faz soar violentas e nervosas. Ele nunca mencionou nada a respeito do nosso som nos álbuns anteriores, ele só queria se divertir. Quando dissemos que não queríamos fazer nenhuma balada, apenas um álbum de rock bem direto, ele disse: ‘então, na verdade vocês querem fazer um álbum divertido’.
Rock Is Life — Que faixas do novo CD vocês estão pensando em apresentar ao vivo?
Bolan — Tocaremos três ou quatro delas. Tocaremos ‘Another Dick in the System’, ‘Disease’ e algumas outras. Adoro quando tocamos ‘God Can’t Wait’. Não importa se o SKID ROW lança um novo álbum, eu gostaria de ir lá e tocar a coisa toda, mas não podemos fazer isso. É divertido tocar o material novo. Sempre pegamos a alta energia das músicas para que as pessoas saibam quem somos de verdade.
Rock Is Life — O SKID ROW sempre tocou ao vivo um ótimo cover do RAMONES para “Psycho Therapy” em todos os shows que já assisti. Hipoteticamente, se o RAMONES voltasse à ativa e tivesse que escolher uma música do SKID ROW para coverizar, qual você acha que eles escolheriam?
Bolan — Se fosse uma música antiga, acho que seria ‘Riot Act’. Mas eu poderia vê-los tocando ‘Another Dick in the System’ do novo álbum. Acho que seria muito legal.
Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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