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Tom Fischer: "não me levo muito a sério"

Traduzido por Rafael Alexandre Tamanini | Fonte: Blabbermouth |

Esta matéria foi publicada em 22/01/07. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Em uma entrevista para a revista Guitar World, o líder do CELTIC FROST, Tom Gabriel Fischer, reconta os detalhes chocantes de sua juventude problemática, explica como a música e a guitarra se tornaram a fuga para a sua solidão e agressividade, e fala dos riscos envolvendo a reunião com o baixista Martin Eric Ain para o álbum de 2006 "Monotheist". Alguns trechos da entrevista seguem abaixo:

GW: Você ainda mantém contato com a sua mãe?

Fischer: "Não falo com ela há muitos anos. Eu não sei mais onde ela mora ou mesmo se está viva. Eu não me importo, odeio minha mãe. Há alguns anos atrás minha tia disse que evitou que minha mãe cometesse suicídio, e meus primeiros pensamentos foram que ela não deveria tê-la salvo. Carrego um grande ódio pela minha mãe. E estamos falando apenas de uma pequena parte de minha infância. Passei por milhões de coisas piores quando fiquei mais velho".

GW: Em que ponto da sua juventude você começou a tocar algum instrumento?

Fischer: "No final dos anos 70, uma nova onda do heavy metal estava surgindo, e era muito excitante. Primeiro com a New Wave of British Heavy Metal, e em seguida a América foi contaminada. Quero dizer, como você não pegaria um instrumento se fosse fã da música? E eu tinha muitas emoções presas dentro de mim, esperando para sair, mas eu não tinha nenhum outro jeito de colocá-las para fora. Eu não tomava drogas nem bebia: a música se tornou a minha droga. Eu era tão estranho na minha pequena cidade, que nem uma namorada eu conseguia arrumar. Então o que sobrava? Música".

"Inicialmente eu queria ser um baixista. Eu sempre estava procurando por músicas mais pesadas e logo eu descobri o RUSH. Eu realmente gostava do que Geddy Lee estava fazendo, e especialmente seu baixo Rickenbacker. Depois disso descobri o MOTÖRHEAD e novamente lá esta o baixo no papel principal. A partir daquele momento ficou claro que eu precisava ser um baixista e tocar um baixo Rickenbacker".

GW: Como você diria que suas habilidades como guitarrista progrediram através dos anos?

Fischer: "Habilidades técnicas nunca importaram para mim, porque tudo estava na forma de se expressar. Eu queria me expressar com sons, não com demonstração de 'técnicas de dedo'. Eu só queria ser capaz de reproduzir na guitarra o que eu sentia dentro de mim, algo que era muito negro".

GW: Deve ser uma sensação muito legal saber que você deixou sua marca na música do mundo, especialmente vendo o jeito que você começou.

Fischer: "Não me levo muito a sério e nem acho que seja importante que eu deixe minha marca no mundo. Tudo é extremamente perecível. Um dia eu morrerei assim como uma folha ou um pedaço de madeira. E isso é bom; é o caminho do mundo. Eu sou só um pedaço da poeira cósmica do Big Bang. È tão importante que Tom Fischer deixe sua marca na música? Eu não acho. Se meus álbuns deixam algumas pessoas felizes por algum tempo, sim é muito legal. Eu sei que estou fazendo uma coisa, mas isto realmente quer dizer algo?"

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Sobre Rafael Alexandre Tamanini

Vulgo Tamanini. Catarinense, administrador, chefe escoteiro, futuro historiador e ainda fã de rock and roll. Depois de comprar o disco "Powerslave" do Iron, nunca mais foi o mesmo. Já teve a oportunidade de ver ao vivo Helloween, Iron Maiden, Sepultura, Stratovarius, Ramones, e muitos outros. Além dessas bandas também é fã de carteirinha de Rhapsody of Fire, Black Sabbath, Angra, Blind Guardian e muitas outras. Está aguardando o dia em que o metal nacional irá tomar conta do mundo.

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