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O legendário baterista Hellhammer abre o jogo!

Traduzido por César Enéas Guerreiro | Em 13/03/07 | Fonte: Brave Words
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O site BW&BK conversou com o “músico contratado” do DIMMU BORGIR e baterista do MAYHEM Hellhammer (também conhecido como Jan Axel Blomberg) recentemente para um artigo que sairá na edição 103 da revista BW&BK.

O famoso baterista, que também tem o ARCTURUS e o WINDS entre os seus projetos atuais, disse que o novo trabalho do Winds será lançado em abril. Isso significa que ele estará com três álbuns nas lojas no mesmo mês: “In Sorte Diaboli”, do DIMMU BORGIR (lançamento em 27 de abril na Europa continental, 24 de abril na América do Norte e 30 de abril no Reino Unido pela Nuclear Blast Records), “Ordo Ab Chao”, do MAYHEM (lançamento em 23 de abril pela Season Of Mist) e o ainda sem título álbum do WINDS (embora a gravadora The End Records diga que sairá mais pro fim do ano).

Alguns trechos da conversa do BW&BK com Hellhammer:

BW&BK: Como você analisa o seu papel no Dimmu Borgir?

Hellhammer: “Eu sou um músico contratado. Faço o que me dizem pra fazer. Nessa banda, sou apenas um músico de estúdio. Com relação às idéias musicais para este álbum, eu tive liberdade para fazer o que quisesse. Isso se deve ao fato da confiança que a banda tem em mim, eu acho. Além disso, se eles quisessem outro estilo de bateria, eles procurariam outra pessoa. Então acho que gostam do meu estilo, mas também tenho liberdade para fazer meu trabalho. Se há alguma coisa mais específica, podemos experimentar. É bem fácil trabalhar com eles. Nunca tive nenhum problema ou briga sobre como deveria ser o som da bateria ou como deveria tocar. As coisas funcionam bem assim".

"Em termos de orquestração, eu contribuí com algumas idéias porque os caras trazem os ‘esqueletos’ das músicas para ensaiar e trabalhamos juntos com as guitarras, a bateria e tudo o mais para desenvolver as músicas. Dessa maneira eu tive um certo envolvimento no processo de composição, mas não na criação dos riffs ou na composição da música. Mas os caras dizem que qualquer contribuição minha nos riffs e na música será bem-vinda".

"Estou muito contente com o novo som da bateria, porque na regravação do álbum 'Stormblåst', a bateria ficou muito baixa na mixagem. Mas desta vez ela ficou em destaque. Acho que eles sabem que isso influencia a música de maneira positiva. No álbum 'Puritanical Euphoric Misanthropia', a bateria ficou muito baixa e sem vida, mas neste álbum ficou mais natural, devido à minha maneira de tocar”.

BW&BK: Se compararmos o Dimmu Borgir e o Mayhem – aparentemente as duas são bandas de Black Metal mas, ao analisarmos mais atentamente, seus estilos são muito diferentes.

Hellhammer: “Quando toquei no novo álbum do Dimmu, eu tive que seguir um estilo mais restrito. Mas, para o novo do Mayhem, eu fiz mil piruetas e adorei. Isso combinou bem com a música, pois havia muitas viradas e partes rápidas. Além disso, as fórmulas de compasso para o Mayhem são diferentes – não são apenas as batidas ‘four-on-the-floor’ [quatro por quatro]. Esse é o tipo de som do Mayhem. Eu gosto dos dois. Gosto dos dois lados desse estilo de Metal. Mas, fora o Metal, eu gosto de tocar”.

BW&BK: Compare a produção da bateria no novo do Dimmu Borgir vs. o novo do Mayhem...

Hellhammer: “Eu sempre fui criticado na Internet por usar muito ‘trigger’ [dispositivo que torna a bateria mais fácil de ser tocada] na bateria. Para o novo álbum do Mayhem, eu nem mesmo equalizei a bateria. O som da gravação é o som real da bateria. Então fod*m-se todos os que criticaram isso. A bateria não soou artificial ou sintetizada. Essas pessoas estragam a diversão, e isso me deixa zangado. É legal ter produções diferentes. A produção do Dimmu é bem clara e limpa, enquanto a produção do Mayhem é totalmente podre. É ‘cru’, é brutal – e tem aquela atitude ‘foda-se’”.

BW&BK: A agenda de shows do Dimmu Borgir está ficando bem movimentada... Quais são os planos do Mayhem em relação a turnês?

Hellhammer: “Tenho um mês de folga, em julho – então haverá uma turnê nos EUA com o Mayhem em julho. É a única ‘folga’ que vou ter. Também vou gravar um novo álbum com o Arcturus neste ano. Estou com a agenda totalmente cheia. Gosto de estar ocupado. Odeio ficar sentado sem fazer nada. Gosto de ver que as coisas estão progredindo. Quero progresso sempre, para ir cada vez mais longe”.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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