Justin Donnelly, do site australiano "The Metal Forge", recentemente entrevistou Mitch Harris, guitarrista do NAPALM DEATH. Seguem algumas considerações do guitarrista.
Esta matéria foi publicada em 10/09/07. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Sobre o último álbum da banda, "Smear Campaign":
"O 'Smear Campaign' foi surpreendentemente bem. Eu acho que muito disso se deve ao fato de que, sem rodeios, foi um álbum muito aguardado, especialmente depois que o 'The Code Is Red... Long Live The Code' foi tão bem. Muita gente que gostou daquele álbum estava ansiosa pra ver qual seria o próximo passo da banda. Então de imediato as pessoas ficaram satisfeitas com este álbum. Eu sei que pelo menos nós ficamos muito felizes com o resultado final. Tudo, desde a produção, o processo de composição, as músicas até o clima do negócio saiu naturalmente, isso pra não dizer que tudo foi muito rápido".
"Eu gosto de todos os álbuns que fizemos. A minha opinião pessoal é de que este disco é muito forte. Não que os álbuns anteriores sejam menos do que o que nós queríamos que fossem, mas eu acho que o 'Smear Campaign' é mais do que simplesmente um álbum que soe unidimensional. Ele mostra sinais de progresso com relação a outras idéias que tivemos no passado, ele abrange todas essas idéias em um pacote poderoso".
Sobre a vida na estrada:
"Tudo tem ido muito bem, na verdade. Estávamos esperando o lançamento oficial do álbum por parte da Century Media e acabamos decidindo cair na estrada antes mesmo do play estar à venda. Na verdade já estamos na estrada há dezoito meses, nesse tempo só tivemos alguns meses de folga. Durante esse período tudo tem sido bem positivo. tocamos com algumas bandas bem interessantes desta vez, como THE BLACK DAHLIA MURDER, HATEBREED, KREATOR, OBITUARY, MOONSPELL, BEHEMOTH, VADER e FINNTROLL. Fizemos turnês muito boas com outras bandas, tocamos para vários públicos bem interessantes. Temos muitos amigos por aí, tanto em bandas como nos públicos, tudo tem sido bem legal".
Sobre a iminente turnê da banda na China, que já tem quatro datas confirmadas (Hong Kong, Shen Zhen, Xangai e Pequim):
"Vai ser bem interessante. É um território inexplorado. Eu sei que nosso material tem sido lançado há anos por lá em fitas cassete, então deve existir uma base de fãs por lá. Mas sejamos realistas, quem é que sabe como vai ser? Pode ser como na primeira vez em que fomos à Rússia, no começo dos anos 90. A China ainda é um país comunista, com uma população gigantesca, eu tenho certeza que há uma cena Metal por lá. Eu acho que vai ser interessante, estou ansioso por tocar para eles. Além disso, há um monte de aspectos políticos no que tange a tocar por lá que eu também considero interessantes. As diferenças entre nossas culturas, o modo de vida de ambos os lados é totalmente diferente. Liricamente, o NAPALM DEATH é uma banda que deve interessá-los, eu acho. Vamos ver o que acontece. Eu espero algo entre quatrocentas e quatro mil pessoas nos shows. Quem sabe? (risos) E as entradas vão custar mais ou menos cinqüenta centavos. Quanto mais melhor, eu digo".
Sobre se ele vai participar do álbum de estréia do THE CAVALERA CONSPIRACY, o novo projeto dos ex-SEPULTURA (e irmãos) Max e Igor Cavalera:
"Não acho que vá acontecer. Houve conversas, mas seriamente eu não sei se vai acontecer. Não creio que terei datas disponíveis para poder participar. Eu tenho falado já há algum tempo com o Max sobre trabalharmos juntos. Não consegui arrumar tempo neste verão (no Hemisfério Norte), e sei lá eu se vai acontecer algum dia. Nós ainda temos planos de fazer algo juntos, mas agora que os irmãos estão trabalhando juntos não sei se nesta altura haverá alguma possibilidade. Tenho várias músicas separadas para esse projeto, acho que é mais uma questão de ter tempo para levar o projeto adiante. No momento eu estou trabalhando com três bandas diferentes ao mesmo tempo, ter que coordenar três agendas diferentes não é fácil. E com o NAPALM DEATH tendo datas já agendadas com meses de antecedência, não consigo me imaginar tirando uns dias de folga pra ajudar o Max a fazer um álbum em uma semana. Eu acho que precisaríamos de pelo menos duas semanas! (risos)"
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.
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