Esta matéria foi publicada em 05/08/08. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O site da MTV americana postou a seguinte notícia a respeito do novo clipe do METALLICA, "The Day That Never Comes":
É uma tarde ensolarada de quinta-feira, em Action, Califórnia, que está a cerca de uma hora de carro ao norte de Los Angeles, e o ar não está nada além de árido.
Aqui, nós encontramos os membros do Metallica - o frontman James Hetfield, o baterista Lars Ulrich, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo. Eles estão se preparando, de óculos escuros, esperando. De repente, um Hummer camuflado e com uma metralhadora surge.
O veículo carrega um grupo que parece ser de soldados americanos pelo local quando, de repente, há uma grande explosão. Um dos soldados está machucado; ele está sangrando. Outro soldado corre para ajudar, com um kit de primeiros socorros, e começa a tratar seus ferimentos. Alguns minutos depois, um helicóptero se aproxima, e o soldado ensanguentado é levado a um local seguro, com um time de médicos militares bem preparados.
Claro, isto não é o Iraque. Não é o Afeganistão. É o set do vídeo do Metallica para a música "The Day That Never Comes", o primeiro single de Death Magnetic, o primeiro álbum de estúdio da banda desde o St. Anger, de 2003, a sair nas lojas em Setembro.
Mas não deixe o tema de guerra do vídeo te enganar. De acordo com Hetfield, o clipe não faz nenhuma referência política sobre a guerra do Iraque. Ao invés disso, está ligado a humanidade, comandado pelo aclamado diretor dinamarquês Thomas Vinterberg, que, junto de Lars von Trier, co-fundou o movimento Dogma 95 nos cinemas. Hetfield disse que quando ele estava escrevendo as letras desta música, ele nunca imaginou que o vídeo fosse parecer algo como isso.
"Esta é a beleza, eu acho, de escrever letras vagas mas poderosas - que alguém como um diretor de cinema pode interpretar de sua própria maneira e, obviamente, alguém criativo é capaz de pegar as metáforas e aplicá-las naquilo que precisar em sua própria vida," explicou o frontman. "O tema principal do vídeo é o elemento humano do perdão e quando alguém lhe faz algo errado, sua sensação de ressentimento, você é capaz de ver através disso na próxima situação que possa ser similar e não lançar sua raiva ou ressentimento contra a próxima pessoa, e basicamente espalhar isso pela vida."
A próxima cena do vídeo envolve o mesmo soldado que ajudou seu colega machucado na cena anterior. Um grupo de soldados se aproximam de um carro quebrado e vêem um homem em um djellaba, segurando alguns cabos elétricos. O soldado se aproxima devagar - com a arma sacada - com medo de que o carro possa conter um homem-bomba, e sua mira se mantém fixa na cabeça do homem suspeito. Com raiva e ressentimento em seus olhos, o soldado questiona se deve ou não puxar o gatilho. Finalmente, ele abaixa sua arma e ajuda o civil inofensivo para que ele possa ir para casa.
"A única coisa que não me interessava aqui era o Metallica estar ligado com alguma guerra moderna ou algum evento corrente que pudesse ser considerado como algum tipo de crítica política de nossa parte," disse Hetfield. "Há tantas celebridades que mostram suas opiniões, e as pessoas acham que ela é mais válida porque elas são populares. Para nós, as pessoas são pessoas - vocês devem ter suas próprias opiniões. Nós estamos colocando o elemento humano naquilo que infelizmente é parte da vida. Existem pessoas por aí lidando com situaçòes como essa, e nós estamos mostrando a parte humana de estar lá."
"É a parte de perdoar - esta é a chave", continua. "O Metallica nunca relacionou nenhum evento atual visualmente, mas este é meio corriqueiro. As pessoas tem opinões firmes sobre esta guerra, e nós estamos tentando evitar tudo isso. A política e a religião tendem a separar as pessoas, e o que estamos tentando fazer é juntá-los com o assunto de ressentimento e perdão."
Ulrich disse que a relação pai e filho inspirou a letra da música, mas que a banda não queria que o significado verdadeiro da faixa estivesse no componente visual.
"É uma história sobre os seres humanos que não se conhecem, em uma situação específica de tensão", explicou Ulrich. "Pode ser em um ambiente de guerra atual, mas é na verdade sobre perdão e redenção, e entender o que se passa pelas mentes das pessoas. Nós realmente achamos que esta foi uma forma épica e bela de tratar a música com algo que estivesse radicalmente diferente do que se trata a letra especificamente."
"No fim, o conceito do vídeo lida com a humanidade e as relações entre seres humanos e como seu senso básico de humanidade pode passar por cima de qualquer situação política", completou Hammett. "É sobre ter compaixão e ser humano nesse tipo de situação. Você pode chamar isso de um microcosmo do que está acontecendo no mundo hoje."
Um vídeo com algumas cenas das gravações do clipe pode ser conferidas clicando aqui.
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Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.
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