O clássico álbum do METALLICA de 1988, “...And Justice for All” estará na edição de dezembro da revista Decibel (edição online) como parte da continuação da matéria sobre o Hall of Fame. Esta série de reportagens trata sobre discos influentes na história do metal, e “...And Justice for All” entrou no ranking, ao lado de outros clássicos como “Reign in Blood” (SLAYER), “Roots” (SEPULTURA), “Heaven and Hell” (BLACK SABBATH) e “Slaughter of the Soul” (AT THE GATES).
Os membros do METALLICA, James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett, além do antigo baixista Jason Newsted, concederam entrevistas para o artigo, que coincide com o aniversário de 20 anos do álbum. Alguns trechos você confere logo abaixo:
Decibel: Alguns fãs têm a impressão de que o baixo teve intencionalmente seu volume diminuído na mixagem devido à infame zombaria que foi a entrada de Newsted no METALLICA. De fato isto aconteceu?
Ulrich: "Não, de modo algum foi intencional. 'Justice' foi um ‘show’ apenas de duas pessoas: James Hetfiled e Lars Ulrich do início ao fim (nota do tradutor: dando a entender que o álbum previa privilegiar apenas o talento de ambos), mas não foi do tipo 'foda-se este cara – vamos abaixar o volume do baixo dele'. Foi mais como, 'estamos mixando, então vamos apropriadamente colocar na frente a parte rítmica e a bateria'. Mas ficamos lá mexendo nos botões, virando tudo para cima até que o baixo desaparecesse (risos)".
Hammett: "A razão pela qual você não escuta o baixo tão bem é porque as frequências do graves no tom que Jason utilizava meio que interferiram no tom que James estava tentando alcançar com sua guitarra-base em termos de sonoridade, e todas as vezes que tentavam misturar ambos os intrumentos as coisas não funcionavam. Então, a única forma de melhorar o som foi diminuindo o volume do baixo na mixagem. Foi chato, mas por alguma razão ou outra, aquele álbum é conhecido pelo volume do baixo menos audível e demais instrumentos muito altos. Foi uma experimentação também – estávamos a fim de algo mais seco, um som mais na cara, e algumas pessoas de fato gostam deste tipo de sonoridade. Várias das bandas desta nova geração, especialmente, acham que o '...And Justice...' soa muito bem. Mas no fim das contas, foi uma experiência que tentamos. Não estou 100% certo de que acertamos, mas há um som único ali".
Newsted: "O METALLICA sempre gravou seus álbuns de um modo bem diferente do que qualquer outra banda de rock ou country, onde a bateria e o baixo eram gravados primeiro e então punha-se as melodias, as guitarras e todas as demais coisas depois. Por toda sua existência, o METALLICA – e em toda a sua carreira o Lars teve apenas esta banda – Ulrich teve apenas a guitarra-base a os vocais saindo em seus monitores a 130 decibéis atrás da cabeça dele. Não há som de baixo em seu monitor de modo algum, diferente do que ocorre em outras bandas que sempre escutei. Então foi bem complicado me acostumar com este processo. E Robert (Trujillo) deve estar tendo que lidar com isto agora. Simplesmente não há som de baixo nos monitores do baterista. E você tem que pensar sobre isso como parte de uma equação".
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Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.
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