Esta matéria foi publicada em 30/01/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O artista belga Peter Lathouwers recentemente finalizou um quadro trazendo o baixista King ov Hell (nome real: Tom Cato Visnes) e o vocalista Gaahl (Kristian Espedal), ambos da banda de black metal norueguesa GORGOROTH.
Lathouwers comentou: "Quando alguns artistas se unem, a mágica acontece. Eles parecem que estão conectados em suas personalidades de alguma forma. É como se falassem numa língua que outros não entendessem, apenas eles. Isso não acontece com todos, é preciso haver um link entre os envolvidos, não apenas no âmbito musical".
"Quando esse tipo de artistas se separam seus projetos jamais soam como antes. Exemplos? Blackie Lawless e Chris Holmes [do W.A.S.P.], Simon e Garfunkel, CARCASS sem Ken Owen, etc. Enfim, para que haja aquele 'algo mais', as personalidades dentro do projeto ou banda têm que possuir um certo tipo de conexão extraordinária".
"O pintor, ou 'observador', é para mim uma extensão da arte musical. Se a música despertar o que chamo de uma faísca indefinível e extraordinária na mente do pintor, então a obra dos músicos será traduzida para a tela. O pintor é a terceira pessoa no processo de criação da arte na sua totalidade: música, palavras e pintura. Não é um membro da banda, mas um observador distante, contemplator e visionário."
Por que essa pintura de Gaahl/King?
"Eu desenhava para o GORGOROTH no início de sua carreira. Acho que 'Pentagram' foi o primeiro álbum que comprei. O som do GORGOROTH sempre foi único no seu estilo, seja no passado ou no presente".
"Logicamente que o GORGOROTH foi, e é, uma das mais visualmente perversas bandas que se tem notícia, então foi natural que eu explorasse bastante essa 'veia' na pintura. Eu li as revistas, vi os vídeos, escutei todas as merdas e comoção que surgiram sobre a banda e de repente tive meu estalo de inspiração".
"Com o crescimento da Internet e Youtube, o GORGOROTH não parecia tão inacessível mais. Cada um pôde olhar além das caras pintadas agora. E o que vi me assombrou. Aqui você tem um dos membros mais notórios do metal da Noruega que, sem a pintura, percebe-se em seus olhos a inocência e quando ele fala, vê-se um sábio, um lado dele que, acredito, pouquíssimas pessoas de fato veem".
"Muitos de nós olham, mas não enxergam. Esta é a tarefa do pintor.
"Eu vejo muitas características por trás da pessoa do Gaahl. O mesmo ocorre em King. No palco, ele é o inferno na Terra: mau, mal-encarado, ameaçador e violento. Mas quando você olha mais de perto, sem o 'corpse paint', você vê tudo de um modo diferente; um artista, um garoto que curte rock 'n' roll que se diverte quando toca; um gênio. E isso é o que mais atrai neles. A sua música, sem provérbios, mas também o fato que as suas personalidades cumplementam um ao outro e fazem a magia do GORGOROTH acontecer".
"Gaahl simplesmente não é Gaahl sem a pintura, mas para mim esta é a beleza disso tudo".
"Quando pintei a tela com Gaahl/King, senti-me perto de ambos. Foi como se eles pudessem entrar em casa a qualquer hora, tomar um café e depois nos sentaríamos para conversar como se fôssemos amigos há mais de vinte anos. É uma sensação estranha mas bem-vinda. Acho que a música do GORGOROTH me forneceu aquilo que eu já falei, uma faísca indefinível".
A arte feita pelo Belga pode ser vista abaixo. Para maiores informações sobre Peter Lathouwers, visite seu MySpace - www.myspace.com/theblackmetalpainter:

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Jornalista atuando na área de Marketing em Eventos de um grande rede de TV, costuma dizer que depois das canções infantis pulou direto pra música pesada (na verdade no meio disso tudo ouvia synthpop, electroclash, acidhouse, new wave e afins). Não tem o mínimo pudor em curtir, seguidamente, Journey, Deep Purple, Morbid Angel, voltar para um ABBA, seguir com Sodom, Styx e finalizar o dia ao som do "Scum" do Napalm Death. Simples assim. De tempos em tempos escreve ou traduz algumas coisas para webzines e portais pelo mundo e agora tem estado feliz por fazer parte, meio que indiretamente, do Whiplash!
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