Esta matéria foi publicada em 02/02/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
(Enviado por Emanuel Seagal)
O editor Rick Florino da ARTISTdirect.com entrevistou recentemente o baixista do METALLICA, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
ARTISTdirect.com: Vindo de um passado thrash old-school, você sente que trouxe um toque cru ao "Death Magnetic"?
Trujillo: "Eu acho que foi uma combinação de fatores. Se você quiser chamar de um recomeço, você pode. Foi natural, com um novo time e uma nova atitude. O [produtor] Rick Rubin foi realmente instrumental em fazer o Lars [Ulrich, bateria] e James [Hetfield, vocal e guitarra base] se reunirem com aquela sensação old-school. Por muito anos, pareceu que eles estavam tentando se afastar disso de certa forma. Eles estavam fazendo outras coisas, claro, e sendo criativos, mas eles não estavam rodeando a zona do thrash. Para mim, como baixisita, é muito bom ser criativamente uma parte disso. Tocar thrash no meu primeiro disco oficial com o Metallica é muito animador para mim. Eu realmente amo os anos antigos do Metallica com o Cliff Burton, e é simplesmente muito divertido".
ARTISTdirect.com: Há também uma sensação moderna nas músicas. Muito disso tem a ver com a nova unidade e seu modo de tocar baixo. Essas músicas não parecem datadas. "Death Magnetic" é provavelmente o disco de thrash mais atual que saiu no século 21.
Trujillo: "Sim, eu concordo. Há definitivamente uma combinação de sensações nisto. Não soa como nenhum disco em específico do Metallica. Ele tem sua própria identidade, assim como qualquer disco do Metallica. O ponto chave disto é que é um álbum que nós queríamos poder tocar ao vivo. Esta foi uma das coisas que Rick focou. Ele dizia tipo, 'criem um corpo de música que vocês possam desafiar sua platéia. Vamos voltar para o passado onde vocês tentavam conseguir um contrato e estavam fazendo suas músicas para uma fita demo'. Chegar a essa mentalidade foi crucial. Há arranjos que, às vezes, parecem técnicos e um pouco abstratos, mas ainda tem groove. Para realmente destacar a música, é preciso ter groove. Nesse sentido, 'Death Magnetic' tem um aspecto muito bom ao vivo".
ARTISTdirect.com: O fato de você ser pai está sempre em sua mente atualmente?
Trujillo: "Sim, este é um ponto interessante - agora que cada um de nós temos várias crianças. Kirk [Hammett, guitarra] tem dois filhos também. Para mim, foi como, se junte ao Metallica e seis anos depois estou casado e tenho dois filhos [risos]. A vida muda nesta banda. Esta é uma das muitas coisas que temos em comum. Nós todos somos pessoas diferentes - extremamente diferentes. Lars e James são completamente diferentes. Eles provavelmente não teriam nada pra fazer um com o outro se não tivessem a música. Nós todos nos conectamos através da música. Isto que nos torna irmãos. Quando estamos no palco, ou escrevendo, nós temos um respeito mútuo uns pelos outros. Fora da música, somos muito diferentes. Nossas famílias nos unem. É algo que nós compartilhamos e temos em comum. Se eu tenho questões sobre como ensinar meu filho de 4 anos ou minha filha de 2 anos a ir ao banheiro, eu posso ir nos outros caras da banda porque eles já passaram por isso. Isso é legal, e isso é especial. Isto também torna as coisas mais fáceis quando estamos planejando nossas turnês e tentando agendar as coisas um ou dois anos a frente com a agenda da escola e agenda de gravações. Isto é algo que todos nós compartilhamos. Você sempre pensa em seus filhos na turnê ou no palco. Outra noite foi o aniversário da filha do James. Ele a trouxe ao palco e cantou feliz aniversário para ela em frente a 20 mil pessoas. Eu queria chorar [risos]. Eu pensei, 'cara, isso é pesado!'. Eu também pensei, 'algum dia, talvez isto acontecerá comigo'. É algo que as crianças amam passar por essa experiência e também de fazerem parte. É muito divertido".
ARTISTdirect.com: O que tem no Metallica que nunca morrerá?
Trujillo: "Há algumas coisas que eu percebi. Os fãs, obviamente, são espetaculares. Nós nos orgulhamos de tentar nos conectar com nossos fãs. Toda noite nós temos um meet-and-greet. Você não pode encontrar muitos de seus fãs, mas nós tentamos o máximo que podemos. Nós encontramos cerca de 15 a 20 fãs. Nós fazemos isso. Nós sempre tentamos nos manter em contato através do site ou do fã-clube. O outro lado disso é que o Metallica - com o detalhe da música e do amor pela música - uma das coisas que eu notei é quando nós colocamos nossos instrumentos, é como ser uma criança na garagem de novo, voltando ao passado. As pessoas começam a tocar riffs do Def Leppard, AC/DC ou Iron Maiden. Piadas surgem a todo momento. É realmente divertido. A banda ama fazer música e se diverte fazendo isso. Isso que torna o Metallica ainda relevante".
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida neste link.
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Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.
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