Em 04/04/2009 | Metallica: tradução dos discursos do Rock 'N' Roll Hall Of Fame

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Metallica: tradução dos discursos do Rock 'N' Roll Hall Of Fame

Traduzido por Carlos Tourinho

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Matéria publicada em 06/04/09. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Neste dia 4 de abril, o METALLICA finalmente foi introduzido no Hall da Fama do Rock 'N' Roll, tendo se juntado a artistas que já haviam entrado anteriomente, como LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, VAN HALEN, RAMONES, AC/DC e U2.

O discurso de introdução foi realizado por Flea, baixista do RED HOT CHILI PEPPERS, e após isso, cada um dos membros que tocaram em discos do METALLICA durante a carreira (e Ray Burton, representando seu filho, o falecido baixista Cliff Burton) fizeram seus discursos. Segue abaixo a tradução de cada um deles:

FLEA:

“Por volta de 1984, eu estava em turnê com minha banda, em algum lugar no meio da América, eram 3 ou 4 horas da manhã, nós todos estávamos apertados em nossa van, com nossos equipamentos... estava chovendo lá fora... cansados de estar na estrada, e essa música começa a tocar no rádio, e eu não conseguia acreditar naquilo, era como se eu estivesse vivendo nesse mundo normal, em que eu conhecia tudo que tocava na rádio, mas de uma hora pra outra, minha cabeça estava explodindo, por causa dessa coisa bela e violenta, que tinha nada a ver com qualquer coisa que eu já tinha ouvido em minha vida.

É isso aí.

Eu estava só ouvindo o rádio... estava só olhando para o rádio, eu estava apenas – ‘QUE PORRA É ESSA? PUTA MERDA!’ – Anthony vira pra mim e eu digo: ‘Cara! Isto é maravilhoso!’

Eu estava totalmente encantado por esta música. Eu não sabia explicar o porquê, tinha guitarras altas, rápida como um raio.. mas não era punk rock, não era heavy-metal... mas era precisa, explosiva e pesada. Era rápida, se portava bem e demandava respeito. Era agressiva e intensa, com mudanças rítmicas selvagens e bizarras, mas ainda assim se mantinha como uma puta música. Eu estava cantando junto, antes do fim, ela não usava dos padrões convencionais das músicas pop que eu já tinha ouvido. Eu não sei o que era, eu não sabia o que era, a única coisa que sabia, com certeza, que era uma coisa poderosa. Esta música era ‘Fight Fire With Fire’... e abriu minha mente para a poderosa força da natureza que era o Metallica.

Com o passar do tempo, eu descobri o gênero musical conhecido como speed metal, thrash metal, o que você quiser rotular, e ouvi um bocado de bandas tocando do mesmo modo, mas nenhuma delas chegou perto de colocar tudo isso junto como o Metallica. Algumas eram mais virtuosas, outras eram mais loucas, e algumas eram somente boas e interessantes bandas, mas quaisquer que sejam os elementos intangíveis que fazem uma banda ser a melhor, Metallica as têm.

Eles são verdadeiros.

Você pode pôr os melhores músicos do mundo juntos em uma sala, criar sua banda dos sonhos, mas isso não significa que as faíscas irão surgir, quando começarem a tocar juntos. Há forças divinas trabalhando para fazer com que coisas mágicas aconteçam, e nos raros instantes em que essa mágica acontece com uma banda, não é algo que você possa adicionar como uma simples matemática. É uma química cósmica e é inexplicável. Se fosse apenas uma questão de se ter uma lista de ingredientes para se fazer uma grande banda, então todo mundo poderia fazê-lo, mas isso é impossível. É verdadeiramente uma coisa fodidamente sagrada e mágica, e só acontece quando os poderes espirituais o fazem.

Então, se você pergunta, ‘por que isso detona?’... a resposta para essa questão, parafraseando o grande Louis Armstrong, é: ‘Se você precisa perguntar, você nunca vai saber’.

Quando o Metallica começou, em 1981, eles não tomaram o passo típico para o sucesso, eu não sei se o estrelato máximo e vender um zilhão de álbuns estavam em seus planos, mas se eles estavam almejando se tornar uma das mais bem sucedidas bandas de todos os tempos, com certeza não seria de um jeito comum. Em mundo de canções pop de 3 minutos, que dominavam as rádios, esses caras do Metallica tocavam canções de 10 minutos que detonavam sua cara. Eu não acho que eles ficavam sentados pensando em ser rockstars chiques, acho que eles queriam apenas tocar rock. A motivação deles era, e é, pura.

O fato de como eles se conectaram com o mundo é fenomenal. Eles se tornaram um nome reconhecido da música que não era mainstream. Essa é a música dos excluídos. E por terem feito o que fizeram, é realmente de explodir cabeças.

Uma coisa que sei com certeza, é de que eles entrariam direto no Top 40 de KC Kasem, com seu primeiro disco ‘Kill Em All’, eles estavam indo direto com um hit single, ‘Anesthesia – Pulling Teeth’. E eu preciso dizer a vocês, um solo de baixo de 5 minutos é o segredo para o sucesso comercial. E, sendo eu um baixista, essa música é um dos grandes momentos para o baixo elétrico na história do rock.

Cliff Burton era um maravilhoso, soberbo, profundo, louco e virtuoso baixista. No Rock, a maioria dos solos de baixo são muito egocêntricos, técnicos, e muitas vezes, chatos, sabem. Todo solo que ouvi de Cliff Burton é uma expressão cheia de alma, psicodélica, e headbangin’, que detona seu mundo, pira seu cérebro e agita a casa. Um belo pedaço de música tocado por um jovem rockeiro incrível, uma peça rara de ser humano. E quando o ouço tocar, eu ouço um músico que fodia tudo com amor e paixão, o que é óbvio em sua maneira de tocar.

A pior tragédia que pode acontecer com qualquer um, em minha opinião, é que quando as pessoas morrem, não se tira a canção que havia dentro delas, não se tira a dádiva que tinha nelas. Mas o belo oposto disso, é que quando você falece, e você sabe que cantou sua canção, deu sua dádiva – que foi o que Cliff Burton fez – esse é a realização maior que eu posso desejar para todo mundo.

O espaço que ele criou na história da música durará para sempre, ninguém pode substituí-lo nisso, ele era uma peça rara, e não consigo ouvir qualquer disco do Metallica sem pensar nele. Está claro que a dádiva que deu, à música desta banda, vive, estando ele vivo, estando ele morto.

E eu digo, Deus abençoe Cliff Burton, ele é o maior.

Quando escuto Metallica, eu tenho essa sensação que eles estão fazendo aquilo que TÊM que fazer. Aquela mágoa tão firme, eles precisam liberá-la, tem que ser destrinchada, precisa ser solta. Um infinito poço de tristezas, um bocado de dor e raiva, mas principalmente, muito amor pelo processo que eles criaram para lançar esse material. É sempre meio absurdo pra mim, quando ouço pessoas falando sobre música pesada, música raivosa e agressiva, sendo negativa ou não-saudável para crianças, e blá blá blá. Primeiramente o ponto da música furiosa é a saudável liberação da raiva pelo artista. É alquimia, é metamórfico, é transformar algo potencialmente destrutivo na sua fonte de misérias, em algo belo, algo detonante, em algo elevado para a banda e para a audiência. A tradição de dor e mágoa sendo usada pra se fazer uma grande arte, é um gande rito de passagem para qualquer artista, e é isso que no toca mais profundamente.

Qualquer um que já tenha ido a um show do Metallica, que balançou a cabeça e mostrou os chifres do diabo com as mãos, fez parte de algo grande para a humanidade. Todos esses jovens num show se divertindo muito com as batidas brutais do Metallica, voltaram tão saudáveis quanto qualquer exercício espiritual, meditação em grupo, qualquer coisa.

É elevado e une as pessoas.

Sabem, eu amo todo tipo de música. Mas eu digo que o Metallica uniu mais as pessoas e trouxe alegria às suas vidas do que qualquer música hippie de paz e amor.

Para as pessoas que se entregam, e são agitadas pelo Metallica, o mundo é um lugar menos solitário. Quando uma pessoa começa a agitar com sua música, tudo o mais desaparece, essa pessoa é uma com o rock. É uma coisa inexplicável e incrível, e eu me curvo a isso.

A carreira do Metallica é uma coisa grande e dinâmica, eles fizeram de tudo, vieram do nada, escreveram e tocaram as jóias que agitaram o mundo... Metallica é foda, cara! A música é foda, inacreditável. Eles continuam a tocar, o que quer que seja o obstáculo, eles perseveram e ficam mais fortes. Eles são uma família. E fazem isso com uma intensidade e inventividade como nunca foi feita.

Se você vai ter um Hall da Fama do Rock And Roll, e se você vai ser disciplinador e restrito em deixar somente bandas que foram realmente originais, e sem dúvida, à frente da evolução da forma de arte que é o rock and roll, que mostra o cartão de visitas e inspira incontáveis artistas a seguirem seus passos... então por esse critério restrito, você tem que ter Metallica nele.

METALLICA É O MAIOR! METALLICA É PESADO!

James Hetfield.

Lars Ulrich.

Kirk Hammett.

Robert Trujillo.

Jason Newsted.

E Cliff Burton.

É com muita honra que introduzo vocês todos no Hall da Fama do Rock And Roll!”

RAY BURTON:

“Meu nome é Ray Burton, e eu sou pai de Cliff Burton...

Esse discurso agora me lembrou daquele velho show ‘Você Consegue Superar Isto?’. Esse discurso foi absolutamente fantástico. Eu só queria agradecer o comitê de seleção do Hall of Fame, por selecionarem esses jovens maravilhosos atrás de mim, e eles são um grande grupo, e o que sempre gostei deles é que, ao vê-los tocarem, você imediatamente fica com um grande sorriso no rosto. Há algo neles que te deixa com um grande sorriso, uma grande felicidade, uma grande habilidade em fazer isso, então... então, o que mais?

Eu quero... – o quê? – eu resumirei aqui! Mas há uma pessoa que eu gostaria de mencionar, a pessoa que foi do Metallica, e certamente de Cliff Burton, a maior fã, que foi a mãe de Cliff, Jan. E com isso, eu digo muito obrigado, e aproveitem o resto da noite!”

JASON NEWSTED:

“Como vão todos?

Foi um fim de semana maravilhoso, é tão bom ser incluído nessa coisa toda. Muito abismado, até o momento. Meio que levitando durante os últimos dias. E ainda continuo assim. Mas eu queria tirar um momento para reconhecer e agradecer as seguintes pessoas maravilhosas:

Minha mãe e meu pai. E minha família inteira por seu apoio amoroso e encorajador, e por todas as nossas famílias por seus sacrifícios e compreensões, durante o curso.

Muito amor para meus amigos, em todo canto, perto e distantes. Vocês sabem quem são.

Obrigado. Obrigado.

Um agradecimento extra-especial, ao amor de minha vida, Nicole, por estar comigo pelos últimos 7 anos de desafios e aventuras, muito obrigado por isso. Obrigado, meu amor.

Muito amor e respeito pelos antigos colega de banda e camaradas, e pioneiros do thrash metal, Flotsam & Jetsam e Metallica.

Obrigado, James, Kirk, Lars. Muito obrigado por me darem a oportunidade e dividir as experiências das décadas maravilhosas dessa embaixada do heavy metal. E por levar nosso estilo de música pra um lugar que nunca tido antes... obrigado por isso.

Muitos agradecimentos às milhares de pessoas que trabalharam com o Metallica, com o passar dos anos. Dos roadies aos estúdios de gravação, das gravadoras às lojas de música, todas dividindo a atitude “Metallica vai te detonar!”, que nos ajudou a estar com vocês esta noite.

Obrigado à Fundação Hall Of Fame por honrar nossa ‘bela’ feia música.

E por último, e mais importante. Meu respeito e gratidão para todos os amantes da música do Metallica, e fãs ao redor do globo.

Ao redor do globo, ao redor do mundo, e a vocês que estão aqui conosco essa noite, vocês nos fazem estar vivos, nos deixam mais fortes, vocês são o combustível, sem vocês não haveria a gente.

Então obrigado a todos, muito obrigado.”

ROBERT TRUJILLO:

“Uau! Isso é extremamente especial. Incrível. Todos os meus heróis favoritos na platéia essa noite... Jimmy Page, Jeff Beck. Isso é um momento maravilhoso para mim.

Quero agradecer a todos que me inspiraram com tremendos recursos, minha maravilhosa e linda mulher Chloe, meu filho Ty, minha linda filha Loola, por me inspirarem todos os dias. Com sua ingenuidade artística e direcionamento, eles me fazem continuar, me deixam inspirados.

Quero agradecer Mike Muir e Rocky George, pelos primeiros anos, com o Suicidal Tendencies... eu não estaria aqui agora, se não fosse por eles.

Quero agradecer minha mãe maravilhosa, Virginia... mãe, eu te amo. E ao meu pai Leroy, por me introduzir a tanta música boa, de todos os estilos. Não há regras na música, seja mariacchi, flamenco, James Brown ou Led Zeppelin, nós tínhamos em casa.

Mas, mais que tudo, quero agradecer Lars, James e Kirk, por me darem a oportunidade de contribuir com essa obra-prima contínua que é o Metallica.

E claro, os melhores fãs do mundo, a melhor equipe do mundo, e... as melhores famílias do mundo.

Muito obrigado”

KIRK HAMMETT:

“Olá, todo mundo.

Primeiramente, eu quero agradecer o Hall of Fame por esse grandioso prêmio... em um mundo como o de hoje, em que o Metallica continua vital e relevante, é uma honra, obrigado.

Também quero agradecer nossos ‘líderes tribais’, Cliff Burnstein, Peter Mensch, Tony DiCiaccio... por sua fé incondicional, liderança, lealdade e pela habilidade de dizer ‘não’ a nós.

Também a Bob Rock, Flemming Rassmussen, Rick Rubin, Glen Fildermann, e também aos meus colegas de banda, Lars, James, Jason, Rob, e o falecido Cliff Burton, pelo seu amor, lealdade, amizade, inspiração e paixão pela música. E também às suas famílias... obrigado pelo seu amor e apoio. Obrigado, gente.

É uma verdadeira honra estar com vocês nessa aventura selvagem e musical, e espero continuar a criar músicas inspiradoras com vocês, pois só chegamos à metade de nossa carreira, certo? Certo?

Também quero agradecer as pessoas que ajudaram o Metallica nessa “busca pela conquista do mundo”. Sim. Em particular, Zack, Justin, Mick, e nossa incrível equipe de roadies, nós não conseguiríamos sem eles. Sério. Todos esses milhares de shows, eu tinha que mandar um ‘alô’ pra vocês.

(Te amo também!)

Também quero agradecer todos nossos maravilhosos fãs, ao redor do mundo, pois sem vocês, isso não seria possível, certo?

Também quero agradecer minha família, minha mãe, minha linda mãe ali, e minha irmã, e mais especificamente, meu irmão, por me encorajar quando eu era um adolescente raivoso e confuso, a seguir meus instintos e pegar uma guitarra e seguir minha paixão.

Também queria mencionar Jeff, e Jimmy, e Joe, e Ron ali... pois vocês ajudaram a construir toda minha paleta musical. Obrigado, caras, realmente. Incrível, obrigado.

Por último quero agradecer, de todo meu coração, minha esposa Lani, e meus dois filhos Angel e Enzo, por serem tão pacientes e compreensíveis. Eu amo vocês.

Obrigado!”

LARS ULRICH:

“Sabem de uma coisa? Isso tudo na verdade é para vocês aí do balcão, lembrem-se disso. A verdadeira razão de estarmos aqui, as pessoas ali no balcão, vocês sabem disto.

Eu acho que... estou só falando aqui, não escrevi nada, me dêem 2 minutos... eu penso que o rock and roll é sobre possibilidades, e sobre sonhos. E o fato que os 6 de nós podem estar no palco esta noite... garotos sujos, párias, solitários, que cresceram em diferentes partes, em diferentes situações, em estar aqui nesta noite maravilhosa, na frente de todas essas pessoas maravilhosas aqui, em frente de alguns dos grandes músicos e talentos que estão sentados aqui na primeira fila, e na frente de todos vocês aí no balcão... Rock and Roll é realmente sobre possibilidades que podem se tornar reais, e por sonhos que podem ser facilitados, e qualquer coisa é possível se você tiver a vontade em acreditar, e se você acreditar em qualquer coisa que seja, em qualquer momento, então pegue-a, e tenha um sorriso no rosto e divirta-se com isso... Veja a gente... Metallica está no Hall da Fama do Rock And Roll, vocês acreditam nisto?

Uau.

Ontem à noite, convidamos cerca de 150 pessoas pra vir e celebrar esse fim de semana conosco, eles vieram de todos os cantos do mundo, estão sentados em vários cantos dessa salão. Todos vocês tiveram uma grande parte na razão do Metallica estar aqui esta noite, quero agradecer cada um de vocês, vocês sabem quem são, não preciso dizer os nomes, mas cada um que veio de perto ou de longe pra vir aqui e dividir esse grande fim de semana conosco, do fundo do meu coração, muito obrigado, amamos cada um de vocês, obrigado.

E por último, eu queria ter um momento para agradecer, na mesa 32 ali, ou sei lá que número é, Myles, Layne, Bryce, Sebastian, Skylar, Mario, Connie, Molly... a turma toda, é maravilhoso ver vocês aqui, mas especialmete esse cavalheiro sentado aqui com essa longa barba grisalha, que mesmo com 81 anos tem o maior cabelo aqui do prédio, o que é muito foda!

Eu cresci em uma família incrível e rica de músicas tocando quando eu ia pra cama, tudo, desde Dexter Gordon, a Myles e Hendrix, Janis, tudo... e ainda estava tocando quando eu acordava às 7 da manhã pra ir pra escola... mas era um aprendizado tão incrível e rico que você me ensinou sobre se estar aberto a todas as possibilidades da vida e estar aberto a todos os tipos de música, e, pra você estar aqui, dividindo este momento comigo e com o resto dos garotos sujos atrás de mim, significa mais do que imagina, então, obrigado por ter essa família que me deu tão rico aprendizado. Muito obrigado.

Obrigados a todos aí, amamos vocês, Metallica está no Hall da Fama do Rock And Roll, encarem essa!”

JAMES HETFIELD:

“Posso ter um ‘HELL YEAH!’? Posso ter um ‘HELL YEAH!’?

Isso foi mais alto do que esperava.

Há muito amor e paixão por música neste salão, e talento, eu sinto a vibração, e me sinto bem!

Parabéns aos outros que entraram hoje à noite. Parabéns a vocês!

E já que estamos no assunto, nós somos um tipo de banda pesada, e temos uma pequena lista de que gostaríamos de... só pra salientar, e talvez plantar uma pequena semente...

Uma banda chamada Deep Purple.

Thin Lizzy.

Rush.

Kiss.

Ted Nugent.

Alice Cooper.

Iron Maiden.

Judas Priest.

Motörhead... que adoraríamos convidar a entrar pela porta, agora... ok?

Eu gostaria de extender um grande agradecimento ao meu poder superior, pelo presente da música, e de ter a ciência do meu destino ainda cedo, na vida. Música é minha terapia, e eu preciso dela.

Adoraria agradecer a minha esposa, Francesca, por salvar minha vida. Muitas vezes. Meus filhos, todos os 3 estão aqui, obrigado por me ensinarem a amar.

Também, aos patrocinadores e irmãos do programa do AA por me tirarem da sarjeta, e colocarem no palco, onde eu pertenço. Ao meu irmão David, por deixar suas chaves do kit de bateria largadas pelos cantos, e me deixar ouvir sua coleção de discos, e deixar a vitrola ligada e toda essa coisa boa.

E a todos também, que encontramos pelo caminho, que nos ajudou a ser quem somos.

Muitas bandas, que não vou mencionar, fracassam, fracassam por causa de um mau gerenciamento, e essa é uma outra parte, das muitas que fazem uma banda ser potente. Nós fomos muito felizes em conectarmos com as pessoas certas, no momento certo. E um alô especial a Cliff Burnstein e Peter Mensch, e a todos na Q-Prime, por todo seu conhecimento e liderança, em nos ajudar a ser o Metallica mais potente possível.

Quero agradecer aos fãs, que não têm medo... YEAH! Yeah... Quero agradecer aos fãs, que não têm medo de dividir suas vidas conosco, e sua fé, com inabalável apoio. Obrigado, muito obrigado.

Quero dedicar isto, minha parte disto, a jovens músicos por aí, que são a nova geração da música, e estão expressando suas paixões. Também queria dedicar ao oposto disto, às pessoas que estão presas, às pessoas que estão presas a uma imagem, que estão com medo de serem honestas, de sonhar um grande sonho. Sonhe grande, e ouse falhar, eu desafio vocês a isso! Poque isso aqui é a prova viva! Tudo é possível, para que um sonho se realize!

Certo? Certo!

Ok... e todos os membros do Metallica, aqui ou não, muito obrigado por serem vocês, e por terem sido parte de nossas vidas. Sim, e por tornar minha vida uma aventura incrível.

E... por último, e mais importante aqui, eu quero agradecer Lars por me chamar, por termos nos incluído juntos em nossos sonhos de sermos a maior banda de heavy metal do mundo!”

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Sobre Carlos Tourinho

Carlos Tourinho 'tenta' ser economista, além de tradutor nas horas vagas. Fã desde criança de Rock and Roll, por influência do pai músico, desde cedo teve contato com a cena rocker da Bahia, como Marcelo Nova e Raul Seixas, que frequentavam sua casa. Hoje morando no Ceará, curte de tudo um pouco, desde Bob Dylan, passando por Faith No More a Mastodon. Mas seu coração (e cabeça) bate mais forte pelo Thrash Metal de bandas como Metallica, Anthrax e Slayer, e pelo Stoner Rock de Kyuss, Monster Magnet e Fu Manchu. Fanático por Cultura Pop, geralmente é fonte de consulta de seus amigos acerca dos mais variados assuntos sobre cinema, música e literatura. Acredita que Deus é uma mistura de Mike Patton, Martin Scorsese e Bill Waterson.

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