Shadowside: "MP3 não é crime, mas sim a pirataria"
Por Thiago Rahal Mauro
Fonte: Rádio Shock Box
Postado em 23 de junho de 2009
Formado por Dani Nolden (vocal), Raphael Mattos (guitarra), Edu Simões (baixo), e Fabio Buitvidas (bateria), a banda santista SHADOWSIDE lança em 2009 seu mais recente álbum, intitulado "Dare to Dream". Após divulgar o trabalho na Europa, Dani Nolden – de volta ao Brasil – concedeu uma entrevista interessantíssima à Rádio Shock Box, na qual conta detalhes da turnê e descreve alguns causos engraçados.
Confira alguns trechos:
Rádio Shock Box: Você tem acompanhado o projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo? Você processaria alguém por baixar uma MP3 do Shadowside? Consideraria um crime?
Dani: "Não, eu nunca consideraria um crime. Isso é absurdo nos dias de hoje. O que eu considero crime é a pirataria, é o espertinho vendendo um CD pirata a preço de banana, ganhando dinheiro em cima do trabalho dos outros. O preço do CD é alto no Brasil e o brasileiro não tem dinheiro sobrando. Então, entre pagar 30 reais ou cinco reais por um lançamento, o que ele vai escolher? Eu não condeno alguém que baixa minha música para conhecer ou porque não tem como pagar pelo CD. Condeno apenas aquele que vai lucrar com essa MP3 ou aquele que poderia pagar, mas não quer simplesmente porque não precisa. Mas eu não processaria alguém por baixar uma MP3".
Rádio Shock Box: Tenho percebido uma mudança na mentalidade dos fãs e músicos brasileiros, principalmente nas mulheres. Vejo muitos grupos sendo formados somente com garotas, e acredito que você Dani Nolden, seja uma das responsáveis. Em um mundo dominado pelos homens, as mulheres estão cada vez mais ganhando seu espaço. Em sua opinião, por que isso acontece?
Dani: "Eu acredito que o espaço já está aí há muito tempo, elas que estão percebendo isso aos poucos. Se eu influenciar alguma menina, se eu ajudar uma nova cantora ou instrumentista a ter coragem de entrar em uma banda ou mesmo formar a sua própria, vou ficar muito feliz. As mulheres da minha geração e da nova não sabem o que é preconceito. Minha mãe sabe. Minha avó sabe ainda mais. Então, acredito que hoje nada impede uma mulher de levantar da cadeira e fazer o que ela bem entende. Hoje, ela pode escolher entre ter uma carreira ou cuidar de casa e filhos, pode até mesmo escolher entre ter filhos ou não, entre se casar ou não. Falta de desejo de ter filhos ainda é visto com certa estranheza, mas ninguém vai apedrejar uma mulher por causa de uma escolha como essa. O mesmo vale na hora de escolher uma carreira..."
Para conferir na integra esta entrevista, além de uma extensa programação totalmente dedicada ao Headbanger, acesse o site da Rádio Shock Box: www.radioshockbox.com.br.
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