Esta matéria foi publicada em 27/08/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Em entrevista ao Guia da Semana do Hagah, Igor Cavalera, ex-baterista do SEPULTURA, falou sobre seu projeto MixHell e também o CAVALERA CONSPIRACY; confira trechos da entrevista.
Guia da Semana: O que te motivou a abrir mão de uma carreira já consolidada no Sepultura para seguir a carreira de DJ?
Iggor Cavalera: "Não acho que foi abrir mão, mas sim tentar coisas novas. Depois de mais de 20 anos tocando, eu quis fazer uma coisa que estivesse me satisfazendo mais. Acho que essa história de carreira consolidada é meio que empurrar com a barriga. O mais importante é estar bem consigo mesmo. Eu saí da banda depois que comecei a fazer o MixHell com a Laima".
Guia da Semana: Qual foi o momento mais marcante até agora, desde que você assumiu o lado DJ?
Iggor: "Todas as turnês que nós estamos fazendo na Europa estão sendo bem legais e estão lotando. Ver esse reconhecimento do público com um projeto que começou a tão pouco tempo, principalmente lá fora, é muito gratificante e está me satisfazendo muito no projeto. Acabamos de voltar de Tóquio e foi maravilhoso. O lugar estava completamente lotado e me surpreendi".
Guia da Semana: Quando surgiu a ideia de formar o projeto MixHell?
Iggor: "Surgiu meio que por acidente. Eu e a Laima sempre quisemos fazer um trabalho juntos, mas não sabíamos o que, ao certo. E na época começaram a surgir um convite de algumas casas para eu discotecar, mas nada sério. Aí dentro disso, eu e a Laima começamos a levar um pouco mais a sério, além de ir tocar para os amigos e ficar bêbado (risos). Isso serviu como um incentivo a mais, além de ir a um lugar e simplesmente tocar seu CD. Mas, tudo foi acontecendo mesmo, nada combinado, foi de dia a dia e uma hora tomou o nosso tempo mais do que com outras coisas".
Guia da Semana: Quais são as maiores influências musicais na hora de tocar em um evento?
Iggor: "Hoje costumo ouvir muito Solex, lá fora tem muita gente legal fazendo um som bom como os Crookers da Itália. Aqui no Brasil também como o Killer on the Dancefloor, Zé Gonzáles, Anderson Noise. Eu toco normalmente em lugares que já preparam as festas pensando no meu perfil ou do MixHell. Não rola essas doideiras de, de repente chegar em um lugar totalmente contrário ao seu estilo e ter de fazer um monte de coisa diferente do que você é acostumado, mas isso acontece muito durante a noite. Tocamos em eventos mais específicos, não rola muito com a gente".
Guia da Semana: Você também está envolvido em outro projeto, o Cavalera Cosnpirancy com seu irmão Max, como surgiu?
Iggor: "Surgiu a ideia de montarmos um disco e não sabíamos o que fazer depois, se rolaria uma turnê, por exemplo. Ele me mandou umas bases e eu gostei. Aí chamamos uns amigos para tocar juntos e virou um álbum. Hoje em dia estamos fazendo alguns trabalhos, afinal não é a nossa única ocupação, tanto para mim, como para ele também. É um projeto legal, pois acabamos tocando em vários lugares do mundo, mas sem a responsabilidade de ser a única banda que nós temos. É bem gostoso de fazer por isso".
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Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.
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