Esta matéria foi publicada em 16/08/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Arielle Castillo, do Miami New Times, recentemente entrevistou Tom Araya, baixista e vocalista do SLAYER. A seguir, trechos da conversa.
Miami New Times: Seu novo disco conta com a “produção executiva” de Rick Rubin. O que isso significa? Como ele esteve envolvido no processo de gravação?
Tom Araya: “Ele observa o que nós fazemos e diz 'sim' ou 'não'. Na maior parte ele deixou na mão de Greg Fidelman, que vem fazendo um excelente trabalho como produtor. Nós fazíamos o trabalho no estúdio, e, uma vez que ficasse pronto, mandávamos para o Rick para que ele pudesse escutar”.
Miami New Times: Você disse que normalmente vocês começam as gravações com as músicas já escritas, mas desta vez vocês passaram um bom tempo trabalhando na pré-produção. Por que a mudança?
Tom Araya: “Na verdade, nós começamos as gravações em outubro do ano passado – Jeff (Hanneman, guitarrista do SLAYER) tinha três músicas. Nós gravamos estas músicas e elas encaixaram bem rápido. Nós deveríamos ter feito uma turnê na América do Norte em janeiro que acabou não acontecendo porque todos nós nos sentimos bem no estúdio com o Greg. Nós pensamos que uma vez que a turnê européia estivesse terminada, nós viríamos para casa começar as gravações.
Então nós voltamos ao estúdio e Jeff e Kerry tinham quatro ou cinco músicas cada, e apenas começamos a construir novas músicas no estúdio. Enquanto nós estávamos fazendo a bateria, Jeff ia para casa e trabalhava em coisas novas, enquanto que o resto trabalhava no que já havia sido iniciado, sendo que a mesma coisa acontecia com o Kerry. Quando ele terminava suas partes, ele ia para casa e trabalhava com um novo material e então voltava e tocava para o Dave. Nós aprendemos e trabalhamos a maioria das músicas no estúdio, ao invés de ensaia-las primeiro”.
Miami New Times: Você também disse que o trabalho de composição foi mais dividido desta vez.
Tom Araya: “E foi. Musicalmente, foi divido entre os três (Jeff, Kerry e Dave). E eu dava minha opinião sobre as partes de guitarra. Mas, normalmente, nós sentamos para ouvir as músicas e dizemos se está bom ou se não gostamos. Na maioria das vezes nós concordamos se gostamos ou não e seguimos em frente.
Ocorre que desta vez eu tive idéias que passei para o Jeff, e ele colocou nas músicas. Todos deram a sua contribuição. Eu acho que pelo fato de termos entrado em estúdio um pouco menos preparados. Nós precisávamos entrar em estúdio e gravar de forma rápida para ter alguma coisa pronta no verão.”
Miami New Times: Então, quando vocês finalmente terminaram estas sessões?
Tom Araya: “Nós terminamos uma semana antes dos cinco shows que fizamos no Canadá com o MEGADETH. Então nós passamos uma semana ensaiando e agora estamos na Mayhem tour com o MARYLIN MANSON.”
Miami New Times: As novas músicas são parecidas com o que vocês fizeram nos anos 80, quase que com uma energia punk rock. Como isso aconteceu?
Tom Araya: “Nossa alma! Nós não planejamos como as músicas vão soar, apenas escrevemos e o que está feito está feito”.
Miami New Times: Como vocês decidem quando é a hora de um novo disco?
Tom Araya: “Não decidimos! Desta vez, aconteceu do Jeff ter três músicas que ele estava tocando para todo mundo e nosso empresário perguntou porque não gravávamos um novo disco se as músicas estavam vindo de forma rápida”.
Miami New Times: Quais são suas faixas favoritas do novo disco?
Tom Araya: “Kerry escreveu coisas realmente boas. Eu sou bem parcial, acabo tendendo a gostar mais das coisas do Jeff. Ele tem grande habilidade como compositor e tem grandes músicas neste disco. São músicas um pouco diferentes do que costumamos fazer mas ainda soam como SLAYER. As músicas tem melodia e dinâmica e te levam em uma viagem de montanha russa, o que é realmente bom.
O disco é bom como um todo, e isso é uma coisa que sempre procuramos fazer, que todas as músicas tenham sua importância, não apenas uma”.
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