Oeste Suez: novo trabalho com influencias de Metalcore e New Metal
Fonte: Oxigenio
Postado em 12 de agosto de 2009
Natural de Barueri, cidade situada na Grande São Paulo, o grupo Oeste Suez lançou recentemente seu álbum de estreia, intitulado "Bomba Relógio". O trabalho é calcado no rock pesado, com nítidas influências do new metal e do metalcore. Aliadas à agressividade do som, letras de conteúdo evangelístico buscam alcançar também aqueles que não são ligados ao meio cristão.
Formada por Giancarlo Boniolo (voz), Edgar Mesquita (bateria), Bruno Medeiros (guitarra), Israel Rodrigues (baixo) e Rafael Garcia (guitarra), a banda – representada por Giancarlo – conversou com o site do Prêmio Talento sobre o trabalho de estreia, o mercado independente e a proposta musical do Oeste Suez.
Confira:
Fale um pouco sobre o começo do grupo.
A banda começou como um "projeto": eu (Giancarlo Boniolo) convidei Edgar Mesquita (bateria) para iniciarmos um novo trabalho juntos. Fizemos algumas composições, criamos algumas músicas e gravamos uma demo da canção "Combate" – (segunda faixa do CD "Bomba Relógio"). Nessa gravação, contamos com a participação de alguns amigos para nos auxiliar, dentre eles Bruno Medeiros (guitarra), que acabou entrando para a banda. Com a chegada dele, incrementamos as músicas, criamos outras e foi acrescentado o peso que procurávamos para as canções. Iniciamos, assim, as gravações. Durante o tempo de gravação, convidamos Israel Rodrigues (baixo) para tocar com a gente.
No entanto, faltava o último integrante. Após alguns testes mal sucedidos, convidamos nosso amigo de longa data Rafael Garcia "Fly" (guitarra) para "fazer um som" com os violões e ele acabou ficando na banda.
Qual é a proposta musical da banda?
Nós procuramos fugir um pouco do clichê "salvar vidas com nossa música". Acreditamos, sim, que a usamos como ferramenta para alcançar mais pessoas não ligadas ao meio cristão. Esse é um dos objetivos, porém, damos uma ênfase para pessoas já ligadas a Jesus Cristo. Cremos que todos necessitamos reciclar cada vez mais nosso vínculo com o Senhor. Muitas coisas que lemos na Bíblia, que aprendemos na igreja e dizemos amém, simplesmente ficam esquecidas ao sairmos pela porta da Casa de Deus.
Todos somos seres humanos e ficamos propensos a erros, é normal, ninguém é santo. Porém, muitas vezes somos falsos e mentirosos, não somente com outras pessoas, mas também com nós mesmos.
"Bomba Relógio" traz quais novidades em relação ao rock gospel produzido no Brasil?
Muitas bandas de rock gospel de hoje fazem um som parecido com o punk/hardcore e isso acaba se tornando muito limitado. Entretanto, deixamos claro que não temos nada contra, também ouvimos e até temos influência hardcore. Tentamos mudar essa história fazendo um som mais newmetal/metalcore, com influências baseadas no mesmo estilo. Acreditamos que, com esse CD, podemos alcançar vidas antes inalcançáveis e dar uma alternativa nacional para quem já é cristão e gosta de um som mais pesado. Afinal, estamos aqui para somar e não subtrair.
Como foram as gravações deste trabalho?
As gravações foram realizadas em São Paulo, no bairro do Morumbi Sul. Gravamos com Bruno Kioshi (baterista da cantora Talita Pagliarin), no Estúdio BK. Foi bem cansativo, devido à distancia do estúdio e ao fato de a gravação ocorrer no momento de formação da banda. Foi um trabalho muito suado e que necessitou de dedicação total de todos.
Como o grupo vê o atual mercado gospel independente?
Estão surgindo várias bandas nesse segmento. Bandas muito boas. Vemos que, hoje, no mundo cristão, as bandas independentes estão ganhando um ótimo espaço em sites, blogs, web-rádios e afins. Para a sobrevivência de uma banda independente é essencial essa divulgação que vem acontecendo.
Quais são os projetos do grupo para o futuro?
Queremos expandir nossa música, fechar mais shows em São Paulo (capital e interior) e fora de nosso estado.
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