Esta matéria foi publicada em 23/09/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
A seguir, trechos de uma entrevista que Kirk Windstein (DOWN/CROWBAR) cedeu ao Daily Times’ Rock Music Menu de Delaware.
Sobre o DOWN não ser mais um projeto paralelo:
“É uma banda de verdade agora, e não um projeto paralelo. É o foco principal de todo mundo e nós excursionamos extensivamente, nós estivemos em 27 paises nos últimos dois anos, começamos a turnê antes do disco ser lançado, e tocamos em todo lugar. Nós estamos, na falta de um termo melhor, levando as coisas mais a sério, e, enquanto nós ainda fazemos outras coisas, é a nossa banda principal, o que nunca foi no passado”.
Sobre se existe choque entre os egos dos membros da banda e discordâncias sobre a direção musical do DOWN.
“No CROWBAR, eu canto, escrevo as letras e a música – eu faço tudo, e no DOWN é uma coisa mais democrática. Eu não digo que não queremos matar uns aos outros de vez em quando, mas é como qualquer um em qualquer outra banda. Eu sempre uso a analogia de que eu tenho a minha namorada em casa, e eu tenho quatro outras namoradas com diferentes personalidades para se lidar. Basicamente, tudo o que eu tenho que fazer no DOWN é me concentrar em tocar, então, quando for a hora de compor, jogar alguns riffs para os caras e ver se eles os usam, se não forem usados, eu os aproveito de outra maneira.”
Sobre a turnê do segundo disco “Down II: A Bustle in Your Hedgerow”, em que os membros lutaram contra vários vícios:
“Nós estávamos em pedaços naquela turnê, todo mundo estava batalhando contra seus próprios demônios. Agora é diferente. Eu e Jimmy (Bower, bateria) estamos sossegados e Rex (Brown, baixo) está bem sossegado enquanto que o Pepper (Keenan, guitarra) e o Phil (Anselmo, voz) são mais sensíveis a algumas coisas – o que é bom.”
Sobre lidar com a devastação provocada pelo furacão Katrina na cidade natal da banda:
“Bem, o governo fingiu estar ocupado durante algumas semanas mas depois ele nos deixou sozinhos e voltou à guerra. Alguns bairros estão lutando para se recuperar. O problema é que nunca mais vai ser a mesma coisa, mas isso não significa que não pode ser bom; e musicalmente, a maioria dos artistas que foram embora porque não tinham onde tocar estão voltando.”
Sobre a guerra de palavras entre Phil Anselmo e Vinnie Paul (PANTERA), após a morte do guitarrista e irmão de Vinnie “Dimebag” Darrel Abbott (PANTERA/DAMAGEPLAN):
“Na minha opinião, e eu não quero ser rude, mas as pessoas, e eu não me refiro ao Vinnie, mas o público em geral, os fãs que culparam o Phil (pela morte de Darrel) precisam pensar sobre o que realmente aconteceu. Se o Phil não tivesse deixado o PANTERA ‘temporariamente’, ou se eles nunca tivessem começado o DAMAGEPLAN, isso nunca teria acontecido. Mas você não pode ficar pensando “e se...”. Agora está diminuindo porque eu acho que as pessoas estão começando a entender que o Phil realmente gostava do cara, mas no começo foi muito difícil”.
Se ele acha que Phil e Vinnie podem se reconciliar:
“Você nunca sabe. Eu gostaria que com o tempo... eu tenho um relacionamento com a Rita (Haney, namorada de Darrel) que é bem amigável; eles não conseguem compreender o que aconteceu, eu mesmo não consigo, e tudo mundo quer culpar alguém. Mas o meu problema é, por que não culpar o cara que o matou? É o que eu digo aos fãs que tem um olhar negativo em relação ao Phil. Eu sei que o Phil ia adorar ser amigo do Vinnie de novo; eles passaram por muitas coisas juntos e fizaram ótima musica, então espero que um dia isso aconteça.”
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