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Robert Trujillo: "Há muitos desafios no que fazemos"

Traduzido por Kako Sales | Fonte: Blabbermouth.Net |

Esta matéria foi publicada em 10/10/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Chris Riemenschneider, do StarTribune.com, recentemente entrevistou o baixista do METALLICA, Robert Trujillo. Fragmentos da entrevista podem ser conferidos a seguir.

Sobre o notório confronto de egos entre os co-fundadores do METALLICA, o vocalista James Hetfield e o baterista Lars Ulrich...

“Definitivamente há momentos em que ainda existe aquela tensão.

A chave é você realmente manter aqueles dois malucos dentro da razão. Essa é a mágica do que acontece na banda. Há uma certa energia que sai deles, e você deve deixar ela fluir e então oferecer sugestões ou se meter no meio quando é realmente necessário. A diferença é que atualmente a banda tem descoberto uma maneira de neutralizar algo que poderia se potencialmente mais destrutivo.

James Hetfield, para mim, é tão especial em termos de criar riffs e melodias; ele é um músico incrível. Às vezes, se há uma parte que ele não está palhetando corretamente, ele fica um pouco impaciente. É onde você fica um pouco nervoso. É onde você vê uma cadeira voando.

Mas, para mim, tudo isso é a paixão de construir uma música, e é uma das coisas bonitas da banda. Há muita coisa envolvida. Há muitos desafios no que fazemos, não é a coisa mais fácil do mundo aprender os riffs ou tentar desenvolver uma parte de uma música do METALLICA”.

Sobre como Rick Rubin pressionou o METALLICA para “fora da zona de conforto” durante as sessões de gravação do “Death Magnetic”...

“Os outros caras podem discordar, mas eu acho que o fato de alguém como Lars Ulrich ter que ir para Van Nuys, Califórnia – que é um cidade-pólo industrial e pouco glamurosa, então você não tem nada para fazer – eu acho que a angústia fica na pele. Serviu como um grande alicerce criativo”.

Sobre recuperar o terreno perdido ao voltar às raízes sonoras dos primeiros álbuns...

“É legal para mim particularmente. O direcionamento – em termos de ser progressivo, e de nos desafiar novamente – é muito animador. E parece que nossos fãs sacaram isso. Eles ficam loucos com os solos de guitarra novamente. Os solos de guitarra tipo que deram um tempo por alguns anos. Eles voltaram para se vingar. E os riffs estão de volta e na cara novamente”.

Sobre o modo como a banda sai em turnê atualmente (visto que todos os membros são pais de família, a banda geralmente toca uma ou duas semanas e descansa uma ou duas semanas)...

“Isso estende um pouco o ciclo da turnê, mas equilibra bem as coisas. Estamos mais bem ensaiados do que nunca. As novas músicas são ótimas de se tocar ao vivo, e estamos tocando muitas coisas antigas também. É quase como se estivéssemos tocando muito do velho, muito do novo e apenas um pouco de tudo no meio”.

Leia mais no StarTribune.com.

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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