Dave Mustaine, líder do MEGADETH, concedeu em novembro de 2009 uma entrevista ao TheDailyTimes.com e falou sobre religião, metal e calúnias pela internet. Abaixo seguem alguns trechos da conversa.
Sobre ter se tornado cristão:
Mustaine: “Houve um momento de ajuste de contas quando o meu escudo estava destruído, e eu estava nesta montanha e não havia nenhuma cruz no topo dela. Foi apenas um daqueles pensamentos - Eu fui batizado luterano, criado como Testemunha de Jeová, me envolvi com a feitiçaria e satanismo e pratiquei Magia Negra. Minha esposa estava em outra coisa, e eu estava pensando que era um culto, então eu voltei a ser um Testemunha de Jeová, mas eu não estava feliz.
Olhando para aquela cruz, eu disse seis simples palavras — 'O que eu tenho a perder?’ E minha vida toda mudou. Tem sido difícil, mas eu não mudaria isso por nada.
Eu prefiro... viver minha vida inteira acreditando que existe um Deus e descobrir que não há nenhum, do que viver a minha vida inteira pensando que não existe um Deus e então descobrir, quando eu morrer, que existe".
Sobre como o Metal se espalhou em dezenas de diferentes sub-gêneros, os quais devem um pouco ao MEGADETH - ou, de acordo com Mustaine, devem muito ao MEGADETH:
Mustaine: “Muitos desses sub-gêneros são desenvolvidos para posicionar as pessoas que não podem fazer nada melhor do que estar em segundo lugar. Se você tem um sub-gênero, todas as mediocridades têm um lugar para se mostrar. Se você tiver sub-gêneros, todo mundo consegue seu lugar ao sol, mas é confuso devido a toda essa fragmentação. Eu quero dizer, devemos colocar todas essas sub-categorias de volta no Hard Rock e no Metal e ver onde nos encaixamos.
Estamos sempre sendo rotulados — as pessoas nos chamam de Power Metal, Thrash, Speed; nos Grammys, eles nos chamam [MEGADETH] de Metal Antigo. Pessoalmente, não me importo como as pessoas nos chamam. Esta é uma banda com um guitarrista que cresceu ouvindo a invasão britânica do Punk Rock, Música Clássica, Jazz — e tudo isso se faz presente na minha música.”
Sobre as pessoas que ridicularizaram sua conversão para o cristianismo dizendo que você se “vendeu”:
Mustaine: “As pessoas falaram mal de mim, dizendo que eu era fraco ou que eu estava tentando ser legal. As pessoas diziam coisas sobre as bandas com as quais eu escolhia tocar. A questão é que, eu não queria começar com o pé esquerdo — eu queria viver como no velho ditado ‘Se lhe traz dúvida, então não faça’.
Eu não queria continuar com isso e viver minha vida como era antes. Quando eu fui salvo, eu realmente queria mudar. Agora eu entendo que as coisas não são tão difíceis como eu imaginava, mas estou feliz por ter me protegido (no começo).
Não é nenhum segredo que há um grande número de pessoas que são inimigos - pessoas que fazem calúnias pela Internet, tentando machucar a mim e a minha banda. A única razão pela qual isso me machuca é porque a minha filha lê essas coisas, e eu acho que se eu sentar com eles e conversar eles dirão ‘Ei, eu nunca tinha pensado nisso.’
Todas essas pessoas que postam essa coisas negativas em todos esses websites, eles pertencem a mim pois eles não seriam nada sem mim. Eu sou todo o maior poder deles. Eu tenho controle total sobre eles, pois eles não podem ficar um dia sem falar sobre mim. Eu não estou machucando ninguém, estou sendo um cara legal. Se ser cristão é levar minha música por água abaixo, então o ‘Endgame’ [novo álbum do MEGADETH] deve ter escorregado pelas frestas não é?”
Para ler a entrevista completa (em inglês) acesse este link.
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Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.
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