Esta matéria foi publicada em 19/11/09. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
(NOTA DO EDITOR: AS PALAVRAS ABAIXO SÃO DE VARG VIKERNES, ASSASSINO CONFESSO E DEFENSOR DA SUPREMACIA BRANCA, E O WHIPLASH, ASSIM COMO O BLABBERMOUTH, ONDE ESTE TEXTO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO, NÃO COMPACTUA DA MESMA OPINIÃO)
Varg Vikernes (vulgo Count Grishnackh), a mente responsável pelo BURZUM, e que saiu da prisão este ano, escreveu o seguinte comunicado.
"Como vocês já devem saber, senhoras e senhores, e outros indivíduos também, eu não sou amigo da tal cultura black metal moderna. Ela é uma paródia simplória e sem sentido do período do black metal norueguês dos anos 1991 e 1992, e se dependesse de mim, ela encontraria seu desonroso fim o mais rápido possível. No entanto, ao invés de abandonar minha própria música, apenas porque outros sujaram seu nome ao alegarem terem algo em comum comigo, eu continuarei com ela. Os 'black metallers' provavelmente continuarão se drogando, 'chapando', e de todas outras formas agindo como o esterótipo Negro; eles provavelmente continuarão a usar tatuagens tribais, vestir, andar, falar, olhar e agir como homossexuais, e assim por diante. Alguns dos 'black metallers', seus fãs e cúmplices vão provavelmente continuar a fingir - e de fato acreditar - que eles têm algo em comum com o BURZUM, mas deixe-me garantir a vocês; eles não tem! Eu toco o que pode ser descrito como uma espécie de música metal, está certo, e eles também o fazem, mas as semelhanças acabam aí. Freud escreveu livros. Tolkien escreveu livros. As semelhanças acabam aí.
"Por que mais do Burzum? Bem, eu sou o que sou; um músico. Músicos produzem música, quando eles podem, e agora eu posso; eu não estou mais preso pelo criminoso regime anti-norueguês da Noruega. Minha música será boa? Meu palpite é que se você gosta de Burzum você gosta de Burzum. Se você não gosta, você não gosta. Eu tento mudar o tempo todo, mas na maioria das vezes eu falho, e alguns apreciam isso. Outros não.

O primeiro álbum foi intencionalmente anti-comercial e anti-death metal, o 'Det Som Engang Var' foi experimental, o 'Hvis Lyset Tar Oss' foi intencionalmente monótono e ritual, o 'Filosofem' foi intencionalmente diferente dos outros, 'Dauði Baldrs' foi o que pude fazer dentro de uma cela da prisão, e 'Hliðskjálf' também, mas todas são músicas que eu gostei. 'Den Hvite Guden' não será diferente neste aspecto, mas estou mais velho agora, na verdade duas vezes mais velho do que estava quando gravei o primeiro álbum, e consequentemente diferente. O novo álbum pode ser mais diferente dos antigos do que alguns irão apreciar, mas espero que não. Mesmo que alguns de vocês apenas apreciem o velho BURZUM, eu devo poder evoluir, assim como todos. Talvez você vá gostar do novo BURZUM também. Não farei o meu melhor para copiar e reproduzir minha música antiga, apenas para agradar alguém. Eu nunca fiz e nunca o farei. Se soar semelhante é porque é feita pela mesma pessoa. Se soar diferente é porque não é a mesma música e eu evoluí.
Posso acrescentar que assim como nos outros álbuns metal (com exceção de 'Hvis Lyset Tar Oss'), 'Den Hvite Guden' conta com algumas faixas muito antigas do BURZUM. 'Filosofem' tinha a faixa 'Burzum', de 1991, e 'Den Hvite Guden' terá a faixa "Uruk-Hai", de 1988-1989, apesar do título e das letras terem mudado para se encaixarem no novo conceito. Ele terá também a versão original da faixa metal 'Dauði Baldrs', de 1993. De certa forma este material não será 'novo material,' mas apenas uma coleção de faixas não lançadas, algumas novas, outras antigas. Se alguns acham que minhas habilidades de composição sumiram, então ao menos haverá algumas pérolas para eles também.
Você pode esperar ver 'O Deus Branco' entre março e abril (ano 2010), quando ele tradicionalmente retorna de seu oculto mundo das sombras."
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Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.
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