Esta matéria foi publicada em 22/08/10. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Se existe alguma receita para se manter uma banda independente na ativa e fazendo um trabalho de qualidade, ela deve incluir, sem dúvida nenhuma, persistência, o “gostar” da coisa e o entrosamento entre os integrantes. É isso que parece transparecer na banda Cromathia. Prestes de completar 7 anos de estrada, a banda curitibana divulga seu mais recente trabalho, o single “Obscure Desire”. A novidade é o primeiro registro da banda com o excelente vocalista Max Vorax, mostrando uma capacidade incrível de variação no gutural. Esta é a primeira de outras 7 músicas já prontas que farão parte do álbum de estreia da banda, com lançamento previsto para o final deste ano.
Segundo o baterista da banda Thiago Mussi, as letras e melodias do novo CD já estão prontas, mas estão passando por acabamentos, nos ensaios realizados no estúdio Audio Nose, em Curitiba. “O que falta agora é grana para captação”, explica ele, algo que deve sair do bolso dos próprios músicos. Provavelmente em setembro ou outubro eles seguem para São Paulo, onde realizam a gravação definitiva do trabalho – o qual eles mesmos estão produzindo – em estúdio ainda não confirmado. “Depois disso pretendemos divulgar nosso trabalho com o objetivo de assinar com algum selo disposto a fazer a divulgação e prensagem”, revela Mussi.
O Cromathia, formado também por Osmar “Borel” (guitarra) e João Vitor (baixo), executa um som com boas doses de originalidade. Letras com temas conhecidos na cena metal extrema, como aspectos obscuros da humanidade, casam com um som pesado e bem executado com destaques para as variações do gutural. Mesmo sem preferir rotular a banda, eles deixam transparecer sua linha death e thrash metal ao revelarem as principais influências. Exodus, Kreator, Destruction e Death estão entre as preferidas.
A formação atual estabilizou-se no início de 2009, com a entrada de Max. A saída de Guga Rovel, responsável pela voz ouvida nas músicas do EP “Souls of Purgatory” (2009), deu-se devido às incompatibilidades de horários do vocalista, segundo Mussi. “Nós conheciamos o Max por que ensaiávamos em seguida da outra banda dele, o Deathride. Então já conhecíamos o trabalho dele. Não precisou mais de um ensaio para sabermos que era o cara certo para a banda”, conta Mussi. A contribuição de Max poderá ser percebida neste novo CD que vem sendo preparado não só na voz, mas também nas letras e melodias, afirmam.
Além do EP, o Cromathia também já lançou a demo “Age of Shades” (2004). Porém, neste primeiro trabalho, o que se percebe é uma som de forte influência melódica, incluindo vocais limpos. A linha atual da banda, bem diferente disso, é resultado do próprio refinamento dos gostos dos músicos. A qualidade do novo som lhes rendeu uma apresentação no show do Epica, este ano. Apesar de não ser um público de gostos parecidos, a banda ficou satisfeita com a receptividade e com o retorno. Principalmente por ser uma banda que toca basicamente som próprio, restringindo suas apresentações para um ou dois covers. Também este ano eles foram escolhidos para a seletiva do Wacken Metal Battle Brasil, em Curitiba, e, mais recentemente, a revista Rodie Crew publicou uma resenha do EP da banda, tecendo elogios ao trabalho.
Antes das jornadas para gravação do CD, a banda deve realizar algumas apresentações com o objetivo de mostrar mais do trabalho e a nova formação aos curitibanos. Depois do lançamento, a meta é literalmente ir mais longe, com apresentações em casas noturnas, festivais e em turnê por algumas cidades brasileiras.
Mais sobre a banda:
http://www.myspace.com/cromathia
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