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Andreas Kisser: "quais são os limites de um músico?"

Postado por Emanuel Seagal | Em 26/10/10 | Fonte: Yahoo!
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Andreas Kisser, guitarrista do SEPULTURA, escreveu um novo texto em sua coluna no Yahoo!. Confira alguns trechos abaixo.

Nesta última quarta-feira (20), a MTV Brasil fez uma grande festa no Rio de Janeiro para comemorar seus 20 anos de história, que é muita rica e de muito sucesso. Para a festa, foi preparado um palco com duas baterias, vários amplificadores e microfones, que esperavam uma seleção de músicos que fizeram parte destes 20 anos, para uma jam histórica. Passaram pelo palco, entre outros, Jorge Benjor, Caetano Veloso, Skank, Paralamas, Branco Mello, Pitty, Otto, Frejat, Davi Moraes, Maria Gadu e um show exclusivo, fantástico, do Planet Hemp, reagrupado especialmente para a ocasião. Foi uma grande festa, fui convidado para tocar alguns temas e tive o privilégio de dividir o palco com estes monstros da música brasileira.

Como muita gente sabe, eu toco com todo mundo, não importa o estilo, eu gosto da experiência e do desafio de colocar a minha guitarra em outros “planetas” da música. Ao contrário do que muitos imaginam, estes encontros musicais geralmente rolam naturalmente, fruto do encontro casuais nos backstages da vida, e não somente mediante pagamento de suntosos cachês. As coisas acontecem trocando ideias, conversando e tocando, tudo muito saudável. Mas, fazendo isso, eu recebo muitas críticas, principalmente sendo um músico do mundo metal. A maioria das críticas são positivas, mas muitas são negativas e até certo ponto bem agressivas.

Só pra citar o exemplo da festa da MTV e a sua repercussão, eu senti a resposta, ou feedback, através do meu Twitter (@andreaskisser) e como disse, muitas foram bem positivas, curtindo as misturas e entendendo bem a proposta da celebração; outras nem tanto. Não pretento agradar a todo mundo e nem é a minha intenção que todos pensem da mesma forma que eu, mas as coisas chegam num ponto em que sinto que estou até insultando alguém com as parcerias inusitadas que faço. Por que isso? Eu realmente não entendo este sentimento das pessoas que tentam limitar a minha liberdade de expressão, dentro e fora da música, me julgando e me agredindo verbalmente só porque não gosta ou não entende a mistura. O que seria da música se não houvessem as parcerias, as misturas, os desafios? Qual o limite que o músico tem para agir e crescer? O que realmente significa “estilo musical”? Este tipo de conceito limita a interação entre os músicos, cria esteriótipos e afasta as pessoas umas das outras criando grupinhos que se acham melhores do que o resto do mundo. Para mim, isso sempre foi ridículo, na música não podem existir fronteiras, música não é política, ela é livre.

Para ler a matéria na íntegra acesse o link abaixo.

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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