David Brinn, jornalista do israelense The Jerusalem Post, conduziu em janeiro de 2011 uma entrevista com o vocalista e líder do DISTURBED, David Drainman. Confira trechos abaixo.
The Jerusalem Post: Quando sua relação com Israel começou?
David Drainman: Eu vim [para Israel] muitas vezes quando criança com a minha família. Eu acho que a primeira vez foi com seis anos. Eu costumava vir pra cá, para o acampamento de verão, algumas vezes na minha infância, e eu gastei um ano depois do colegial aqui, estudando na yeshiva de Neve Zion [N.R. yeshiva é o nome dado à instituição para estudo do Torá]. Eu era um desses caras que você costumava ver se metendo em confusão e andando por aí em Kikar Zion, em Jerusalém.
TJP: Você estava no show do seu irmão [que também é músico] ontem em Jerusalém. Você foi lá fazer alguma participação?
Drainman: Não, não, não! Eu não participei. Sabe, a última vez que eu fui vê-lo, ele me chamou para participar e eu disse para ele nunca fazer isso novamente. Eu não me importo em ser alvo de holofotes, mas eu estava lá pelo meu irmão, e isso não deveria ser sobre mim. Eu vim para assistir o show dele. Isso me faz sentir desconfortável e eu acho que me traz um sentimento de atenção demais para mim - Eu queria que fosse tudo sobre ele e em honra a ele.
TJP: Tocando heavy metal, você ocasionalmente se depara com fãs com sentimentos anti-semitas ou neo-nazistas. Como você lida com isso?
Drainman: Eu odeio neo-nazistas e skinheads. De fato, há uma história real que aconteceu no início da banda, quando estávamos tocando em um clube no sul de Chicago. Um dos caras que veio nos assistir era um skinhead, tinha uma suástica tatuada. Um fã de carteirinha. A banda estava sentada tomando uns drinks depois de um show e ele chegou e começou a falar de negros e judeus, e eu interrompi ele e disse: "Cara, eu não sei se você percebeu isso, mas eu sou judeu." Ele respondeu: "Você é judeu! Isso muda completamente minha ideia sobre o que um judeu deveria ser." E logo após isso, ele removeu a suástica e denunciou a cultura skinhead. Eu sempre fui muito orgulhoso da minha descendência e de onde eu vim, e eu defendi isso ao ponto de ser massacrado em muitas ocasiões. Na verdade, a maioria das brigas que eu me meti na minha vida - e foram muitas - foram porque eu estava defendendo minha família ou minha fé.
Para ler a entrevista completa (em inglês), clique no link abaixo:
http://www.jpost.com/ArtsAndCulture/Music/Article.aspx?id=201936
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Cresceu com o Rock nacional, descobrindo bandas internacionais com doze anos. Estuda jornalismo e faz o possível para trabalhar na mídia favorecendo a boa música. Já foi colaborador de grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha como cinegrafista, fotógrafo, redator e ¨tour reporter¨. Atualmente tem um programa em vídeo no endereço http://moitarock.blogspot.com. Siga no Twitter @MoitaRock www.twitter.com/MoitaRock.
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