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Rock em Análise: Rocktulando o Boogie Rock

Press-Release postado por Fábio Cavalcanti | Em 20/02/11 | Fonte: Rock em Análise
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Esta matéria foi publicada em 20/02/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Todo mundo adora odiar rótulos. Milhares de pessoas bradam aos quatro ventos que rótulos servem apenas para limitar a arte, mas ao mesmo tempo, dizem com orgulho que amam rótulos como rock e/ou metal. Partindo da premissa de que rótulos são importantes para a subdivisão deste estilo variado e fascinante que é o rock 'n' roll, abordarei aqui alguns subgêneros ou movimentos musicais que, bem sucedidos ou não, conseguiram deixar sua marca no estilo. E o rótulo do dia é: Boogie Rock!

Em determinado momento da história do rock 'n' roll, entre o final dos anos 60 e início dos anos 70, quando a essência dançante e divertida do estilo foi substituída por viagens psicodélicas e/ou progressivas, certas bandas, mais puxadas para o hard rock, utilizaram suas influências de R&B (rhythm and blues) e rockabilly em uma "nova" investida: rock pra dançar!

Tal virada no mundo do rock caiu como uma luva para os apreciadores de um som mais energético, como podemos notar na evolução musical do Status Quo e Humble Pie. Ambas as bandas iniciaram suas carreiras de uma forma meio apagada e indefinida, mas conseguiram se destacar com o uso cada vez mais constante de guitarras e batidas típicas do rock 'n' roll clássico. Assim surgiu oficialmente o Boogie Rock!

Em pouco tempo, o Foghat e o Canned Heat também entraram para o círculo de representantes deste sub-gênero, sendo o primeiro um verdadeiro exemplo da fusão de Hard Rock com Boogie Rock, o que resultou em uma sonoridade que se mantém rara no rock até os dias de hoje!

Os canadenses do Bachman-Turner Overdrive ficaram famosos pelo uso das influências de Boogie Rock em cima de uma sonoridade acessível e comercial, uma sacada que abriu um possível caminho para a evolução do estilo. Porém, no início dos anos 80, o som do Boogie Rock se perdeu em meio ao flerte cada vez maior das bandas com a New Wave, surgida no final dos anos 70. O maior exemplo desta perda de identidade está na mudança de sonoridade ao longo da discografia da J. Geils Band.

Os fãs de Boogie Rock ficaram "órfãos", e tiveram que se contentar com seus velhos discos, ou com as esporádicas faixas mais dançantes de bandas de Hard Rock e Southern Rock, como ZZ Top e Allman Brothers Band. Já as bandas realmente voltadas ao sub-gênero, estavam quase extintas...

Os veteranos do já citado Status Quo continuam lançando ótimos álbuns de Boogie Rock até hoje, mas, infelizmente, o estilo ainda se encontra em estado de hibernação, esperando por um novo "revival", que chegará apenas no instante em que os novos roqueiros aprenderem que a vida também pode ser uma festa, e que o rock de verdade foi feito pra agitar! Aguardemos...

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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