Esta matéria foi publicada em 26/05/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Ninguém tinha visto – ou ouvido – nada parecido com aquilo antes. Originalmente listrada em preto e branco, o visual foi imediatamente copiado por outros mediante a ascensão inicial do VAN HALEN ao sucesso, o que fez com que Eddie a deixasse sobre a prateleira por um curto período de tempo; ele depois refez a pintura com listras vermelhas, pretas e brancas com tinta de bicicleta, e o resto é, de fato, história.
Os fãs apelidaram a criação customizada de “Frankenstein”, ou “Frankenstrat” «e até mesmo “Frank 1”».
A “Frankenstein” representava a tentativa de Eddie em combinar o som de uma guitarra Gibson clássica com os atributos físicos de uma Fender. A guitarra custou US$ 130 para Eddie fazer; agora vale mais de um milhão de dólares, mas na verdade, o instrumento único não tem preço.
Depois de anos de turnês, “Frank 1” foi aposentada, por uma série de razões, uma vez que Eddie entrou numa era das parcerias com vários fabricantes de guitarra.
Em 2006, a Fender aliou-se a Eddie para criar a “Frankenstein Replica”, ou “Frank 2”, uma réplica criada pelo célebre luthier de guitarras Chip Ellis. A Fender lançou uma edição limitada da “Frank 2” em 2007, que custava US$25 mil cada «nos EUA, sem impostos».
Em fevereiro de 2011, o Museu Nacional Smithsonian de História Americana anunciou que tinha adquirido uma guitarra “Frank 2” do Van Halen através de uma parceria de doações com a Fender. A guitarra será parte da Divisão de Cultura e artes do museu, que preserva uma grande e diversificada coleção de instrumentos.
A revista do Smithsonian falou recentemente com Eddie via email sobre sua decisão de abrir mão de sua amada guitarra.
Smithsonian: Você doou uma Frankenstein 2 para o Smithsonian, mas conte-nos sobre a Frankenstein original.
EVH: A Frankenstein original foi um resultado de meus experimentos com diferentes elementos com guitarras elétricas que eu gostava. O lance foi que algumas guitarras tinham elementos que eu gostava, mas ao mesmo tempo tinham certos elementos que não me diziam nada. Se eu pudesse combinar aqueles elementos em uma única guitarra, então eu teria um instrumento que me habilitaria criar e tocar o que eu ouvia em minha cabeça sem qualquer restrição.
Smithsonian: Você disse que odiava guitarras “compradas em loja, tiradas da parede”, porque elas não fariam o que você queria que elas fizessem. O que você queria de sua guitarra?
EVH: Eu queria a parte eletrônica (captadores do tipo humbucking) da guitarra de um fabricante, enquanto eu preferia o corpo, o braço e a ponta da guitarra de outro fabricante.
Smithsonian: E como você conseguiu isso?
EVH: Eu combinei os 4 elementos na Frankenstein, o que resultou numa guitarra que fazia o que eu queria que ela fizesse, mais do que qualquer coisa que eu já tivesse tocado antes. Além disso, eu criei um instrumento que não foi oferecido como uma guitarra “de loja” por qualquer fabricante na época.
A entrevista na íntegra pode ser lida no site do LoKaos Rock Show (link abaixo).
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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