Esta matéria foi publicada em 23/05/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Amy Harris do CityBeat.com entrevistou recentemente o baixista do DISTURBED John Moyer. Seguem trechos da conversa.
CityBeat.com: Vocês estão juntos por 10 anos e têm cinco álbuns e sempre estão na estrada, para mim vocês entram na categoria de workaholic.
John: Definitivamente somos workaholics. Temos cinco álbuns em dez anos e a banda está junta há mais tempo que isso. Digamos que há onze anos. Pense nisso – cinco álbuns em onze anos, isso significa que a cada dois anos, aproximadamente, estamos lançando um novo disco. Bem, o que acontece entre esses dois anos é que temos que fazer turnê de um disco. Fazemos turnê de um disco por um ano. E isso deixa só um ano entre a turnê e o lançamento de um novo disco onde temos que compor todo um novo corpo de material, entrar em estúdio, gravar, masterizar, promover e lançar novamente e então girar as rodas para uma nova turnê.
CityBeat.com: Isso parece realmente agressivo em comparação com muitas das bandas com que converso. Uma das perguntas que tenho para você é se você tem algum tempo de folga e o que você faz nele?
John: Não temos muito tempo de folga. Na verdade o que tem de acontecer é que três de nós estão casados e com filhos. O David «Draiman», nosso vocalista, está noivo e vai se casar.
CityBeat.com: Está. É assustador. Fico imaginando se a composição irá mudar se ele estiver em um relacionamento feliz.
John: Este é um ponto interessante, mas David, não acho que haverá mudança para ele. Ele sempre estará em contato com aquele lado nervoso dele. É assim que ele é. Sua terapia é escrever letras assim. E pra te dizer a verdade, não importa o quão feliz seja uma relação, estar casado e fazer o que fazemos como músicos, estar na muito estrada é muito estressante para um relacionamento. É estressante para nossas vidas também. E eu ia dizer, não temos muito tempo de descanso então temos de incorporar muito do que normalmente seria nosso descanso com nosso cronograma de trabalho. Então tentamos trazer as famílias o máximo possível. Às vezes quando estou em casa, é só tempo coma família para mim, eu não tenho tempo de fazer outras coisas. Às vezes, se ficamos fora por algumas semanas, eu saio para ir a um show ou outra coisa. Eu sou muito caseiro. Como sempre estamos fora, todo dia estamos fora. Todo dia estamos fora. Quando estou em casa gosto de ser caseiro e basicamente ficar com minha família e fazer coisas de família. Quanto ao outro lado, todos têm direito à felicidade, inclusive o David. Não acho isso vá mudar sua abordagem lírica. Na verdade pode torná-la mais irascível, nunca se sabe.
CityBeat.com: Vocês estarão no festival Rockstar Energy Drink Mayhem na próxima turnê de verão. Vocês estarão com o MEGADETH e Dave Mustaine. Eles são uma enorme influência para vocês.
John: Sou um grande fã do MEGADETH. É incrível. Conhecemos o Dave Ellefson muito bem e encontramos com o Dave Mustaine várias vezes ao longo dos anos e ele é um cara ótimo. Estou muito animado. Não para dizer que eu ou o MEGADETH estamos velhos, mas eu estava no colégio vendo eles nos estádios e ouvindo os discos deles e dizendo a mim mesmo "Cara, não seria incrível um dia desses estar num palco como esse e ser capaz de detonar como eles." Eles estão por aí há muito tempo. Eu passei a curti-los na era do "Rust In Peace" e eles já tinham quatro ou cinco discos antes disse. É perigoso. E é o que é ótimo sobre o hard rock e o heavy metal é que a música pertence aos fãs. É por isso que os fãs são tão comprometidos, e não são só os fãs do DISTURBED, e você mencionou isso antes que temos fãs incondicionais, mas acho que os fãs do hard rock e heavy metal em geral são muito dedicados porque é a música que pertence a eles. Eles gostam porque o som é bom não porque a revista People classificou como 5 estrelas. É o filho bastardo da indústria da música. Ninguém realmente os reconhece. Há tipo uma categoria no Grammy para eles. Mas eles existem e se desenvolvem e são poderosos. Os maiores festivais são festivais de rock e metal e é porque os fãs se conectam à música. Você não pode negar isso. Quando você começa a curtir quando ainda é jovem, é como a música perigosa que você esconde de seus pais porque pertence a você e você sabe que é poderosa.
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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