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Led Zeppelin: Roy Harper lembra da parceria Page & Plant

Esta matéria foi publicada em 22/07/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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A revista Classic Rock inglesa, em sua edição de maio desse ano, dedicou o exemplar inteiro a grandes parcerias da história do rock. Cada parceria foi descrita, analisada ou resenhada por uma personalidade do meio musical, e no caso do Led Zeppelin, a honra coube a ROY HARPER, músico e compositor britânico que influenciou não só a banda de Page, mas também a muitos outros contemporâneos. Como é sabido, Roy chegou até a ser reverenciado em disco pelo Zeppelin, sob a forma da faixa ‘Hats Off to (Roy) Harper’.

Segue abaixo a tradução da crônica de Harper sobre o elo Page/Plant.

Sob a ótica de que Jimmy «Page» escrevia a música e Robert «Plant» escrevia a maioria das letras, é muito difícil separá-los um do outro. Você não sabe exatamente quem cutucou quem pra fazer o quê. No que diz respeito a uma dupla de compositores, Jimmy e Robert, essa é uma parceria brilhante. O que eles deram ao mundo foi uma pela absolutamente brilhante de habilidade com poder. Eu acho que eles já estavam totalmente formados quando se tornaram o Led Zeppelin. A idéia de Robert sobre si mesmo já estava completamente formada. Eu me lembro de vê-lo aos 17 anos de idade no «clube noturno» Mothers em Birmingham, seguido por cerca de 10 mulheres, mesmo naquela época. É muito difícil comentar sobre isso. Algo na musicalidade de Jimmy é absolutamente brilhante em conceito e padrões rítmicos, sob qualquer maneira que você analisar isso. O poder tomava você, especialmente se você estava vendo pela primeira vez. Era uma entidade por si própria.

Eles quatro compunham um inteiro, uma coisa além deles próprios. Eu acho que genuinamente, com o falecimento de Bonzo, aquilo não poderia ser sustentado. Não só porque Robert era tão intensamente ligado a Bonzo – os outros também o eram, claro – mas não era viável. E você tem que perdoá-los por tentar tocar o barco. Eu não quero dizer muito mais, porque posso sentir entrando em território perigoso. Se eu tivesse a habilidade de voltar até um certo tempo e circunstância, cercado por grandes músicos e cuidado por engenheiros, operadores de fita e três ou quatro assistentes de fundo – e estar em uma posição de prestígio como essa – eu o faria sem pestanejar. Mas isso não pode ser feito.

Dazed And Confused é uma de minhas favoritas. Quando eu costumava conviver com o Zeppelin regularmente nos anos 70, eles geralmente a tocavam no começo do set. E você sabia que quando Dazed And Confused tocasse, haveria essa enorme saudação, esse ruído incrivelmente poderoso da platéia. Era uma canção tão dramática. Não que as outras não fossem. Mas aquela faixa era simplesmente magnífica.

Eles eram uma coisa muito potente, maravilhosamente potente. E era um poder tão bonito, também. Havia canções com as quais eu me afecionava muito também. Heartbreaker era uma ótima. Essa está bem perto do topo da minha lista também.

John Paul Jones trazia sua musicalidade para sustentar o Led Zeppelin de um modo que é muitas vezes esquecido. Você tem que colocá-lo na equação musical junto com os outros três.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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