Esta matéria foi publicada em 25/09/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Li relatos de que o Amophis sofreu um bocado na gravação de The Beginning of Times. Quais foram os problemas que vocês enfrentaram?
Tomi Joutsen: Sofremos com alguns atrasos e problemas em gravações iniciais que realizamos. Há mais ou menos um ano, começamos a trabalhar novas músicas em demos bem curtas e cruas. Antes de sairmos para a turnê no final de 2010, registramos algumas idéias nos estúdios Sonic Pump. No entando perdemos várias coisas e deixamos rascunhos de composições para trás. Então, partimos para os shows e não pudemos dar continuidade ao processo que havíamos iniciado. Só voltamos a mexer em The Beginning of Times quando fiz os vocais em janeiro de 2011. Demorou muito, foi difícil, mas estamos felizes com a conclusão dos trabalhos e por estarmos aqui com um novo álbum.
Liricamente, vocês novamente se inspiraram em Kalevala, a epopéia nacional da Finlândia. Em qual parte do livro o álbum The Beginning of Times foca?
Tomi: Desta vez dedicamos falar do personagem central de Kalevala, Väinämöinen. Incluímos alguns poemas e pequenas histórias do livro nas letras e foi um desafio centrar todo o álbum nesse cara. Como figura principal, ele é poderoso, tem uma voz maravilhosa e muitas características marcantes. Porém, criar um conceito em apenas um personagem não é fácil. Contudo, o resultado é excelente.
Além dos vocais extremos evidentes no novo álbum, quais seriam as grandes diferenças entre Skyforger e The Beginning of Times em sua opnião?
Tomi: Acho que as músicas de The Beginning of Times são mais complicados, sofisticadas e trazem mais elementos progressivos que as de Skyforger. Talvez por isso o álbum seja um pouco mais longo também. Além disso, trabalhamos com alguns instrumentos e noções diferente. Nosso guitarrista, Tomi Koivusaari, utilizou uma ‘steel guitar’ (N.R.: guitarra havaiana ou ‘pedal steel guitar’) em algumas músicas tivemos vocais femininos, também. Em geral, penso que quem escuta o disco sabe que é o Amorphis e reconhece nossas principais características. É um trabalho diferente de Skyforger, mas não muito.
A arte gráfica de Travis Smith mais uma vez impressiona. O que ela representa para vocês?
Tomi: A história por trás da capa é baseada em algumas crenças antigas aqui da Finlândia de que o mundo foi criado a partir de pedaços de ovos quebrados. Logo, retratamos na capa o início de tudo, o começo dos tempos. A arte traz algo bem finlandês e nos orgulha muito. A ilha atrás do ovo nos remete a alguns aspectos de nosso país. É uma arte linda que combina com a música que gravamos no álbum. Algumas pessoas disseram que ela lembra Cosmic Egg (2009) do Wolfmother e realmente há semelhanças. Porém não havíamos percebido isso inicialmente e todo o conceito nos caiu muito bem.
Como foi a experiência de tocar no Brasil e para quando vocês planejam uma nova turnê por aqui?
Tomi: Foi fantástico, insano. Saímos do frio da Finlândia e da timidez de nosso povo para um lugar quente e cheio de pessoas expansivas. Não posso dizer quando voltaremos, pois ainda não há nada definido. Mas garanto a vocês que eu amaria retornar ao Brasil.
A entrevista completa pode ser conferida na edição Nº 151 do mês de agosto da revista Roadie Crew (www.roadiecrew.net).
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Filipe, nascido em Uberaba-MG, começou a ouvir e se interessar pelo Heavy Metal aos 12 anos de idade, sempre apreciando o estilo em todas suas vertentes, suas principais influências são: AC/DC, Arch Enemy, Dream Theater, Kreator, Sepultura... dentre tantas outras... para ele o Heavy Metal é muito mais do que uma forma de expressão, é uma paixão única que vai além de tudo, onde a palavra mestre é "Lealdade".
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