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Reuniões: nenhuma banda - em especial GNR - deveria voltar

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Por Mick Wall, traduzido por Nacho Belgrande

Eu estava assistindo os clipes de Slash e Cia. nos sites da vida, naquele show de caridade em Nova Iorque, e pensando o que você está pensando – por que o caralho Axl não larga a mão e se junta de novo com eles?

Bem, não há resposta simples pra isso, exceto dizer que Axl não é como os seus Ozzys ou Lemmys, ou os seus Alices, etc. Ele não é louco do rock n’ roll; o pobre diabo de fato tem alguma coisa rolando dentro daquele globo com raiva que não tem nada a ver com você ou comigo ou com Slash ou Duff ou mesmo com música. E seja lá o que for, isso acabou com a carreira dele. E dizendo isso, quero dizer que se ele finalmente botasse a cabeça no lugar e concordasse em trabalhar com os outros de novo, o quão bom isso seria de fato?

Puta que pariu, a gente gostaria que o Van Halen voltasse com o David Lee Roth de novo. Traga aquele cara louco pra frente da banda e os caras maneiros do lado dele e todos nós curtiremos como se fosse 1987 de novo. Sim, claro.

Precisamos esquecer de Axl Rose e esperar que ele se sinta melhor um dia em breve. Faz 20 anos esse mês desde que os últimos álbuns dignos de nota do Guns N’ Roses, Use Your Illusion I & II, foram lançados. E isso é duas vezes mais disco dentre os maiores de todos os tempos, a propósito, do que a maioria das bandas no mundo pode bater no peito e afirmar ter lançado. Talvez isso seja suficiente.

E já que estamos falando disso, vamos esperar que Robert Plant não ceda enfim e aceite reunir-se com seus antigos colegas de escola tampouco. Confie em mim, eu estava no show do O2 em 2007 e não foi nada nem de perto como as coisas eram nos loucos anos 70. Nem tão brilhante como o terrivelmente intitulado DVD do Zeppelin de 2003.

Essas coisas funcionam alguma vez? The Who sem Moon e The Ox simplesmente não é The Who, é o The Who Experience. Mesma coisa com o show de Mick e Keith que se vende como The Rolling Stones. Elas já podiam era fazer a coisa certa e agendar uma temporada residente num cassino de Las Vegas da próxima vez.

Deixem isso pra lá, irmãos e irmã. Tentem algo novo. Como Robert e Alison. O disco não era nada tão bom quanto os críticos fanáticos por Led disseram na época, mas a idéia era muito melhor do que a parada ‘jukebox’ que ocorreu no O2. Mesma coisa com o Them Crooked Vultures. Era a invenção da roda quando saiu, mas quem ainda ouve aquilo hoje em dia?

O que me traz de volta a essa colaboração entre o Lou Reed e o Metallica. Aqueles de nós que compartilharam o bunker num porão na tarde de terça ouvindo ao disco ainda estão discutindo sobre ele, e estaremos por anos a vir. Para mim, é o mais próximo que o rock chegou de ‘bela arte’ desde sabe-se lá quando. Para os outros, é um lapso de razão para uma banda que deveria consolidar seu público mais fiel fazendo mais shows com o Big Four e gravando com Flemming Rasmussen de novo.

Mas até aí, as pessoas falam muita merda, não falam? Especialmente sobre música…“

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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