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Dream Theater: Mike Mangini fala sobre seu posto na banda

Traduzido por Kako Sales | Fonte: Blabbermouth.Net |

Esta matéria foi publicada em 11/10/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Bob Zerull, do Zoiks! Online, recentemente conduziu uma entrevista com o baterista Mike Mangini, dos gigantes do Metal Progressivo, Dream Theater. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

Zoiks! Online: Como foi a transição para o posto de baterista do Dream Theater?

Mike Mangini: Natural, muito parecido com a audição que todos puderam ver no documentário; foi algo muito natural. Nós curtimos as mesmas coisas, vemos as coisas de um mesmo ponto de vista, então acho que foi uma progressão bastante natural.

ZO: A reação dos fãs parece ter sido variada. O que você pode notar em termos de reação dos fãs?

MM: Depende do que você quer dizer com reação dos fãs, porque há pessoas que assistiram ao show e há pessoas que não assistiram ao show, então você tem que dividi-los em dois grupos distintos. Muitas vezes, as pessoas que não viram o show tem mais a dizer, mas eles não assistiram ao show, então às vezes eu não sei do que eles tanto falam. Sobre as pessoas que assistiram ao show, lá pela terceira músicas, eles já me fazem sentir tão bem-vindo que tudo é transformado a um novo nível para mim. Isso torna as coisas muito mais fáceis porque eles têm sido extremamente positivos. E isso é ótimo.

ZO: Você mencionou as pessoas que não assistiram ao show. Eu acho que o Blabbermouth.Net tende a ser um grande site onde há muita coisa rolando. Você acha que um site com aquele é bom para a indústria musical, ou ele a macula?

MM: Não sei bem ao certo. Há diferentes filosofias sobre isso. Estou muito ocupado com minha vida para perder tempo na internet. Estou ocupado fazendo alguma coisa ao invés de ficar falando sobre isso, então não sei o que está rolando. Há o fato de que eu absolutamente não sei nada sobre o isso porque, repito, eu pratico bateria e estou numa banda, além de ter uma família, então estou ocupado. E também há a imprensa. Dizem que toda impressa é boa. Eu não tenho certeza. Enquanto as pessoas acharem que estão emitindo uma opinião e deixando interesses perticulares de lado, por mim tudo bem.

ZO: Muito foi dito sobre o fato do setlist ser o mesmo para toda a turnê, diferentemente de quando Mike Portnoy estava na banda, quando o setlist se alterava a cada apresentação.

MM: Ter um setlist consistente é o caminho certo. Isso permite a toda equipe estar entrosada todas as noites. Permite que as transições sejam consistentes. Nos permite estarmos confortáveis com a forma como as coisas estão fluindo. No meu caso, não gostaria de misturar o set de jeito nenhum, porque não tenho muito tempo de banda. Meu passado afirma que escolher músicas aleatoriamente seria arriscado demais... Muito embora, pudesse ser divertido. Não sei; nunca fiz isso antes.

ZO: Acredito ter lido em algum lugar que, quando você foi fazer a audição, você tocou em um kit de bateria que eles te forneciam, não o seu kit tradicional.

MM: Exatamente. Eu montei o kit, mas a quantidade de equipamento era limitado, então eu o configurei de uma forma que eu nunca havia tocando anteriormente. Em outras palavras, eu sentei na bateria para fazer a audição, com aquela configuração com a qual eu nunca havia tocado em minha vida e sem me aquecer antes, então eu só sentei e toquei. Mas é isso que eu quero dizer sobre ser natural, algo internamente foi atiçado... Foi muito legal. Normalmente, é possível que eu ficasse nervoso em uma situação como aquela, mas eu não estava.

ZO: Como um “não-baterista”, que realmente não sabe nada sobre bateria (ambos riem)... O Dream Theater é uma banda muito técnica. Mike Portnoy é um baterista incrível e claramente você também é. Como baterista, em que ponto você decidiu que queria deixar de ser um baterista regular e passar a ser um baterista virtuoso?

MM: Quer saber?! Tem tudo a ver com coisas que estão fora do nosso controle como seres humanos. Independente do que você ache que é, corpo, espírito, emoção, psicologia, acho que essas coisas são chamados. Pessoas são atraídas... Alguns de nós bateristas somos atraídos a certos tipos de música; outros não são atraídos a certos tipos de música. Acredito que cada um deveria tentar ouvir tudo para experimentar e ver se acende uma fagulha no cérebro. Eventualmente, você tem que seguir seu coração. Isso faz algum sentido?

ZO: É claro. Eu entendi completamente o que você quis dizer.

MM: Acho que é um chamado. Acho que a única coisa que isso tem a ver com tomar uma decisão são as felicidades ou infelicidades, como: você conseguiria imaginar todas as pessoas com um talento imensurável que não tem acesso a equipamento ou liberdade? Imagine quanta alegria estamos todos perdendo se alguém não tivesse uma oportunidade, então acho que tem a ver com isso também. Eu sei que tive que lutar por tudo. Tive que esperar por uma pequena parte de um acessório a cada Natal e tenho sorte por ter ganhado (risos).

Leia a entrevista na íntegra no Zoiks! Online.


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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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