O frontman do STONE SOUR e do SLIPKNOT Corey Taylor fez o quarto show de sua turnê solo na sexta-feira passada (18 de Novembro) no clube Trees em Dallas, Texas (EUA). Intitulado “Uma noite com Corey Taylor”, os shows trazem Corey Taylor fazendo apresentações faladas e acústicas, além de sessões de perguntas por parte da platéia.
Quando perguntado por um membro da platéia sobre sua experiência trabalhando com o lendário produtor RICK RUBIN (RED HOT CHILLI PEPPERS, SLAYER, AUDIOSLAVE, SYSTEM OF A DOWN, METALLICA) no disco de 1004 do Slipknot, (Vol. 3 "The Subliminal Verses”), Corey disse, “Essa é uma pergunta muito, muito perigosa… agora, há pessoas que adorariam que eu simplesmente fosse politicamente correto e fazer média, o que seria, basicamente, dizer ‘Ah, sabe como é, trabalhar com Rick Rubin foi uma experiência muito enriquecedora. Ele é de fato um gênio… ’ deixa eu te bater a porra da real nessa. Rick Rubin aparecia 45 minutos por semana. Sim. Daí o Rick Rubin, durante esses 45 minutos, deitava num sofá, pedia pra colocarem um microfone perto da cara dele pra que ele não tivesse que se mexer. Eu juro por deus. E daí ele dizia, ‘Toca aí pra mim.’ O engenheiro tocava. E ele ficava de óculos escuros o tempo todo. Não tinha importância que não havia sol na sala – era tudo escuro. Você basicamente parece um otário a essa altura. E ele só ficava cofiando aquela barba enorme e comendo o quanto pudesse. E daí ele dizia, ‘Toca de novo.’ E daí ele mandava. ‘Para! Toca isso de novo.’
Ele tinha um assistente que tinha mais de dois metros. Ele tinha aquela doença que você não tem pêlos no corpo, então ele era careca. Ele parecia o primo neurótico do Mr. Clean. Mas ele basicamente administrava a vida de Rick Rubin – ele ficava em cima, em cima. Lá pela metade de nossos preciosos 45 minutos, ele trazia esse prato de bosta. Eu presumo que fosse comida. Era um verde azulado. Cheirava como se alguém tivesse mergulhado numa privada em algum canto. E ele comia isso tão rápido quanto fosse possível – e se sujava todo. E isso, quando você está trabalhando, é maravilhoso de se assistir… eu vou dizer: eu respeito o que Rick Rubin já fez, eu respeito o trabalho que ele fez no passado para chegar até onde ele está agora. Mas… e isso é um ‘mas’ do tamanho da bunda da Jennifer Lopez, mas eu vou mandar: o Rick Rubin de hoje é uma pálida, pálida sombra do Rick Rubin que ele já foi. Ele é superestimado, ele é supervalorizado, e eu nunca vou trabalhar como ele de novo enquanto eu viver.”
Assista ao vídeo com as declarações de Corey.
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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