Esta matéria foi publicada em 22/01/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Carol Anne Szel da Powerline conduziu uma entrevista recentemente com o baixista do MÖTLEY CRÜE/SIXX: AM, Nikki Sixx. Confira mais alguns trechos da conversa.
Powerline: Como você descreve hoje o Mötley Crüe?
Nikki Sixx: Eu acho que você terá uma resposta diferente de cada membro da banda. Isso é o que eu mais amo na banda, são quatro personalidades diferentes. Mas na minha opinião, eu sinto que o Mötley Crüe foi feito para insultar. Estamos aqui para te agredir. Eu não estou interessado em carinhos e beijinhos. Eu só quero ter o direto de transar. É assim que o SIXX: A.M. é, sedutor, sexualmente ativo, em uma noite linda com a luz do luar da depois de fazer amor. O Mötley Crüe é como se fosse uma stripper tarada que provavelmente vai te deixar doente. E tenho orgulho disso. Eu não quero que sejamos comportados, e não quero que nunca sejamos direitinhos. Essas são as coisas que fazemos e dizemos. Aquelas letras, eu me surpreendo até hoje que as rádios toquem "Shout At The Devil". Ela diz: "Eu serei o amor nos seus olhos, eu vou ser o sangue entre suas coxas". E eu pensou: "Será que as pessoas estão prestando atenção nas letras?"
Powerline: Eu amo o seu livro, eu fiquei particularmente comovida pelo quarto capítulo, que realmente me tocou. Como você compararia sua humildade com o sucesso?
Nikki Sixx: Obrigado. Esse é o maior elogio que eu posso ter. Eu me esforço todos os dias. E quando eu coloco isso no papel, isso me ajuda a descobrir o que é que estou fazendo da minha vida. E você percebe que você não está sozinho. Quando você escreve um livro e as pessoas dizem: "Cara, isso realmente me tocou". Eu tenho tantos leitores jovens que pensam igual e até pais que dizem: "Eu compreendo totalmente a sua luta". Você guarda isso só para você e nem percebe. É uma espécie de reunião dos Alcoólicos Anônimos. Quando você vai a uma reunião do A.A, você vê, "Bem, eu não sou o único que está tendo um dia difícil". E eu acho que essa é a parte mais bonita, você pode simplesmente escrever, mesmo que seja só para si mesmo. Você começa a se soltar. E é isso que a fotografia é para mim. Eu lembro que eu senti como se a minha vida estivesse sendo contada por pessoas de mente pequena, dizendo que eu não poderia ter sucesso e que eu não conseguia alcançar meus sonhos. E elas estavam nos meus sonhos. E quando eu estava fazendo as sessões de "You Will Not Grow", eu queria mostrar que havia uma pessoa muito pequena em Selena e uma pessoa muito grande em George The Giant. Muitas vezes as pessoas pensam: "Eu vou trabalhar para conseguir esse carro". "Eu vou ficar em forma pra conquistar aquela gata". "Eu vou trabalhar muito para ter essa promoção". Mas mesmo assim, parece que nunca é o suficiente. Então, eu tento entender as minhas próprias idéias, assim como as de todo mundo, mas se você está vivendo o momento, no clique da câmera, ou apenas no contra tempo de uma canção, naquele momento exato, no momento em que você sente o seu perfume sem preocupar com o que vem depois. Se eu puder fazer isso, colocar isso no papel, ou colocar isso em uma música, ou trasmitir isso em meu programa de rádio, eu sei que muitas pessoas vão se espelhar nisso e eu vou me sentir muito melhor. Porque eu sei que não estou sozinho.
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Nascido no interior de SP no dia 15/12/1986, em uma cidade chamada Ilha Solteira, Samuel Coutinho se entregou ao heavy metal logo na adolescência. Seu forte sempre foi o heavy metal melódico, variando desde o prog-metal até ao power-metal.
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