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Van Halen: Gary Cherone lembra de sua temporada no grupo

Esta matéria foi publicada em 11/02/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Quando GARY CHERONE entrou no VAN HALEN em 1996, o vocalista foi colocado numa situação insustentável: substituir SAMMY HAGAR, enquanto o próprio grupo aparecia no palco no MTV Music Vídeo Awards com a garganta original DAVID LEE ROTH.

Parte da promoção para o lançamento de uma compilação, ‘Best Of Volume One’, o público viu o lance da MTV como ‘Dave está de volta’, enquanto a banda deixava os fãs com falsas esperanças de que uma reunião estivesse rolando.

Tal manobra mal-fadada bolada pelo empresário da banda não só saiu pela culatra, mas colocou ainda mais peso no fardo de qualquer pessoa assumindo a posição de terceiro cantor de uma das maiores bandas da história do rock.

Avance 16 anos no tempo e Roth e metade da lineup original do VAN HALEN se reuniu em disco com o lançamento de ‘A Different Kind of Truth’.

Com o Van Halen nas manchetes de novo, a revista estadunidense ROLLING STONE conversou com Cherone para saber de sua versão da história como frontman da banda.

O que segue abaixo é um trecho traduzido da sessão.

RS: Me diga como você ficou sabendo da oportunidade de estar no Van Halen?

Cherone: Ah, wow, você está voltando lá atrás. Foi no verão de 1996. Eu lembro de Pat, o baixista do Extreme, me ligar e dizer, ‘Liga na MTV. Dave vai voltar!’ Havia uma história do tipo, e eles estavam tocando o tema do «seriado» Welcome Back Kotter. Naquele verão, meu empresário Ray Daniels – que também cuidava do VAN HALEN na época – me telefona. O Extreme estava se separando e ele diz, “O que você acha de fazer um teste pro Van Halen?”

Na época eu achava que o Extreme ia se juntar de novo. Eu achava que Nuno ia fazer um projeto solo e daí a banda voltava. Eu disse, “Sim, claro, eu vou no fim de semana, canto ‘Jump’, volto e tenho uma história boa pra contar”. E era somente isso que eu achava. Eu falei ao fone com Eddie algumas vezes e nós escrevemos uma música pelo telefone. Eu fui de avião até eles no fim de semana e nos demos muito bem. Eddie e eu, na época, tínhamos o mesmo temperamento. Nós começamos a escrever do momento que eu saí do avião e ele de fato me pediu pra entrar na banda no segundo dia que eu estava lá. Eu disse a ele, “Talvez você devesse conversar com os outros caras”.

RS: Eu ouvi que isso ocorreu antes deles aparecerem com David Lee Roth no VMA daquele ano.

Cherone: Ah sim, sim. É verdade. O comercial que eu vi foi apenas uma coincidência. Eu não sabia o que ia dar daquilo. Mas quando eu fui até eles, eles estavam montando a tal coletânea e aparecendo no VMA. Eu lembro de uma manhã, eu acordei e fui até o estúdio e ninguém me disse que estava rolando uma coletiva de imprensa com todo mundo entrevistando os caras do Van Halen por causa do VMA e coisa e tal. Eles me disseram, “Gary, ninguém sabe que você está na banda”. Eu lembro de trombar com um fotógrafo do Japão e ele me conhecia do Extreme. Ele disse, “O que você está fazendo aqui?” E eu, “nada”.

RS: Espere… eles pedem pra você entrar na banda, e eles vão lá fazer o VMA com David Lee Roth? Você ficou preocupado achando que você já estava fora e Dave tinha voltado?

Cherone: Não. Talvez Dave tenha achado isso, mas… e talvez ele não tenha achado. Eu não sei. Eu e Eddie estávamos compondo na época. Eu lembro dele me telefonar naquela noite dizendo que tinha brigado com a imprensa ou algo do tipo. Ele era muito zeloso. Eu não me sentia ameaçado. Mas nos três anos nos quais eu estive na banda, eu acordava todo dia sem saber o que ia rolar. Por vezes era muito bom, por outras era altamente disfuncional – especialmente no fim. Mas no que diz respeito a como os caras me trataram, eles me tratavam como irmãos.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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