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Symphony X: "a intenção sempre foi fazer o que gostamos"

Traduzido por Kako Sales | Fonte: Blabbermouth.Net |

Esta matéria foi publicada em 08/03/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Jacob Zinn recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Michael Romeo, dos mestres no Metal Progressivo Norte-Americano, Symphony X. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Jacob Zinn: O Symphony X é uma das mais conhecidas bandas de Metal Neoclássico do mundo. Quando você fundou a banda em 1994, você previa a progressão e evolução do gênero alcançando a popularidade que tem hoje?

Michael Romeo: Você sempre espera que mais pessoas curtam o que você faz, mas honestamente, eu nunca pensei muito sobre isso. A intenção sempre foi fazer o que gostamos. E foi assim que as coisas começaram, mas é ótimo ver as coisas como estão hoje.

JZ: O novo álbum, “Iconoclast”, tem como tema a tecnologia dominando o mundo. Como essa ideia se tornou uma inspiração para o álbum?

MR: Como em cada álbum que compomos, tentamos encontrar algum tipo de tema ou ideia, algo para guiar um pouco as letras e a música sem talvez contar uma história ou complicar as coisas ainda mais. Um dia, eu estava passando o tempo em meu estúdio, escutando alguns estilos diferentes de música. Eu curto bastante trilhas sonoras – toda aquela parte orquestral, coisas de “Guerra nas Estrelas”, “O Senhor dos Anéis” – aquela parada épica. Acho que estava tocando a trilha sonora de “Matrix” quando me deu um estalo: “E se a gente fizesse uma coisa tipo homem-máquina-tecnologia?” E nos dias seguintes, eu comecei a trabalhar em cima de algumas ideias e alguns riffs. Mais texturas dentro das músicas que tinham uma vibe tecnológica ou de ficção científica. Foi mais ou menos assim que as coisas começaram.

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JZ: Esse álbum, bem como os seus dois álbuns anteriores, foram gravados no seu home studio, chadado de The Dungeon (N. do. T.: A Masmorra). De onde veio esse nome e você pode descrever a atmosfera dentro dele?

MR: De onde diabos veio esse nome?! Provavelmente veio da minha família, minha esposa e meus filhos. “Cadê o Papai?” “Ah, ele tá lá na masmorra”. Eu acho que a coisa pegou. Fica no porão da minha casa e tem uma ótima atmosfera para nós trabalharmos. Eu tenho um ótimo equipamento e as salas tem uma sonoridade excelente. Nós definitivamente passamos muito tempo trbalhando com as gravações e é bom que possamos ter um local onde podemos juntar os caras e fazer alguns experimentos sonoros sem nos preocuparmos com tempo perdido ou com o gasto de dinheiro. Na verdade, não existe uma agenda a ser seguida, apenas ficamos lá até precisarmos tirar uma soneca.

JZ: Recentemente, vocês têm colocado várias músicas novas nos setlists. Qual tem sido a resposta do público ao último trabalho de vocês?

MR: Tem sido incrível. Quando o álbum foi lançado, todos os reviews que vimos eram bastante positivos, e como em cada álbum, nós trabalhamos bastante nele. Havia tantas músicas que virou um álbum duplo. Várias vezes, os fãs querem ouvir uma música antiga, e nós tentamos encaixar algumas, mas geralmente aquela primeira turnê logo após o lançamento de um álbum novo, nossa vontade é de tocar as músicas novas. Às vezes, tocamos uma música antiga, uma que alguns fãs mais antigos, que já estão com a gente há algum tempo, adoram, eles vão à loucura.

Leia a entrevista na íntegra no Jacob Zinn.

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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