Esta matéria foi publicada em 09/06/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

“Uma vergonha!”, pontuou ele à revista digital Rock Meeting. O Dark Avenger chegou a ser chamado para o MOA e, apesar de todas as intempéries, fez o público soar a camisa e rodar o pescoço com um Metal bastante apurado.
A banda iria tocar às 11h15 do dia 20 de abril. Uma sexta-feira que prometia no palco Cliif Burton. Músicas como “Dark Avenger”, “Unleash Hell”, “Rebelion”, “Tales Of Avalon”, Morgana e Armageddon” estariam no set list. No entanto, eles só tocaram no dia seguinte por falta de organização do evento.
"Tudo começou no primeiro dia de show. O combinado era que seríamos a segunda banda do primeiro dia e o nosso horário era às 11h15.
Acordamos às 7h da manhã e fomos tomar café no hotel. No café da manhã, fui interpelado por um rapaz que se apresentou como sendo da Negri Produções e que disse que provavelmente seria ele que nos transportaria até o evento e que era para estarmos pronto logo.
Bem, às 9 horas já estávamos na recepção do hotel, prontos e com os instrumentos, esperando pela condução que nos levaria ao local do show.
O que veio a seguir foi de estranhar, pois esperamos por mais de uma hora até sermos informados que o show tinha atrasado por causa da passagem de som das bandas principais (Megadeth e Symphony X) e que a nossa apresentação atrasaria. Fomos orientados a permanecer no hotel e aguardar pela van.
Ficamos na recepção por mais QUATRO horas até que começou a chegar várias vans para levar o Shaman, Drowned e Almah.
Eu sempre perguntava: "olha, não me leve a mal, mas, se nós somos a segunda banda, por que o Almah está indo na nossa frente?", relata Linhares.
Ele comentou ainda que a falta de comunicação, de pagamento dos cachês, de higiene, de organização em si deixou uma mácula que vai demorar a sair em eventos de grande porte no Brasil.
“Olha, eu sou pai de um garoto de 17 anos e ver todos aqueles garotos ali, jogados no chão, privados de condições de dignidade básicas humanas, foi de partir o coração”, conta.
Ademais, depois de muita peleja, o Dark Avenger tocou no dia seguinte, um sábado de muitos desencontros e cancelamentos de shows.
“O palco da direta estava sendo desmontado e o público vendo aquilo começava a se manifestar com palavras incisivas de cobrança [...] A todo momento, passava alguém da produção com a cabeça baixa e o olhar desolado. Já passava do meio-dia e nada indicava que os shows continuariam”, diz o vocalista, que chegou a afirmar que sua banda foi expulso do backstage, antes mesmo de tocar para o público.
E era pelos fãs que o Dark Avenger estava lá; que todas as bandas, mesmo sem a segurança do cachê, se apresentaram. “Eu adorei São Luís. Uma cidade acolhedora e de povo maravilhoso.
Quanto ao MOA, tinha tudo para dar certo. Bem, o palco estava lá, o público estava lá, e quanto à segurança, em dois dias, ninguém invadiu o palco. Foi uma pena o terceiro dia ter sido cancelado. O público, embora tenha sofrido bastante com a falta de infraestrutura e com o não cumprimento de muita coisa prometida, estava lá. O povo queria os shows...”, pontua Mário Linhares.
Para ler a entrevista na íntegra e o comovente depoimento dos bastidores do evento apontado pelos críticos como o maior fiasco da história do Heavy Metal no Brasil, é só acessar a versão digital gratuita da revista Rock Meeting no link baixo:
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Acima de tudo, um forte. Ser roqueiro no Nordeste é estar cercado de olhares de soslaio. Mas ele sabe ser simpático. Começou a escutar Heavy Metal ainda na barriga da mãe. A seu pai, uma verdadeira enciclopédia do estilo, deve tudo. Aos 14 anos, pediu para uma tia R$ 12 de presente de Natal, foi a uma loja de CDs usados e catou logo o "Rust in Peace", do Megadeth - em perfeito estado, inclusive. Daí por diante, a paixão só vem aumentando. É editor do blog Rock na Velha, integrante do blog Combe do Iommi e colaborador da revista alagoana Rock Meeting. Ainda tem tempo para ser jornalista e de tocar baixo em sua banda de Hard Rock, a Azul Manteiga.
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