Angra: remanescentes falam sobre a saída de Edu Falaschi

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Angra: remanescentes falam sobre a saída de Edu Falaschi

Press-Release postado por Eduardo Macedo | Fonte: MS Metal Press

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Matéria publicada em 04/06/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Três dos músicos remanescentes da banda ANGRA – Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli – disponibilizaram, individualmente, seus pontos de vista acerca da saída do vocalista Edu Falaschi do grupo.

Kiko Loureiro:

O anúncio do Edu da sua saída do ANGRA é uma notícia triste para todos nós. Há tempos dentro da banda conversamos sobre isso, pois acreditamos ser a única alternativa por mais dura que ela seja.

Fico triste com o rumo que as coisas tomam às vezes, pois seria ótimo que tudo fosse eterno, mas creio que é o caminho para mantermos a amizade, respeito e admiração mútua.

Por respeito ao Edu, nunca pensamos em um futuro sem ele antes da sua própria decisão. Agora tomaremos o tempo necessário para colocarmos os pensamentos em ordem e decidir o futuro da banda.

Me orgulho muito do que fizemos juntos. Desejo muita sorte ao Edu nos seus projetos de vida.

Rafael Bittencourt:

Recentemente Edu Falaschi anunciou sua saída da banda ANGRA.

Obviamente, eu sinto um turbilhão de emoções e pensamentos neste momento e temo ser mal interpretado com minhas palavras.

A primeira coisa que me vem a cabeça são as plêiades da nossa galáxia, a estrela Alcione, Planeta Nibiru, anjos e demônios e todas as coisas que, na minha opinião, dão sentido à existência do Angra . Mas tentarei ser mais racional.

O Edu sacrificou sua posição de maneira digna e respeitosa para que a banda pudesse sair da estagnação que se encontrava. Foi uma grande perda para o grupo, porém inevitável.

Ele é um cara que eu admiro e respeito muito pelo brilho e talento excepcionais e que merece o melhor para sua vida e carreira. Certamente é insubstituível em vários aspectos a começar pelas excelentes composições e carisma.

Me sinto honrado por ter tido a oportunidade de trabalhar com este músico de altíssimo nível e pessoa fascinante por todos estes anos, aprendendo e compartilhando. Porém, chegamos num impasse aonde uma grande transformação fez-se necessária. Alguém haveria de sair para que pudéssemos nos renovar e, quem sabe, percorrer mais duas décadas de trabalhos.

Ele saiu, mas não morreu. Está passando por uma série de transformações pessoais com a força e coragem que o ajudarão a voltar à posição de destaque na cena Heavy Metal internacional em breve.

No momento não temos planos de turnês ou álbuns e ainda é muito cedo para falarmos de um novo vocalista. O fato é que agora refletiremos sobre as várias possibilidades de caminhos a serem seguidos e, na sua devida hora, rumaremos ao que nos parecer melhor.

A civilização está se transformando de maneira muito acelerada e temos que pensar cada vez mais de maneira coletiva.

Tenho certeza de que todos teremos a vitória que merecemos.

Felipe Andreoli:

Hoje é dia de tomar uma decisão muito difícil, uma das mais difíceis da minha carreira: estou deixando o Almah. Pra dar uma perspectiva, vou contar uma historinha bem resumida: entrei na banda em 2007, um tempo em que havia muita incerteza sobre o futuro do ANGRA. Edu, Aquiles, Fábio e eu nos juntamos na suposta certeza de que queríamos seguir juntos. Na época o Edu já havia gravado um primeiro disco do Almah, e abriu as portas para que nós entrássemos e fizéssemos parte do que então era apenas um projeto. Muita água rolou, e logo ficou claro que não havia um acordo com Aquiles e Fábio em relação aos planos para o futuro, e a banda mudou de formação, com as entradas de Marcelo Barbosa, Marcelo Moreira e Paulo Schroeber. Com essa formação fizemos dois discos que eu simplesmente adoro, rodamos diversas cidades do Brasil, fomos ao Japão divulgar o trabalho, e sempre fizemos tudo com as nossas próprias mãos, desde a parte musical até a parte burocrática e financeira. O projeto já não era mais apenas isso, mas uma banda propriamente dita. Mesmo as dificuldades impostas pela distância física entre nós foram sempre superadas em nome do bem maior, que era o Almah. Assim foi, e é, até hoje.

Eu comecei a tocar com o Edu em 2001, quando entrei no ANGRA. Conquistamos coisas fantásticas, conhecemos o mundo juntos, passamos pelas melhores e piores coisas que se possa imaginar, juntos. Uma grande amizade floresceu, e com ela uma união, uma sintonia. Com o passar dos anos, essa amizade sobreviveu às mais diversas situações, mas como toda relação, sofreu um desgaste inevitável. Os fatos não vêm ao caso agora. Hoje são 11 anos tocando juntos, construindo uma história da qual tenho muito orgulho, mas essa história tem um fim, pelo menos nesse momento. É hora de cada um de nós seguir trabalhando da maneira que julga ser a mais correta, o que nos coloca fatalmente em caminhos separados. O Almah nasceu do Edu, é seu filho e, em minha opinião, sua maior criação. Tenho certeza de que contribuí muito para que a banda crescesse e se desenvolvesse, e me empenhei demais pra isso. Mas a minha filosofia de trabalho e vida hoje já não permitem mais que eu continue.

O legado do Almah na minha vida vai ser sempre a amizade, o clima bom, e a música fantástica que fizemos. E é justamente por querer preservar essas boas memórias que sinto que é hora de ir. Aos meus amigos, toda a sorte do mundo! Tenham certeza de que podem contar sempre comigo.

No mesmo momento vem à tona a saída do Edu do ANGRA. Muito aconteceu nos últimos anos, e especialmente nos últimos meses, culminando no dia de hoje. É um dia muito triste, de mudanças profundas em nossas carreiras, mas ao mesmo tempo é o início de uma necessária e bem-vinda renovação. A vida acontece em ciclos, e creio ser um erro se ater ao passado e impedir que novos rumos sejam trilhados. A música enquanto arte depende muito de paixão, de uma dedicação quase doentia, e de um bom clima para ser criada. Sendo assim, faz todo sentido que, quando isso não aconteça mais, talvez seja hora de parar e buscar caminhos diferentes, mesmo que naquele momento tudo pareça nebuloso, incerto. Para um grande talento sempre vai existir um caminho. Obrigado, Edu, pelos anos que passamos juntos!

No momento tudo o que quero é seguir com o ANGRA e os demais projetos de que participo, dando aulas, produzindo discos, e nunca deixando de fazer música.

Para mais informações sobre as atividades da banda ANGRA e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail [email protected]

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http://msmetalpress.com/ptbr/artista-angra/

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Angra: a saída de Edu Falaschi

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Sobre Eduardo Macedo

Teve a felicidade de descobrir o Metal com um álbum de um grupo nacional, Theatre Of Fate dos paulistanos do Viper. Atuante no cenário nacional, Eduardo Macedo administra a empresa de assessoria de imprensa MS Metal Press, juntamente com seu trabalho de redator para o site Portal Novo Metal e para a revista Lucifer Rising, esta última voltada ao que existe de melhor no Metal extremo mundial. Amante de todas as vertentes do Metal, Eduardo tem como foco o cenário brasileiro, onde já contribuiu como vocalista das bandas Tharsis e Veuliah, além de ser um colecionador incondicional de todo material lançado por bandas tupiniquins.

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