Adrenaline Mob: Portnoy e Russell falam sobre a banda

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Adrenaline Mob: Portnoy e Russell falam sobre a banda

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: Blabbermouth.net

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Matéria publicada em 27/07/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Wojtek Gabriel do Noizz Eater entrevistou recentemente o baterista do ADRENALINE MOB Mike Portnoy (ex-DREAM THEATER) e o vocalista Russell Allen (também do SYMPHONY X). Seguem os trechos da conversa.

Noizz Eater: Muitos críticos reclamaram da mediocridade das letras [no álbum de estréia do ADRENALINE MOB, "Omertá"]. Então, o que você acha que as pessoas esperavam no que diz respeito às letras.

Russell: Bem, a maioria das pessoas que fez resenha do disco e teve coisas negativas a dizer dele era obviamente nossos fãs prog. Você tem de colocar em perspectiva. Trazer um nome a esse projeto foi um obstáculo que tivemos de superar. Porque as pessoas que a princípio se importavam o pouco que fosse com essa banda eram as pessoas que conheciam o Mike Portnoy e o Russell Allen e esperavam certas coisas deles. As letras podem aparentar ser medíocres para eles porque elas não são fantásticas ao extremo. O SYMPHONY X tem uma base mais fantástica ou mitológica, uma coisa mais literária, sabe? O DREAM THEATER é mais introspectivo… Essa banda não é uma tentativa de impressionar com expertise literária. As letras vêm do coração, sabe? Se isso é medíocre, então vá se foder. É tudo o que tenho a dizer. Isso aqui é o coração, você me entende? Digo falando dessa banda. Aquilo é ótimo, mas nessa banda, não há lugar para aquilo. Então a maioria das críticas negativas infelizmente são do mundo que esperou algo diferente de nós e o que oferecemos a eles foi talvez algo estranho demais para eles lidarem.

Noizz Eater: Desde que o Rich Ward saiu para se focar no FOZZY, vocês têm sido uma banda de uma guitarra só. São vocês que não precisam de outro guitarrista ou vocês não estão conseguindo encontrar alguém que se encaixe?

Mike: Acho que o Russ e o Mike Orlando [guitarra] nem sequer queriam um segundo guitarrista. Foi algo que eu sugeri. Depois do tempo que passei no AVENGED [SEVENFOLD], eu simplesmente achei que essa poderia ser uma banda bem legal com duas guitarras. Então nós fizemos isso na primeira turnê no ano passado e então assim que o Rich e o Paul [DiLeo, baixo] decidiram ficar no FOZZY e soubemos que precisávamos substituí-los, esses caras sugeriram, "Vamos tentar com quatro elementos". E quando o John Moyer [DISTURBED] fez audição fizemos uma tentative e o som ficou bem complete e as três bandas que me vêm à mente que tem esse tipo de instrumentalização são o BLACK SABBATH, VAN HALEN e o PANTERA. E essas são tipo três bandas em que essa se molda. E elas são apenas guitarra, baixo, bateria e vocal. A partir do momento em que tocamos assim, realmente deu certo e decidimos deixar assim. Acho que a guitarra do Mike aparece mais assim e também é uma pessoa a menos com quem discutir. [risos]

Russell: Ter uma banda é como ter um monte de esposas, sabe? É o que se diz e isso é verdade.

Mike: É um cronograma a menos com que se preocupar. Fez mais sentido assim.

Russell: Não tínhamos certeza se ia realmente dar certo ou não, mas quando finalmente fizemos a tentativa, foi de matar. E daí era o que precisávamos. Nós tipo que tivemos que passar por essa fase, apesar de já termos experiência por tudo que já fizemos, isso é algo novo, sabe? Então nós ainda tínhamos de passar pelas fases de crescimento e ainda estamos passando por algumas delas. Mas a realidade disso é que essa é a banda e levou certo tempo para alcançarmos, mas essa é a banda.

Noizz Eater: Vocês ainda recebem reações negativas de pessoas que esperavam que o ADRENALINE MOB tocasse progressive metal e não hard rock/metal?

Mike: Tivemos muito disso no início quando o EP saiu, mas acho que todo mundo já superou isso agora. Acho que todos sabem o que essa banda é agora e parou com os preconceitos e agora a aceitam como ela é.

Russell: Nós tivemos todas essas bobagens negativas vindo por causa das expectativas, mas nós as excedemos e por aí foi, então todos que compraram o "Omertá" já sabiam no que estavam se metendo. Então nosso sucesso nesse ponto não se deve em nada à força negativa do progressivo; isso já passou por nós.

Mike: Eu também acho que as pessoas ainda não entenderão realmente do que essa banda se trata até que venham a um show. Acho que as pessoas ainda estão em cima do muro com essa banda e estão incertos, "Ehh, esse copo é o meu", unanimemente, 100% do público que vem ver a banda ao vivo sai e diz, "Uau, agora eu entendi, entendi pra valer".

Russell: As pessoas têm de vir e elas vão ficar piradas por uns 75 minutos e acho que, como você disso, elas não vão entender o poder do que está acontecendo até de fato testemunharem e verem e compreenderem o que está acontecendo. Antes, você tem todas essas idéias preconcebidas, bla, bla, bla... Mas há um baterista poderoso, uma poderosa presença no palco. O Orlando está tocando ferozmente, ele é um dos shredders mais ferozes que já vi e ele te mata com um sorriso; esse cara simplesmente sorri a noite inteira. E, é claro, o Moyer é um baixista incrível; ele vem com sua própria vibe e alta energia, então essa banda é pura energia.

Mike: E tem o Russell Allen à frente da banda…

Russell: ...E eu lá fronteando essa bando de caras super enérgicos, quero dizer, sem exceção. É isso que é o bacana. Nós de fato nos divertimos muito mexendo com as pessoas, porque quando estamos lá e o show acaba, elas ficam, "Jesus, que que aconteceu?"

Mike: Eu realmente sinto no palco, e vou ser honesto, e já toquei com alguns dos maiores músicos do mundo, mas lhe digo, quando estou no palco com essa banda, eu simplesmente me sinto como se estivesse na banda mais perigosa do mundo. É sério, não tem o que pare essa banda. É como um bonde sem freio. Quando você a vê ao vivo, você vai que há essa energia, esse burburinho e essa animação e eu estou lá e sinto orgulho de cada um desses caras. Sabe, ei, talvez haja baixistas mais rápidos ou vocalistas mais operísticos ou o que for, mas essa banda não é isso. O que vale para essa banda é ir lá e botar a casa abaixo. E todo mundo que estiver na plateia, se você não se ligar na primeira ou segunda música, você vai se ligar depois. No fim da noite, você vai botar a casa abaixo com o MOB.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Noizz Eater:
http://www.noizzeater.com/interviews/adrenaline-mob-intervie...


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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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