
Disse Nikki: “Nossa gravadora naquela época, a Elektra, recebeu nosso disco ‘Shout At The Devil’ e o rejeitou. Disseram que não haviam gostado dele, e que ele não soava como ‘Too Fast For Love’, nós mudamos o logo, nós mudamos nosso visual. E então dissemos, ‘Beleza, então vamos para outra gravadora’. Daí a Elektra o lançou e o disco vendeu quatro milhões de cópias. A Elektra estava prestes a falir naquele tempo, e isso tirou o deles da reta. E daí quando nosso disco seguinte, ‘Theatre of Pain’ foi submetido ao staff deles, com ‘Home Sweet Home’, eles rejeitaram o álbum. Disseram ‘Isso é horrível, e vocês tem que tirar essa música do disco. Vocês não são uma banda de baladas’. Então fizemos a mesma coisa.”
“Sempre estivemos em guerra com a gravadora; eles nunca acreditaram de fato em nós.”
“E daí viemos com ‘Smokin’ In The Boys Room’, e o álbum explodiu. E dão queríamos lançar ‘Home Sweet Home’, e a gravadora dizia, ‘sem chance, sem chance’. Então custeamos e filmamos o clipe sozinhos, fomos até a MTV e o resto é história. Eles nunca a promoveram no rádio, eles nunca divulgaram a música, e se não fosse pela MTV, na época em que eles tocavam vídeos, aquela música não seria o que é hoje. Mas ela é meio que nossa ‘Dream On’, ou nossa ‘Stairway To Heaven’, certo?”
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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