Mike Portnoy: "Eu não poderia estar mais feliz!"

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Mike Portnoy: "Eu não poderia estar mais feliz!"

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: blabbermouth.net

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Matéria publicada em 21/09/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Michael Schetter, do Prog-Sphere.com, entrevistou o baterista Mike Portnoy (ADRENALINE MOB, FLYING COLORS, DREAM THEATER, AVENGED SEVENFOLD) em meados de julho em Munique, na Alemanha. Seguem alguns trechos da conversa.

Prog-Sphere.com: Você sempre estava escrevendo letras no DREAM THEATER, enquanto no ADRENALINE MOB, acho que é tudo do Russell [Allen, vocal]…

Portnoy: Russell e Mike Orlando [guitarra].

Prog-Sphere.com: Isso vai mudar ou …?

Portnoy: Não tenho desejo algum de escrever letras no ADRENALINE MOB. Acho que o Mike Orlando e o Russ estão muito felizes em fazer isso e eu estou feliz com meu papel. Eu não sinto necessidade. Para ser honesto, depois que eu compus a "The Best Of Times" para o meu pai e depois de ter completado as "12 Steps Suite" no DREAM THEATER, eu sinto como se eu já tivesse dito tudo o que queria dizer liricamente. Eu senti como se elas pudessem ser meu canto do cisne e até mesmo me lembro de dizer ao John Petrucci [guitarrista do DREAM THEATER] depois dessas músicas, "Acabei com isso, não quero mais escrever letras. Sinto como se já tivesse tudo o que queria". Não é umas das minhas facetas criativas favoritas. De tudo que eu faço, não é a mais apaixonante. Então, sabe, acho que estou tipo numa aposentadoria lírica no momento mas, dito isso, estou para fazer um álbum com o Richie Kotzen e o Billy Sheehan mês que vem e há uma música para a qual eu senti alguma inspiração, então... Sabe, acho que vou escrever letras se eu realmente sentir a inspiração para fazer isso. Mas eu não quero ser forçado a isso.

Prog-Sphere.com: Já que você acabou de mencionar que você tinha terminado as "12 Steps Suite", você nunca as tocou ao vivo...

Portnoy: É. É um desapontamento, uma pena. Porque essa sempre foi minha intenção.

Prog-Sphere.com: Por que você não fez isso? Quero dizer, você fez bastante turnê pelo último álbum.

Portnoy: Bem, quando finalizamos a "Black Clouds"… Toda a turnê "Black Clouds" foi da "Progressive Nation", que tinha um set de apenas 90 minutos e eu não ia gastar 60 minutos dela com isso, e então nós fomos para a turnê do IRON MAIDEN, que tinha só, tipo, um set de 60 minutos. Então houve poucas oportunidades naquela última turnê com o DREAM THEATER para fazer isso e sempre foi minha intenção.

Prog-Sphere.com: Vocês nem sequer tocavam tanto assim do álbum, só quatro músicas...

Portnoy: Bem, tocávamos a "Count Of Tuscany", a "Nightmare To Remember", a "Wither", a "A Rite To Passage", então na realidade tocávamos quatro de seis músicas, mas eu não queria tocar a "Best Of Times", porque era muito, muito difícil para mim, e eu não queria tocar a "The Shattered Fortress", porque eu estava deixando ela para quando fosse fazer tudo por completo, então... Acredite-me, há uma metodologia na minha de loucura de escolher músicas e essa foi a razão, essas duas eram ambas... Uma era meio que sagrada e outra estava sendo guardada.

Prog-Sphere.com: Sim, eu entendo perfeitamente. Apenas é que vocês não tocaram quase que meia hora do álbum novo, o que foi um tanto quanto incomum.

Portnoy: Ah, tocamos quatro músicas. Quatro de seis, e elas eram bem... Duas das quais tinham 15 ou 20 minutos cada uma.

Prog-Sphere.com: É que, eu me acostumei com vocês tocando tudo em algum momento, então...

Portnoy: Bem, eu não estava planejando sair [do DREAM THEATER]. [risos] Eu achava que haveria mais turnês em que trabalhar. [risos] Sabe, na verdade sempre foi minha intenção o tempo todo para a turnê seguinte. Na verdade, pra ser honesto, antes de deixar a banda, eu e o John Petrucci já estávamos discutindo que o próximo disco seria um álbum conceitual. E eu já tinha o setlist anotado para a turnê seguinte. Ia ser do tipo "An Evening With", e o primerio set ia ser o álbum conceitual na íntegra, o segundo iam ser as "12 Steps Suite". Eu já tinha o setlist planejado mas, obviamente, você sabe, eram apenas planos... Nunca se sabe o que vai acontecer. Mas essa sempre foi a minha intenção se as coisas não tivessem acontecido daquele jeito, então... Obviamente tudo mudou.

Prog-Sphere.com: Já que estamos falando em DREAM THEATER… Eu não quero na verdade falar da separação propriamente dita, apenas: Você está feliz agora?

Portnoy: Não poderia estar mais feliz. Estou, sabe, estou podendo fazer tudo o que sempre quis fazer, qualquer coisa que minha imaginação pode conceber. Estou podendo tocar com alguns de meus músicos favoritos nesse mundo, desde o Russell Allen ao Billy Sheehan do Paul Gilbert ao Steve Morse. Sabe, todos eles são pessoas que eu admiro e respeito, e estou podendo trabalhar com todos eles e fazer música com eles e tudo dentro de uma grande variedade... Sabe, do metal do ADRENALINE MOB àquele tipo de coisa pop kind com o FLYING COLORS até… Sabe eu tenho esse negócio com o Richie e o Billy que é mais tipo um power-trio de classic-rock. Então estou incrivelmente realizado, e para ser honesto, se eu tivesse ficado no DREAM THEATER, nos últimos dois anos, eu seria feito um álbum e penas uma turnê com a banda, tocamo o mesmo álbum uma vez atrás de outra, mas o que eu fiz em menos de dois anos, eu fiz seis álbuns e eu toquei ao vivo com, acho, dez ou doze bandas até agora. Não só bandas da qual faço parte, mas também shows esparsos com o STONE SOUR, HAIL! e FATES WARNING e fiz o "Metal Masters" com os caras do SLAYER, ANTHRAX, PANTERA e MEGADETH... Quero dizer, esses dois últimos anos foram talvez os mais plenos criativamente de toda a minha carreira.

Prog-Sphere.com: Ok, vamos falar de suas várias bandas, projetos e tudo isso. Acho que tenho uma pergunta para cada um deles. Sobre o AVENGED SEVENFOLD, era para você ter feito um show em Munique dois anos atrás.

Portnoy: Sim, eu me lembro. Eu me lembro de estar no camarim e estar bem desapontado por ter sido cancelado.

Prog-Sphere.com: Então o que aconteceu lá? Porque a comunicação foi bem escassa, para dizer o mínimo.

Portnoy: Bem, peço desculpas por isso, mas você sabe que quando eu estava com eles eram eles que tomavam as decisões e controlavam como as coisas eram comunicadas aos fãs... Sabe, o que aconteceu foi que o Matt [Shadows] estava com a voz acabada, ele estava muito doente, ele não podia cantar. Pessoalmente, eu teria lidado com isso diferentemente. Eu teria deixado os fãs saberem o porquê. Você me conhece... Eu sou muito aberto com os fãs, mas aqueles caras gostam de manter uma certa distância. De fato, acho que era um assunto meio proibido quando eu estava com eles. Porque eu era sempre tão aberto com os fãs no Twitter e Facebook e eles não. Sabe, acho que talvez isso os incomodava, mas obviamente, eu não ia mudar minha relação com os fãs porque eu estava com eles. Mas dito isso, eu jamais falaria em nome deles. Então eles lidavam com os shows e turnês deles e com a comunicação deles com os faz, isso era com eles. Eu não tinha nada a ver com isso.

Leia a entrevista na íntegra no Prog-Sphere.com.

http://www.prog-sphere.com/2012/09/19/mike-portnoy-interview...

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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