Esta matéria foi publicada em 02/10/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Baseado num artigo de JOEL ROSE para o site NPR Music

A data de ontem marcou o trigésimo aniversário do lançamento em CD de ‘52nd Street’ de BILLY JOEL no Japão, catapultando o formato que dominaria a venda de música nos anos noventa e no começo do século XXI. A música gravada tende a subir e cair em ciclos de aproximadamente 30 anos, então o marco de ontem inspirou uma série de editoriais sobre a extinção do CD. Mas há algumas perspectivas interessantes num artigo do site NPR sobre a questão que merecem ser discutidas, em especial o debate ‘conveniência em detrimento da qualidade de som’ já que ele se aplica ao áudio digital e se o ciclo de 30 anos pode ser esperado em relação às Mp3s também.
O debate ‘conveniência em detrimento da qualidade de som’ remete aos primórdios dos registros fonográficos: Edison inventou o cilindro de gravação em 1877, mas ele não se popularizou até duas décadas depois. Os cilindros mediam cerca de 10 centímetros, e pareciam como tubos de rolos de papel higiênico cobertos de cera ou laquê. Eles foram tecnologia de ponta no áudio até serem suplantados por uma nova invenção – o disco de 78rpm cunhado pelo competidor de Edison, a Victor Talking Machine Co.
“As primeiras máquinas eram muito, muito rudimentares”, diz Brooks [Tim Brooks, que escreveu um livro sobre o começo da indústria fonográfica chamado ‘Lost Sounds’]. “O som não era tão bom quanto os sons do cilindro. Mas eram muito mais convenientes. Elas não quebravam tão facilmente. Elas poderiam ser feitas para durarem mais, esse tipo de coisa.”
Soa-lhe familiar? Quando as MP3s apareceram, elas foram totalmente rejeitadas por audiófilos que [corretamente] afirmaram que sua qualidade de som era inferior. Mas tal como com o CD antes, os discos de vinil e os discos de 78rpm antes disso, a qualidade sonora nessas mídias melhorou à medida que o tempo passou e elas foram aperfeiçoadas [as MP3s de 128 Kbps que eram o padrão do Napster agora são motivo de riso quando comparadas às de 320 Kbps que se tornaram a regra]. Mas mais importante do que isso, o debáculo ‘conveniência em detrimento da qualidade de som’ sempre esteve presente, e a conveniência sempre triunfou em cima da qualidade no fim: as massas simplesmente não estão interessadas no quão bem algo soa desde que seja fácil de usar. [...]
Matéria completa:
http://playadelnacho.wordpress.com/2012/10/02/compact-disc-formato-faz-30-anos-v...
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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