Marky Ramone: todos os dias pensando nos amigos falecidos

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Marky Ramone: todos os dias pensando nos amigos falecidos

Postado por Julia Sabbaga | Fonte: Wikimetal

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Matéria publicada em 09/11/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Leia a tradução da entrevista que o Wikimetal fez com Marky Ramone! Ouça o a conversa com Marky Ramone no Wikimetal.

Wikimetal (Nando Machado): Alô, Sr. Marky Ramone?

Marky Ramone: Oi, quem é?

W (NM): Oi, aqui é o Nando, do Wikimetal. Como vai?

MR: Ah, oi! Tudo bem?

W (NM): Sim, eu estou ótimo, estou ótimo. Eu estou muito feliz de falar com você. Nós estamos esperando que você venha para o Brasil com o Marky Ramone´s Blitzkrieg no dia 20 de outubro, para tocar no Two Wheels Brazil Festival, o TWB. Como é vir para o Brasil novamente? Eu sei que você tem muitos amigos aqui, e você sempre vem para cá. Como é estar no Brasil de novo protagonizando esse grande festival?

MR: Bom, muito trabalho! Levou, vejamos, 12, 13 anos vindo para aí sozinho para alcançar isso, e agora conseguimos, e nós estamos muito felizes que conseguimos fazer isso. E é sempre um prazer voltar para o Brasil, porque mesmo quando eu, o Johnny e o Joey vínhamos para cá, nós adorávamos e falávamos muito sobre o país, e fazíamos amigos e amávamos a comida, amávamos tudo. E agora eu consigo voltar por conta própria, e é sempre uma coisa que me deixa muito ansioso.

W (NM): Excelente. Falando sobre o início da sua carreira, Mark, quem foram os músicos que te ajudaram a criar seu estilo único de tocar?

MR: Ah… Os Beatles, Jimmy Hendrix, The Who, Phil Spector, Wrecking Crew – esses eram os seus músicos de estúdio. Eu gosto muito do Buddy Rich, ele era um baterista de jazz. Há muitas pessoas que eu posso falar, mas esses estão definitivamente no topo da lista.

W (NM): E você se lembra da primeira vez que você ouviu falar dos Ramones?

MR: Eu conhecia o Dee Dee… Ele era meu amigo, e ele me disse que ele estava formando um grupo, e eu estava viajando com uma banda chamada Wayne County, e os Backstreet Boys, e o Richard Hell depois. E depois no bar, no CBGB’s, os Ramones começaram a tocar em 74, ’75. E eles não eram muito bons no começo, eles eram um pouco... Eles não eram tão bons. Conforme eles continuaram a tocar, eles foram ficando mais e mais afinados, melhores e melhores. Então foi assim que eu fiquei sabendo, no CBGB’s e conhecendo o Dee Dee, e o Dee Dee me falando “Ah, nós estamos tocando, você quer vir ouvir a banda?”. Mas ele nem tinha que me falar, porque eu estava sempre lá com os meus amigos, e foi assim que eu fiquei sabendo dos Ramones.

W (NM): E quando você entrou na banda? Você se lembra da abordagem deles para te convidar para se juntar a banda, na época?

MR: Ah, o Dee Dee pediu para me juntar ao grupo na primavera de 1978. Então, eu estava de novo no bar no CBGB’s, e o Dee Dee me perguntou se eu tocaria com a banda. E depois, em outro bar, chamado Max’s Kansas City, o Johnny veio e também me perguntou se eu tocaria no grupo. Então a palavra se espalhou, e aí eu comecei a ensaiar com eles. E foi basicamente isso, eu ensaiei três ou quatro músicas quando nós nos conhecemos, na audição, e nós nos demos muito, muito bem, e nós sabíamos... Nós sabíamos que iria dar certo, e foi simples assim.

W (NM): Ótima história. Me fale um pouco sobre a experiência louca, já que você mencionou, de trabalhar com o produtor lendário Phil Spector?

MR: Bom, o Phil foi o melhor produtor, e nós ficamos muito felizes de trabalhar com ele, pelo menos eu e o Joey ficamos. E ele quis fazer a nossa produção, falavam que ele carregava armas e pegava as armas, e ficava, sabe... Mas ele não fez isso. Quando nós ficamos no estúdio com ele, ele não pegou em nenhuma arma, ele as deixava guardadas. Então essa história é um exagero. Mas eu e o Joey nos divertimos muito trabalhando com ele. Demorou muito tempo para fazer o álbum, mas o Johnny e o Dee Dee não se deram muito bem com ele por causa do modo como ele trabalhava. O Johnny e o Dee Dee estavam acostumados a trabalhar muito rapidamente em um álbum, mas o Phil trabalhava no seu próprio passo. E eu entendia, porque ele queria colocar cordas, e ele queria colocar metais no álbum. Então tinham muitas coisas que levaram tempo para produzir o álbum. Então eu e o Joey entendemos isso, e nós não íamos discutir com o Phil Spector. Então houve um pouco de tensão entre os outros dois membros da banda e o Phil. Mas nos final nós conseguimos, e eu e o Phil permanecemos amigos até que ele foi preso.

W (NM): OK. E o album é incrível também.

MR: É OK, é bom mesmo. Mas quando ele foi lançado, muitos dos puristas do punk não gostaram do álbum, por causa dos metais e das cordas. Mas agora, muitas pessoas vêm falar comigo nos shows, e eles trazem o álbum para que eu assine, e eles falam “Eu gosto muito mais dele agora do que quando foi lançado.” E eu entendo. Eu entendo o que eles diziam, o que eles dizem. Eles se acostumaram com ele, eles se acostumaram com o fato que, sabe, os metais e as cordas e o Ramones, foi um experimento legal.

W (NM): Mudando de assunto, Marky, nós temos uma pergunta clássica no nosso programa, uma que nós fazemos a todas as pessoas que nós entrevistamos, que é: imagina que você está dirigindo o seu carro, ou talvez no chuveiro, onde quer que seja, ouvindo um estação de rock, e uma música começa a tocar que faz com que você perca a cabeça completamente, e você começa a headbangear, e você fica louco. Que música seria essa, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

MR: Oh, OK… “Ramones”, do Motörhead.

W (NM): No final dos anos 70, o disco era predominante na indústria musical, e o punk rock e o heavy metal estavam tentando sobreviver. Você se lembra de ver essas duas tribos se relacionando uma com a outra nos Estados Unidos, na época?

MR: Bom, o metal apareceu em ’69, ’70 na verdade, com o Black Sabbath, o Blue Cheer e o Deep Purple. A América estava atrasada no heavy metal, um ano mais ou menos. Mas o punk e o metal... O metal ficou muito grande, no meio dos anos 70, eu diria, sabe, depois do terceiro álbum do Sabbath. E aí tinha também o “Machine Head”, do Deep Purple, tinha o álbum ao vivo. Então tinha muita... O metal já estava estabelecido. O Punk, em’74, ’75 em Nova York, no CBGB’s, não estava. Aquele era o único lugar onde nós podíamos tocar, na verdade, então demorou muito mais para o punk ser reconhecido. O metal se tornou muito maior do que o punk. Então, quer dizer, nós concorríamos com o disco, com o rock de estádio, e todas essas bandas que eram, sabe, auto indulgentes, e tocavam músicas de cinco, seis, sete minutos, e tudo mais, o que eu não tinha nada contra... Todo mundo tem o seu próprio gosto. Mas era com isso que nós concorríamos, então as gravadoras estavam forçando o disco e o rock de estádio. Eles achavam que o punk era muito violento, muito... Sabe, demais. Então as radios se afastaram disso, e foi por isso que muitas das bandas de punk começaram a tocar música disco, para que elas fossem tocadas no rádio. E é por isso que muitas das bandas de metal começaram a tocar baladas. Elas tocavam baladas para que fossem tocadas no rádio. Mas os Ramones, nós nos mantivemos fiéis ao que nós acreditávamos, e sabe, agora nós somos tocados mais do que nunca, nas rádios do mundo todo, com “I Wanna Be Sedated”, “Blitzkrieg Bop”, “Rock N’ Roll High School”, “Sheena is a Punk Rocker”… Então era uma questão de competição com o que as gravadoras estavam colocando nas rádios, obviamente, para ganhar dinheiro. E era isso que estava acontecendo.

W (NM): E o que você sentiu, o que você pensou quando você viu todas as bandas de heavy metal fundindo o punk e o metal, e se tornando enormes, como o Metallica, o Anthrax, todas essas bandas que misturaram o punk e o metal, o que vocês acharam disso na época?

MR: Bom, era melhor do que disco… Nós sabíamos que essas bandas gostavam dos Ramones, nós sabíamos que eles gostavam de Black Sabbath, nós sabíamos que ele curtiam, sabe, Zeppelin, e todas essas grandes bandas. Então, sabe, é muito legal ver essas coisas se juntarem em uma banda de metal... O metal e o punk se fundindo por causa das influências dos dois. Aí surgem bandas como esses caras, e isso mostra a influência que eles... O que os influenciou, que são os Ramones, o Black Sabbath, muitas bandas de metal que estavam aparecendo na época.

W (NM): Nós achamos que os Ramones são, obviamente, uma banda que transcendo qualquer estilo musical, é esse tipo de banda. Mas falando sobre o movimento punk, quando nós falamos de heavy metal, é bem claro que foi o Black Sabbath que o inventou. Haviam bandas assim antes, mas o Black Sabbath meio que juntou tudo em um pacote, e isso é simbólico para os fãs de heavy metal. Mesmo havendo bandas como o Led Zeppelin, The Who e Cream, que obviamente influenciaram o estilo. É justo dizer que os Ramones inventaram o punk, mesmo havendo bandas como o MC5, The Stooges, e outras, que influenciaram o estilo? Você acha que os Ramones poderiam ser a primeira banda punk de verdade?

MR: Sim, nós o solidificamos. Haviam bandas antes dos Ramones, um ou dois anos antes... Isso foi em ’69, ’70, como os Stooges, o MC5, mas elas não eram... Elas não tocavam rápido. Elas não contavam entre cada música. Muitas delas foram influenciadas pelo ritmo do blues. E, sabe, o MC5 era basicamente uma banda de rock N’ roll político. Os Stooges, eram como uma banda de garagem, tipo de rock de garage. E é isso que estava acontecendo na época, e você pode dizer também que “Summertime Blues”, do the Blue Cheer, era heavy metal, que saiu em’68. Então, sabe, havia elementos punk nesses grupos, mas os Ramones solidificaram isso, e o Richard Hell também, em Nova York, com o álbum “Blank Generation”. E aí o Malcolm McLaren pegou isso e levou para a Inglaterra, e aí formou os Sex Pistols.

W (NM): Sim, você tem razão.

MR: Foi simples assim.

W (NM): E o álbum “Blank Generation”, no qual você tocou, também foi muito importante para o começo desse movimento, certo?

MR: Sim, esse era um hino punk em Nova York, no CBGB’s, essa música. E aí os Pistols escreveram “Pretty Vacant”, que era a mesma coisa que o “Blank Generation”. E os Sex Pistols escreveram “Pretty Vacant”, que era outra coisa sobre a mesma situação em Londres, sabe...

W (NM): Você se lembra da primeira vez que você veio para o Brasil? Se eu não me engano, você tocou em um lugar chamado Palace, e eu não sei se você se lembra disso, mas os skinheads apareceram nas ruas para brigar com os punks e os jovens, e o lugar teve que fechar as portas. Você se lembra disso?

MR: Não… Eu fui para aí, eu acho, na segunda vez, e nós tocamos em um lugar imenso. O que eu me lembro é de fãs e jovens maravilhosos curtindo a música... Era muito apaixonado. E é por isso que nós continuamos voltando, sabe, isso é uma coisa que eu nunca vou me esquecer. E depois muitos dos jovens começaram a formar suas próprias bandas, e a usar os Ramones como influência para começarem os seus grupos. E aí, quando nós voltávamos, eles todos... Sabe, muitos deles já tinham as suas bandas, e eles nos davam seus CDs, suas fitas, e nós ficávamos muito felizes de ver que nós estávamos influenciando o seu modo de viver e de fazer música. É disso que eu me lembro.

W (NM): Nós temos outra pergunta que nós fazemos a todas as pessoas que nós entrevistamos. Você poderia escolher uma música que você tem muito orgulho de ter escrito, ou talvez gravado, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

MR: “I Wanna Be Sedated”.

W (NM): Excelente. Eu imagino que essa foi ainda mais difícil do que a primeira, certo?

MR: Não, sabe, eu amo essa música, foi a primeira música que eu gravei com o Johnny, o Joey e o Dee Dee, no “Road to Ruin”, em 1978. Mas, sabe, eu tenho uma... Eu fiz parte de uma banda de heavy metal quando eu era adolescente, e a banda se chama Dust, e eu acabei de lançar o álbum, os dois álbuns que eu fiz com dois dos meus... Nós éramos uma banda de três integrantes, nos Estados Unidos. E os álbuns foram lançados cinco anos antes do primeiro álbum dos Ramones. E se você olhar para a capa do primeiro álbum, você me vê com uma jaqueta de couro e jeans. Então os Ramones eram grandes fãs do Dust, porque eles vinham me ver tocar no Village. Eles ainda não tinham uma banda, então eu já estava fazendo álbuns antes dos Ramones sequer começarem. E o que os álbuns são, é heavy metal, e há uma enciclopédia de heavy metal. Agora, quando o álbum do Dust foi lançado, uma música do álbum foi votada entre as top 10 das paradas. Então, como uma banda de heavy metal, o Dust, nós fomos uma das primeiras bandas nos Estados Unidos a ser chamada de banda de heavy metal. E isso foi em ’70, ’71. E o meu guitarrista acabou produzindo os dois primeiros álbuns do Kiss, e nós ficamos muito amigos. Então ele tinha apenas 19 anos quando ele produziu “Kiss”, e “Hotter than Hell”.

W (NM): Ótimo. Você gostaria de escolher uma música do Dust, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

MR: Sim. Muito bem, todo mundo que está ouvindo Wikimetal, esse é o Dust. O nome da música é “Suicide”.

W (NM): Se você fosse sintetizar cada membro dos Ramones, especialmente os que não estão mais com a gente, o que seria a primeira coisa que viria à sua mente, se eu falo, por exemplo, o nome do Dee Dee.?

MR: Ele era meu melhor amigo no grupo, ele era um furacão. Ele era engraçado, ele sempre falava alguma coisa que me fazia rachar de rir, e ele era um grande baixista, ele conseguia combinar com o meu estilo de tocar, e, sabe, nós nos divertíamos muito juntos. E ele era muito aberto como indivíduo. E eu vou sempre sentir sua falta, sabe, ele era um grande amigo.

W (NM): E o Johnny?

MR: O Johnny e eu tínhamos muito em comum. Nós colecionávamos pôsteres de ficção científica, e nós gostávamos de filmes de ficção científica. Ele era um cara mais normal que gostava de tocar. E ele não gostava tanto de ir em festas quanto eu e o Dee Dee. Na verdade, ele não gostava de festas, mas sabe, nós éramos diferentes. Ele era mais ou menos o cara que tomava conta dos negócios e coisas assim. Mas nós precisávamos de alguém assim no grupo, para lidar comigo, e com o Dee Dee e com o Joey, e sabe, nós todos tínhamos as nossas funções. Então o Johnny era basicamente mais... Ele era mais velho do que a gente, também, ele era uns seis anos mais velho do que eu e o Dee Dee e o Joey. Mas, sabe, ele era um ótimo guitarrista, eu sinto falta dele, e sabe, eu o conheci por... Nossa, vinte e tantos anos.

W (NM): OK, e o Joey?

MR: O Joey era muito quieto, muito introvertido. De novo, ele era um amigo próximo, mas muito... Como eu posso dizer? Ele tinha um problema chamado TOC, e todo mundo sabe disso, e isso afetava ele e as pessoas à sua volta. Mas eu entendia que havia algum problema. Mas agora nós entendemos qual era o seu problema, porque naquela época, nós não sabíamos, então era meio estranho, até você entender qual é o problema de uma pessoa, você não sabe lidar, e agora nós sabemos, porque há um termo para isso. Mas ele era um cara muito amigável, ele era muito quieto, ele era um grande cantor, ele tinha muita presença de palco, e de novo, é uma pessoa de quem eu sinto falta, uma pessoa de quem eu sempre vou me lembrar, e não há um dia que passa que eu não penso nos três, porque eles não estão mais por aqui, sabe, eles faleceram.

W (NM): Você também gravou o maravilhoso álbum do Joey Ramone, o seu último álbum, eu amo esse álbum.

MR: Sim, é o único álbum solo que tem alguma importância. Ele estava vivo durante as gravações, e ele me pediu para tocar. Eu toquei no álbum, mas eu só pude tocar seis músicas, porque eu estava em turnê, e eu estava realmente... Eu não tinha tempo suficiente para aprender o álbum todo, então eu só pude fazer metade com eles. E nós fizemos a música que nós dois amamos “What a Wonderful World”, que o Louis Armstrong gravou. E, sabe, o Joey pode ver a sua visão acontecer, porque ele sempre quis fazer um álbum solo. E ele fiz isso antes de morrer, e quando nós estávamos gravando, ele saia do hospital para poder cantar no estúdio. E depois que ele fazia o que ele tinha que fazer, nós o levávamos de volta para o hospital.

W (NM): OK, então, se você não se importa, podemos ouvir uma música desse álbum? Talvez a que você mencionou, do Louis Armstrong.

MR: OK. Oi, todo mundo, aqui é o Marky Ramone, e você está ouvindo Wikimetal. E agora você vai ouvir “What a Wonderful World”, do Joey Ramone e eu mesmo na bateria.

W (NM): Isso é lendário, Mark. Então, antes de nós terminarmos, o que você diria para um jovem que está começando a tocar bateria?

MR: Continue a ensaiar… Ensaie – essa é a coisa mais importante. E tente manter uma… Não fume cigarros, não use drogas pesadas, e tente se exercitar. Acredite em você mesmo, isso é o mais importante. E se você acha que você é bom, e se você acha que você tem o dom, continue a tocar e tocar e tocar. Forme um grupo – isso é importante, porque você tem que tocar com outras pessoas, músicos, para que você possa entender o que cada músico faz. Como baterista, você tem que manter a batida, e isso é muito importante. Então ouça todo... Ouça todo tipo de música, não só o que você gosta. Se abra, sabe, ouça jazz, ouça metal, ouça punk, ouça... Até ouça blues. É muito importante porque esses são ritmos diferentes. Então, sabe, eu sugiro isso para um cara que está começando.

W (NM): Bom, foi maravilhoso falar com você, Marky Ramone, baterista lendário, foi uma verdadeira honra. Não é todo dia que nós podemos falar com um dos nosso heróis do rock N’ roll, então, pessoalmente, foi uma grande honra. Muito obrigado, mais uma vez, e nós nos veremos aqui no Brasil, com certeza.

MR: OK.

W (NM): Tudo de bom.

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Sobre Julia Sabbaga

Julia Sabbaga é assistente responsável pela área de marketing e conteúdo do Wikimetal. Formada em Relações Internacionais pela PUC/SP e apaixonada por música em geral. Classic Rock e Punk Rock sempre estiveram no topo das preferências, mas conhecer Heavy Metal tem sido uma grande experiência.

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