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Ozzy: baixista Phil Soussan fala do surgimento de Zakk Wylde

Postado por Nacho Belgrande | Fonte: Playa Del Nacho |

Esta matéria foi publicada em 06/12/12. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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O baixista inglês PHIL SOUSSAN é a prova de que você não tem necessariamente que ser um nome famoso para ter uma carreira estelar no ramo musical.

Ele tem feito parte do cenário musical desde o fim dos anos 70, tocando com todo mundo desde BILLY IDOL e JIMMY PAGE até VINCE NEIL e JOHN WAITE. Mas a maioria das pessoas deve lembrar-se de Soussan por seu trabalho com OZZY OSBOURNE durante a era ‘The Ultimate Sin’ no meio dos anos 80. Ele é o homem por trás de ‘Shot In The Dark’, um dos singles mais bem-sucedidos da carreira do Madman.

Nessa semana, o site estadunidense NOISECREEP conversou com Phil e dentre uma vasta gama de temas abordados, sua passagem pela banda de Ozzy – assim com as implicações futuras daquele período – merece destaque. Confira um trecho traduzido a seguir:

[...] Você entrou para banda de Ozzy Osbourne pouco depois de sua experiência com Page. Muito se escreveu sobre ele durante aquele período da vida dele. Era tão louco como alardeiam?

Phil: Não tão louco como era um furacão de atividade. Nós entramos numa rotina de ensaios, gravações, imprensa, sessões de fotos, aparições, e tudo mais enquanto Ozzy nos mantinha sob rédeas curtas! Ele é histericamente engraçado, um fanfarrão e é como uma criança grande. Ele faz tudo por uma risada, e algumas vezes às nossas custas! Eu estava na banda com meu amigo já de três anos, Randy Castillo, e estávamos nos divertindo muito. Nós trabalhávamos e tocávamos muito, íamos a casas noturnas, restaurantes e simplesmente adorávamos o trabalho que fazíamos. Eventualmente, quando Jake E. Lee saiu da banda, tínhamos que achar outro guitarrista. Nós começamos a fazer testes em Los Angeles enquanto Ozzy promovia o disco ‘Tribute’. Depois de umas 400 fitas e incontáveis testes, achamos um jovem Zachary Weilandt, recomendação do famoso fotógrafo musical Mark Weiss. Nós tocamos com ele e ele apavorou a Randy e eu. De cara, já sabíamos que ele era o cara. Quando Ozzy voltou, nós todos fizemos um teste pra ele e nasceu Zakk Wylde.

Conte-nos sobre ‘Shot In The Dark’. È verdade que você mostrou essa música pra Ozzy anos depois de tê-la composta?

Phil: Sim, a versão original foi a que apresentei pra Ozzy naquele tempo. Eu sempre fui fanático pela Pantera Cor-de-rosa e o título e o tema da faixa foram escritos em cima disso. A idéia original era uma música rápida e Ozzy adorou a letra. Ele fez algumas mudanças, acrescentou umas melodias e a parte logo antes do solo. Ele queria que eu mudasse um pouco a letra para torná-la mais ‘sombria’, mas mantendo o espírito original. [...]

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[...]Você também trabalhou com VINCE NEIL [MÖTLEY CRÜE] por muito tempo no passado, mas houve um processo cível a certa altura entre você e os representantes dele. Você pode nos explicar resumidamente o que aconteceu?

Phil: Muitas das músicas que eu tinha escrito para Ozzy, e que eu tinha levado comigo, apresentei pra Vince quando ele saiu do Mötley Crüe. Naquele dia eu recebi um telefonema dele, no mesmo dia do funeral do [comediante] Sam Kinison. Vince, Jack Blades e o empresário Bruce Bird estavam ao fone pedindo que eu montasse uma banda pra Vince, já que eu e ele tínhamos amigos tão próximos em comum. Eu concordei e a primeira coisa que fizemos foi o vídeo de ‘You’re Invited But Your Friend Can’t Come’. O single subiu rápido nas paradas! Eu comecei a trabalhar em minhas músicas com Vince, ás 9 da manhã todo dia, e antes que pudéssemos notar, tínhamos nove músicas para um álbum. Eu fui com Vince para uma reunião na Warner Bros onde fechamos o contrato dele e começamos a montar a banda de fato: Vik Foxx na bateria, Robbie Crane na guitarra [ele era baixista, mas um amigo chegado nosso], eu no baixo e Adrian Vandenberg, que era quem deveria ter tocado guitarra-solo.

Naquele momento, de algum modo, STEVE STEVENS foi chamado para substituir Adrian. Steve, de cara, ficou cismado por não ter composto as músicas e começou a tretar muito com todo mundo. Infelizmente, Bruce Bird faleceu no Halloween de 1993. Naquela altura, o caos já havia dominado a banda e eu me recusei a lidar com Steve e o produtor que ele tinha trazido e saí. Depois deu sair, meu empresário ligou pra me mostrar que Steve tinha tentado colocar seu nome e tirar o meu crédito de minhas próprias músicas. Era burrice – eu tinha toda as demos originais com os títulos desde a época do Ozzy, eu tinha todas as anotações manuscritas com Vince e demos gravadas antes de Steven sequer pensar no projeto. Não havia como ele conseguir se safar daquilo, e ele não conseguiu.

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A questão toda foi controlada e resolvida legalmente, mas eu acho que ele ainda tem o cu doído por ter sido pego com a boca na botija – que se foda. Depois, eu acabei saindo em turnê com Vince e tocando baixo em algumas de suas turnês subseqüentes. Depois de Vince, eu me mudei pra França, onde passei cinco anos tocando e gravando com o ‘Elvis’ francês, o mega-astro Johnny Hallyday. [...]

Phil pode ser contatado através de seu website www.philsoussan.com, ou por sua conta no Twitter, @philsoussan.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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