Esta matéria foi publicada em 18/03/13. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

No dia 12 de março, o atual baixista do KILL DEVIL HILL, REX BROWN, lançou seu livro, ‘Official Truth 101 Proff: The Inside Story of Pantera’, publicado pela Da Capo Press. O site Artisan News postou uma entrevista em vídeo com Brown, que comenta sobre a confecção do livro. Assista abaixo:
Recentemente, Rex concedeu ao correspondente do site canadense BRAVE WORDS uma descrição mais precisa de seu livro, e não se esquivou de nenhuma pergunta, nem as mais agudas. O que segue abaixo é a tradução de alguns trechos da conversa.
Brave Words: Uma coisa que eu gostei no livro é que ele desmistificou os membros do Pantera, já que muitas pessoas olham pra eles como figuras míticas imortais.
Rex Brown: A intenção era essa, e é por isso que chamei o livro de ‘Official Truth: 101 Proof’, porque eu queria que ficasse o tão real quanto possível em relação ao que eu lembro e minha versão. E como eu disse, é difícil fazê-lo em tantas palavras pequenas. Mas com esperança, a rapaziada vai lá e vai comprar e ouvirão meu lado da história.
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Brave Words: Como é sua atual relação com Phil, Rita [namorada de Dimebag] e Vinnie?
Rex Brown: Phil e Rita, ótima. Vinnie parece não querer ter nada com nenhum de nós. É uma pena. Eu prefiro que as pessoas saibam disso em um livro do que numa revista porque ali está a real. Você tem que ler tudo, do começo ao fim. Talvez haja um final feliz pra isso. Phil e eu já abrimos nossos braços tantas vezes pro Vinnie. E ele simplesmente… eu não sei o que dizer – apenas leia o livro.
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Brave Words: Há alguns pedaços interessantes que os fãs mais ferrenhos do Pantera não conhecem, como o fato de Phil gostar de viajar com todos seus pertences em caixas de papelão ao invés de em uma mala convencional.
Rex Brown: Eu não sei por quê! Éramos todos fudidos de um jeito ou de outro naqueles dias. Essa era a mania dele.
Brave Words: E também a história de fãs na América do Sul que estavam tão enlouquecidos que arrancavam os cabelos uns dos outros.
Rex Brown: Um dos meus roadies disse, ‘Você tem que vir ver essa porra’. E havia esses montes – de tipo um metro e meio – de coisa preta. Não conseguíamos adivinhar o que era. Achamos que alguém ia acender uma fogueira. Mas era cabelo. Louco, cara. Aqueles caras são fanáticos lá embaixo – despirocados. Se você não estiver com seguranças a seu redor, eles arrancam seus brincos da orelha, tentam arrancar seu cabelo.
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Brave Words: e por que você acha que o Pantera foi uma das poucas bandas verdadeiras de Metal que se deu bem do começo ao meio dos anos 90?
Rex Brown: Eu acho que nós vazamos pelas rachaduras. Chegamos a um momento quando muitas coisas dependiam de sincronia. Excelentes músicas, e daí foi sorte. E chegamos num tempo em que o movimento grunge estava acontecendo, e daí o Metallica lançou o ‘Black Album’, que eu amo hoje em dia – naquela época eu dizia ‘Não!’. Havia um pequeno buraco pra gente se espremer e passar, e nós só continuamos a escrever canções realmente boas. Foi simplesmente uma experiência mágica. Aquela era nossa ‘fenda’ pra passar. E lembre-se, nós excursionávamos 250 dias por ano, então estávamos com certeza espalhando a palavra sagrada, isso é certo.
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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