Em 06/03/2013 | Axl Rose: "O Guns é minha vida, não a vida de outra pessoa"

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Axl Rose: "O Guns é minha vida, não a vida de outra pessoa"

Traduzido por Rafael Tavares | Fonte: Perfect Crime

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Matéria publicada em 06/03/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Axl Rose concedeu uma entrevista via e-mail a Camaron Adams do site australiano AdelaideNow, onde falou sobre atrasos, novo disco, redes sociais e motivos pelos quais acredita que uma reunião com a formação antiga não daria certo. Confira trechos abaixo:

Sobre os recentes shows na Índia, a residência em Las Vegas como comemoração dos 25 anos do Appetite for Destruction, uma possível reedição do álbum com extras e sua percepção da renovação do público do GNR.

Sempre estamos empolgados em tocar em novos lugares. África sempre foi um objetivo.

Eu definitivamente não pude passear tanto quando gostaria, mas me diverti muito e amei o lugar. Esperamos poder voltar para mais shows assim que possível.

Somos muito sortudos quanto a isso. Também surpreende e é igualmente recompensador ver quantos fãs ao redor do mundo curtem e cantam juntos com nosso material mais recente ao vivo.

Eu não me importaria de remasterizá-lo [O Appetite for Destruction] em algum momento. Não há nenhuma música nova [oriunda das sessões do Appetite] ou diferente mas talvez algumas versões de coisas que sentimos que não faziam justiça, embora quase tudo já tenha saído em forma de bootlegs antigamente.

Sobre a possibilidade de material novo do GNR em 2013:

Eu posso lhe dar um definitivo talvez.

Sobre as mídias sociais:

Não sou tão diretamente envolvido com as mídias sociais, embora usamos com o GNR. (...) gosto que nossos fãs se mantêm atualizados e conectados uns com os outros. Contudo, quando tantos parecem fazer escolhas parecidas quanto sua privacidade para onde parece estar virando a norma, enquanto negócios usam a falta de envolvimento de alguém com as mídias sociais para marginalizá-las ou estereotipá-las e estigmatizá-las, ou usar disso como argumento para não contratá-las, eu acho extremamente injusto e um pouco Orwelliano.

Sobre uma reunião do GNR:

Eu entendo a coisa “romântica”, o desejo, a fantasia. Pessoalmente eu não quero que outras bandas se reúnam, nem realmente curti quando elas se reuniram. Para mim geralmente algo sempre fica faltando.

Mas o Guns é minha vida, não a vida de outra pessoa. Para mim não houve uma maneira de fazer qualquer tipo de reunião funcionar independente do dinheiro (tanto propostas quanto de fato) sem colocar em risco o que eu sinto ser o bem estar ou os interesses de basicamente todos com quem me envolvo no grupo do GNR (incluindo eu).

Sobre atrasos:

Os comentários das formações dos Illusions que eu li na mídia ou no livro do Slash eram, na minha opinião, predominantemente jogos públicos, estratégia e política de suas partes. Fingir não estar ciente ou inocente para o público tem sido uma tática enganosa frequentemente usada no sentido do que estava acontecendo com a banda e nosso relacionamento pessoal. Como eu já disse antes, eu não deveria ter entrado em turnê em 91. Isso tem muito a ver com Alan Niven, nosso então empresário, e Slash. Na minha opinião Alan queria dinheiro e Slash queria entrar em turnê para tirar o melhor de mim dadas as circunstâncias na época. Minha segurança e bem estar não eram suas preocupações.

Outro problema foi que cada vez que concordei em entrar em turnê, eu também tive acertos quanto aos nossos horários e horários de show. Frequentemente ao lidar com antigos empresários e agentes, esses [horários] não eram realidade. Não é algo dito ou explicado, é uma coisa do dia do show que eles fazem por suas próprias razões que abordaremos um pouco mais com sua próxima pergunta.

E frequentemente nossas turnês ou datas são agendadas sem que eu tenha formalmente dado meu consentimento ou autorização. É basicamente assim que os negócios funcionam.

Tudo isso dito eu não sou o tipo de pessoa “pontual”, nunca fui. Peço desculpas a qualquer um que eu inconvenientemente atrapalhei de alguma forma. E para aqueles que sentem que perderam dinheiro com meus cancelamentos no passado talvez encontrem conforto no fato que eu tenho certeza que perdi dezenas de milhares, se não milhões, ou mais – especialmente a longo prazo. No geral eu normalmente não funciono ou vivo minha vida de acordo com um relógio e fora de turnê eu realmente não peço que alguém faça isso. Não é por falta de respeito por ninguém ou intencional.

Eu posso dizer que eu não me atraso pois estava assistindo um evento esportivo ou algo igualmente ridículo. As razões são todas de alguma forma relacionadas ao show ou a ver com aqueles envolvidos com o show de alguma maneira. É apenas minha realidade e eu tento e trabalho em cima disso. Isso tem melhorado nas últimas turnês, especialmente nos últimos três anos.

Sobre se é informado a respeito de toques de recolher nas cidades em que se apresenta:

Se sou avisado com antecedência ao invés de no dia do show é extremamente raro, e sempre foi. Eu concordo com shows com várias condições. Essas condições geralmente mudam como se elas nunca existiram ou são mudadas por outros sem aviso prévio ao dia do show ou à hora do show. Não tem muito o que você pode fazer no dia do show quanto a isso e ser forçado a algo que você sente ser uma situação desconfortável. Uma situação que você não concordou ou não teria aprovado previamente, é um saco. Faz tudo que era pra ser divertido ser alguma outra coisa.

Infelizmente acontece muito (embora tenha melhorado um pouco) e há geralmente muitas acusações. Chegar ao fundo das coisas leva mais tempo do que isso vale e você ainda tem um show pra fazer. Pode ser culpa de qualquer um. Nada disso realmente importa publicamente já que eventualmente irá parar na minha porta tenhamos tido um show bem sucedido ou não.

Leia a, longa, entrevista por completo no link abaixo:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=442522949156678&set=...

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Sobre Rafael Tavares

Nascido em 1987, descobri o rock and roll já cedo, aos 6 anos de idade, quando ouvi "I Don't Care About You" com o Guns N' Roses em algum momento de 1993. De lá pra cá minha paixão pela música pesada e, especialmente pelo Guns N' Roses (que estará para sempre marcado em minha pele, alma e coração) cresceu exponencialmente. Sebastian Bach me fez querer virar cantor e o resto é história. Produtor fonográfico, formado em Letras e professor. Tão diversificado quanto o Rock and Roll, essa é minha vida, esse é meu clube. =D

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