Em 01/04/2013 | Twisted Sister: "Vamos fuder com a porra do Brasil", afirma Dee

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Twisted Sister: "Vamos fuder com a porra do Brasil", afirma Dee

Postado por Nacho Belgrande | Fonte: Playa Del Nacho

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Prestes a embarcar em sua Terceira turnê Sul-americana [um feito considerável, levando-se em conta que a primeira ocorreu em 2009], o vocalista do TWISTED SISTER, DEE SNIDER, foi o cavalheiro de costume e reservou parte de seu tempo para conversar conosco na semana passada. O Twisted Sister toca no Metal Fest 2013 em Santiago, Chile no dia 13 de abril, e no LIVE N’ LOUDER FESTIAL em São Paulo, no dia 14 de abril.

Hey Dee, obrigado por falar conosco. Permita-me começar dizendo que eu estava no primeiro show do Twisted Sister no Brasil, em 2009, e por muito poucas vezes testemunhei uma plateia tão satisfeita. Todos nós sabíamos que a banda iria desempenhar muito bem seu papel, mas vocês quase derrubaram a casa – naipe Hammersmith de Londres. Alguma lembrança daquela primeira viagem a São Paulo?

Dee: Uma coisa da qual me lembro quando estive pela primeira vez no Brasil era o volume da plateia e o olhar naqueles rostos, porque o público foi uma das plateias mais altas que eu já ouvi e eu me lembro de olhar pro Paulo [referindo-se a Paulo Baron, proprietário da Top Link, uma das maiores produtoras de shows da América Latina e a primeira – e única – a trazer o Twisted Sister para tocar no Brasil] e ele nos queria lá, ele sabia que havia interesse, mas eu acho que ele estava chocado com o quão animados os fãs brasileiros estavam por ver o Twisted Sister.

O Twisted Sister se destacava das demais bandas de hard rock/metal de sua época, principalmente porque a imagem da banda era associada mais com violência e território de gangues do que sexo e drogas. Vocês nunca pareceram se importar com a imagem de astro do rock mimado tampouco. Isso era natural, vocês tiveram algum aconselhamento por parte da gravadora sobre isso, ou aquilo era uma resposta à cena demasiadamente artificial de Los Angeles?

Dee: Sim, nós somos de Nova Iorque e lutamos pra subir, não existia o Hair Metal, não havia cena de Los Angeles. Isso veio depois; o Twisted Sister foi antes de tudo aquilo. Eu sempre achei que as bandas de Los Angeles tentavam imitar a postura nova-iorquina, e somos nova-iorquinos da gema, então nós temos essa postura naturalmente. Então não era algo que planejamos. É simplesmente natural pra nós.

Você, especificamente, era tido pelos pais de todo o mundo como o embaixador de Satã na Terra até 1987, por aí. Até onde eu consiga ver, o elemento de rebeldia e agressividade e perigo no rock está bem por dizer morto. Você acha que a indústria pasteurizou esse conceito, ou as próprias bandas se açucararam e ficaram mais propícias para tocar nas rádios e aparecer na [revista] People de modo a conseguirem um contrato?

Dee: Eu acho que as bandas fizeram isso consigo mesmas e as gravadoras as encorajaram. Elas viram que se as bandas sorrissem e fossem felizes – na verdade há uma banda chamada Happy Metal – elas poderiam colocar o disco à venda em mais lugares e apelas pra mais gente, para um público mais mainstream. Então elas começaram a encorajar as bandas e assinar com bandas que eram bandas de Happy Metal. Daí, lá pelo fim dos anos 80, era difícil achar muita atitude. Tendo dito isso, veio o GUNS N’ ROSES, e eles tinham muita atitude. Mas o que aconteceu com todas aquelas bandas de Happy Metal é que os jovens frustrados e com raiva ainda precisavam de uma válvula de escape, ainda precisavam de uma música que expressasse os sentimentos deles e chegou o hip hop com aquela raiva e aquela frustração e aquela postura ‘vai se fuder’. E muitos dos fãs de Metal, acho que os não tão leais, migraram para o hip hop. Eu acho que eles encontraram a música que expressava seus sentimentos de uma maneira melhor e isso ajudou a matar o Heavy Metal no fim dos anos 80 e começo dos anos 90.

O Twisted Sister sempre foi conhecido por incitar a plateia até o limite, e você é um grande mestre de cerimônias. Vindo para a América do Sul e seus fãs altamente zelosos mais uma vez, você consegue se lembrar de alguma ocasião na qual achou que a plateia ia fugir ao controle?

Dee: Bem… fora de controle. Eu com certeza me lembro de algumas ocasiões nas quais a plateia saiu de controle, quebrando coisas e destruindo o lugar e vandalizando. Mas eu sempre desencorajo isso, porque isso só resulta em não deixarem o Twisted Sister ou outras bandas de Metal tocar naquela casa. E esse não é meu objetivo, meu objetivo não é fazer com que as pessoas destruam coisas, meu objetivo é fazer com que as pessoas liberem sua raiva e frustração e hostilidade numa maneira que eu considero positive. Ao invés de socar a cara de alguém, mande seu punho pra cima, saca? Essa é a beleza do Metal, não importa o quão bravo ou puto com o mundo eu estivesse, eu balançava a cabeça até suar e me sentia bem depois. Então sim, eu já vi uma plateia fugir ao controle, mas naquele momento eu com certeza tento… eu já parei shows muitas vezes, tipo ‘Wow, o que caralho vocês estão fazendo? Não destruam a casa, nós precisamos de um lugar pra tocar, seus cuzões’ e todo mundo ri e para, entende?

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Dentre as bandas com as quais você vai tocar no Live N’Louder no Brasil – o Loudness do Japão, Molly Hatchett, Metal Church e Sodom, há alguma com a qual você já tenha tocado antes ou possua um disco?

Dee: Nenhuma dessas bandas que você mencionou, que eu saiba, já tocou ou gravou conosco, eu sei que não gravei nada com nenhuma delas, mas toquei com elas, eu não sei. De vez em quando você tem esses festivais grandes, eles duram três ou quarto dias e há tantos palcos, e até onde eu saiba, o Loudness e o Sodom, tenho quase certeza que o Sodom estava em um desses palcos, mas eu não me lembro de ter encontrado eles ou feito um show no qual você realmente soubesse algo do tipo ‘Hey, eles vão abrir pra gente’, ou ‘estamos juntos na coxia’.

Nos últimos dois anos, houve bastante lançamentos do Twisted Sister, relançamentos, DVDs ao vivo, um livro, etc. Há algo mais sendo preparado – ou escondido no baú, aproveitando o ensejo?

Dee: Eu não acredito no tanto de coisa que continua saindo. Isso é coisa do Jay Jay French e do Mark ‘The Animal’ Mendoza, Jay Jay é empresário da banda e eu tenho muito pouco a ver com a banda no departamento de negócios, então eu fico surpreso com algumas das coisas que eu nem sabia que havia câmeras gravando lá. Eu via imagens de um festival e pensavam ‘puta que o pariu, estavam filmando a gente?’ Então quem é que sabe o que esses caras estão achando e descobrindo e elaborando e tramando? A única coisa pela qual eu sou responsável é o livro e foi um livro só meu, eu o escrevi sozinho e não teve nada a ver com a banda. Mas eles foram fundo com algumas coisas muito boas na verdade, então é legal.

E eu li que você está terminando um segundo livro, é verdade?

Dee: Não. Outra pessoa me disse isso. Teve um guia de sobrevivência para adolescentes nos anos 80 e agora tem o ‘Shut Up And Give Me The Mic’, que saiu ano passado e começou a ser traduzido no ano passado pra outros idiomas, pro alemão, com esperança será traduzido por português em algum momento, de modo que o povo do Brasil possa ler minha história. Então, eu não tenho planos no momento de fazer isso. Eu faço tanta coisa, entende? É isso que pega, o Twisted Sister é um hobby pra mim agora, eu faço radio e televisão e cinema. Eu escrevo roteiros, eu sou um produtor. Agora eu escrevi um musical baseado na música do Twisted Sister, e nosso álbum de Natal, eles estão em pré-produção na Broadway no momento. Não o Twisted Sister, eu e os produtores. Eu estou envolvido em vários projetos diferentes. O Twisted Sister é ótimo porque eu sou como um cara que sempre dá uma de vez em quando; e quando ele faz isso, é sempre ótimo, e ele fica muito excitado em fazê-lo. Daí, eu vou pro Brasil e não tocamos faz meses, e eu penso, ‘Ah sim, isso é ótimo!’ e é fabuloso. Ao invés de ser apenas mais um show em meio a centenas de shows que fazemos por ano, é um de uma dúzia ou duas dúzias de shows que fazemos por ano. Então estamos muito felizes por vermos uns aos outros, estamos felizes por tocar, estamos empolgados em fazer o show e vamos fuder com a porra do Brasil.

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Pra finalizar, deixe uma mensagem pro Paulo. A Top Link está celebrando 25 anos com esse festival. Você pode deixar uma mensagem pra eles?

Dee: Hey, Paulo, aqui é Dee Snider do Twisted Sister. Parabéns pelos 25 anos de realização de shows com a Top Link, puta que pariu! Deixa-me fazer as contas, 25 anos atrás… isso dá mil novecentos e… por que diabos você não levou o Twisted Sister antes? Vai te lascar, Paulo!

Agradecimentos: Damaris Hoffman & Nando Machado

LIVE N’ LOUDER ROCK FESTIVAL PARTE 1

Local: Espaço das Américas
Endereço: R. Tagipuru, 795, Barra Funda - São Paulo, 01156-000

Data: 14/04/2013, domingo
Horário de início do show: 17h40
Duração: 6h00 (aproximadamente)
Abertura da casa: 16h
Informações e compra de ingressos:
Bilheteria:
Camarote Limitado R$ 500,00 – meia entrada R$ 250,00
Pista 1º Lote R$ 300,00 – meia entrada R$ 150,00
Bilheteria oficial SEM taxa de conveniência:
Espaço das Américas: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Funcionamento: de segunda a quarta (das 10h00 às 19h00), e de quinta a sábado (das 11h00 às 19h00).
Formas de Pagamento: cartões de crédito, débito e dinheiro

Vendas Online: www.ticket360.com.br
Call center Ticket360: (11) 2027-0777
Estacionamento: anexo ao local
Área para fumante: sim
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento no local: sim
Censura: 18 anos

Informações gerais: www.toplinkmusic.com

POLÍTICA DE MEIA ENTRADA DA EMPRESA:
• Estudantes de ensino fundamental, médio ou superior: carteira de identificação estudantil expedida por - escolas da rede pública ou particular de ensino ou por associações ou agremiações estudantis UNE, UBES, UMES, diretórios acadêmicos, centros acadêmicos ou diretórios centrais de estudantes.

ATENÇÃO: caso no documento não conste a data de validade, deverá ser apresentado documento que comprove a matrícula ou a frequência no ano letivo em curso.
- Declaração de matricula (este documento deve ser emitido em papel timbrado, carimbado e assinado pela instituição de ensino. Não será aceito cópia do documento. A declaração de matrícula precisa ser atual - emitida a menos de 60 dias do dia do show)

• Professores da rede pública estadual de ensino: o professor deverá apresentar o seu demonstrativo de pagamento mensal do mês vigente).
• Idosos: com idade igual ou superior a 60 anos - documento de identidade ou documento com foto que comprove a sua condição.
• Aposentados: documento que comprove a sua condição e documento de identidade. OBS: o documento apresentado no ato da compra da meia-entrada deverá ser exibido também na entrada do show/espetáculo.
A meia-entrada não é cumulativa com outros descontos
Objetos Proibidos:

Correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcóolicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, frutas inteiras, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares.

Assessoria de Imprensa – Top Link Music
Damaris Hoffman
Phones: +55 (11) 2862-4696
E-mail: press@toplinkmusic

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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