Exodus: três primeiros discos ganham edições nacionais com bônus

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Por Ricardo Seelig, Fonte: Collectors Room
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Matéria de 20/01/17. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Ainda que nunca tenha sido tão popular quanto os integrantes do chamado Big Four, o Exodus é uma banda fundamental na evolução e desenvolvimento do thrash metal. Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax conquistaram milhões de corações e mentes nos quatro cantos do mundo, mas o Exodus - e dá pra dizer a mesma coisa do Testament, outro nome que merecia mais destaque do que possui - foi importantíssimo para que os arquétipos da linguagem musical que construiría o thrash fossem definidos e evoluíssem para a sonoridade que marcou o metal a partir dos anos 1980.

Formada em Richmond em 1979, a banda californiana gravou alguns dos principais discos do estilo, fincando fortes alicerces na história do gênero. Tendo como sua formação clássica Paul Baloff (vocais), Gary Holt (guitarra, hoje também no Slayer), Rick Hunolt (guitarra), Robert McKillop (baixo) e Tom Hunting (bateria), o Exodus teve em sua trajetória a passagem de músicos que deixaram a sua marca no metal como Kirk Hammett (que saiu da banda para substituir Dave Mustaine no Metallica em 1983), John Tempesta (baterista que tocou também com Testament, White Zombie, Helmet e The Cult, entre outros), Paul Bostaph (atual batera do Slayer e com uma carreira que inclui discos importantes com Forbidden e Testament) e Rob Dukes (excelente vocalista que ficou no grupo por quase dez anos, e cuja voz pode ser ouvida em discos ótimos como "Shovel Headed Kill Machine", lançado em 2005). Isso sem falar de Steve “Zetro” Souza, vocalista atual e que possui uma longa relação com a banda, onde gravou álbuns marcantes como "Fabulous Disaster" (1989) e "Tempo of the Damned" (2004), entre outros.

Os primeiros capítulos dessa história estão sendo relançados no Brasil pela Hellion Records, o que é uma ótima oportunidade para quem não tem alguns desses títulos em sua coleção ou quer renovar o seu acervo com as novas edições. "Bonded by Blood" (1985), "Pleasures of the Flesh" (1987) e "Fabulous Disaster" (1989) estão sendo disponibilizados com faixas bônus ao vivo e encartes totalmente novos e repletos de imagens e informações que ajudam a contextualizar a importância de cada um dos títulos.

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"Bonded by Blood", lançado em 25 de abril de 1985, é considerado por muita gente como um dos melhores discos de thrash metal já gravados. O álbum foi finalizado ainda em 1984, porém foi lançado quase um ano depois devido a problemas com a gravadora da banda na época. Há quem diga que se "Bonded by Blood" tivesse sido lançado no tempo certo - ou seja, antes de "Ride the Lightning" -, o quinteto teria um reconhecimento muito maior do que possui, já que muitas das ideias que seriam desenvolvidas por inúmeros ícones do thrash mais tarde já estavam contidas em seus sulcos. Teorias à parte, trata-se de um trabalho essencial, não à toa citado em diversas listas de publicações respeitadas. E com os vocais insanos de Baloff, sempre um atrativo à parte.

"Pleasures of the Flesh" é o segundo disco do grupo e chegou às lojas em 7 de outubro de 1987. O álbum marcou a estreia de Steve “Zetro" Souza, substituindo o selvagem Paul Baloff. O trabalho dividiu opiniões, e é claramente um disco de transição, bastante inferior à estreia.

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As coisas entraram nos trilhos com o lançamento seguinte, "Fabulous Disaster", que chegou ao mercado em 30 de janeiro de 1989. O disco foi o último gravado pelo baterista Tom Hunting, que só voltaria à banda em 1997, no ao vivo "Another Lesson in Violence". Com uma sonoridade mais variada, apresenta a banda explorando novas possibilidades, em um caminho alinhado com o que os principais nomes do thrash faziam na época. O disco inclui “Toxic Waltz”, um dos grandes clássicos da banda.

Se você ainda não possui esses discos, desnecessário dizer que dois deles são fundamentais em qualquer coleção metálica - "Bonded by Blood" e "Fabulous Disaster". Caso você já tenha esses títulos, a inclusão de faixas bônus e dos novos encartes justifica a troca das edições antigas por essas novas.

Grande banda, grandes riffs, pancadaria garantida!

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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