2016: os álbuns favoritos do redator Victor de Andrade Lopes

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Por Victor de Andrade Lopes
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Esta lista não deve ser entendida como uma lista de "melhores", até porque, tais listas só servem para promover polêmica nos comentários e vêm sempre recheadas com os mesmos nomes óbvios de sempre, como se seus autores quisessem apenas fazer média com as gravadoras mais graúdas.

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Os itens abaixo foram selecionados e ordenados seguindo exclusivamente meu gosto como fã, e não minha análise como jornalista – embora alguns comentários se baseiem em minhas próprias resenhas dos mesmos, que você pode conferir no meu blog Sinfonia de Ideias ou aqui mesmo no Whiplash. Quem sabe você não conhece algo novo aqui?

PS: A lista original foi publicada em meu perfil no Facebook e conta com alguns artistas de outros gêneros:
https://www.facebook.com/victordalopes/posts/101550408850824...

1. The Neal Morse Band – The Similitude of a Dream

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Um discaço que faz jus à recepção que teve da crítica até agora. É impressionante como Mike Portnoy e Neal Morse só acertam ao juntarem forças. Mas nem só a eles se deveu o sucesso do disco: os outros membros (Randy George, Bill Hubauer e Eric Gillette) também foram fundamentais para que 2016 fosse mais um grande ano para o rock progressivo.

2. BABYMETAL – Metal Resistance

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Até um tempo atrás eu ainda me preocupava com a resistência de parte da comunidade metal em aceitar as garotas. Hoje, vendo o reconhecimento indiscutível que elas estão obtendo na crítica, no comércio, entre os fãs e entre as lendas do gênero, eu diria que estou defecando e caminhando para os haters. Com “Metal Resistance”, elas superam bem sua estreia autointitulada e mostram um direcionamento mais maduro e diversificado que nos brindou com um dos melhores álbuns de 2016. Mais 666 from hell que muito marmanjão barbudo por aí...

3. Headspace – All That You Fear Is Gone

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Conforme eu falei acima, 2016 foi mais um grande ano para o progressivo e temos aqui mais um fator para isso. Superior ao álbum anterior do supergrupo britânico, All That You Fear Is Gone consegue juntar fortes peças de metal progressivo com breves trabalhos mais acústicos, culminando em um álbum versátil. Damian Wilson mais uma vez mostra ser uma das melhores vozes do gênero, enquanto que a ala instrumental entrega alguns dos melhores riffs e linhas do ano.

4. Haken – Affinity

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Foi dificílimo decidir se Affinity ficava na frente ou atrás do álbum acima. Este excelente lançamento mostra uma banda mais harmonizada do que nunca, e teve destaque do tecladista Diego Tejeida, que incorporou muita sintetização ao som do sexteto para que este fizesse jus à proposta oitentista que permeou as letras e o projeto gráfico.

5. Theocracy – Ghost Ship

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Após os tropeços de Avantasia, Rhapsody of Fire e Sonata Arctica, coube ao Theocracy e ao Trick or Treat honrarem o power metal em 2016. E o Theocracy destacou-se das duas. Alguns torcerão o nariz por se tratar de uma banda cristã, mas as letras são na verdade bastante relacionáveis mesmo para quem não é adepto da religião. E o instrumental, este sim não receberá críticas de nenhum adepto do bom power metal.

6. Santana – Santana IV

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O retorno da formação original do Santana provavelmente lidera a “lista de grandes acontecimentos da música em 2016 que você não ficou sabendo”. Talvez a ausência de peças mais comerciais e parcerias com cantores populares expliquem a divulgação relativamente pífia do álbum, o que pode ter privado muitos de um dos melhores trabalhos musicais de 2016. Santana se mostra mais afiado do que nunca e a química dos membros faz até parecer que eles nunca se separaram.

7. Myrath – Legacy

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Depois de um álbum bem abaixo de sua média, o Myrath voltou com o maravilhoso Legacy, que resgata a força e a variabilidade que a banda parecia ter perdido em Tales of the Sand. O grupo definitivamente se tornou um dos melhores exemplos do chamado oriental metal. O vocalista Zaher Zorgati foi inclusive anunciado recentemente como convidado no próximo álbum do Ayreon – que contará com um timaço, devo adicionar – o que é sempre um grande sinal de reconhecimento.

8. Alter Bridge – The Last Hero

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A enxurrada de elogios que a crítica e os fãs dirigiram a este álbum são a prova de que ainda existe vida inteligente no meio de quem acompanha o heavy metal, a despeito de muitos só se atentarem àquilo que segue religiosamente o “Manual Iron Maiden/Black Sabbath de como fazer heavy metal” – que nunca foi escrito, devo adicionar. O Alter Bridge nunca foi uma banda fraca ou leve, mas The Last Hero eleva seu quesito “compilação de porradas” a um novo patamar, fazendo deste o melhor álbum deles até hoje. Se você nunca teve saco para procurar saber o que a ala instrumental do Creed andou fazendo desde o primeiro fim da banda, esta é uma excelente oportunidade.

9. Stolen Byrds – Stolen Byrds

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O rock nacional testemunhou vário lançamentos bacanas em 2016. Pincei este por ser um trabalho bastante versátil e maduro, com faixas para todos os gostos. O Stolen Byrds é um grupo que escancara influências variadas e soube trabalhá-las de forma habilidosa, sem exageros, sem cópias baratas e sem tentar ser o que não é.

10. Kansas – The Prelude Implicit

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Não sei se mais alguém percebeu isso, mas os últimos dez anos vêm sendo testemunhas de uma espécie de renascimento de grandes grupos dos anos 1960/1970. Black Sabbath, Deep Purple, UFO, Uriah Heep... Todos eles lançaram ótimos álbuns recentemente, quase tão bons quanto os seus primeiros discos e infinitamente melhores que seus lançamentos radiofônicos nos anos 1980/1990. O Kansas é mais um exemplo e marcou 2016 com The Prelude Implicit, um ótimo trabalho de hard rock progressivo para fã nenhum botar defeito.

Menção honrosa: Metallica – Hardwired... to Self-Destruct

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Incluir o Metallica na lista acima seria pura demagogia. Eles nunca estiveram entre minhas bandas favoritas e nenhum dos discos deles marcou minha vida. Não porque não sejam bons, é questão de gosto, simplesmente. Mas deixar este lançamento antecipadíssimo de fora também seria um vacilo feio, pois se trata de um grande álbum, gostoso de se ouvir do começo ao fim, e em cujas audições você visualiza facilmente esses quatro músicos que já não devem nada a ninguém tocando bem à vontade como jovens companheiros.

Revelação: Unlocking the Truth – Chaos

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Quantas bandas de heavy metal você conhece que são formadas exclusivamente por adolescentes negros que começaram tocando nas ruas? O Unlocking the Truth é talvez o único exemplar desta espécie. Com Chaos, eles se mostraram capazes de fazer música de gente grande. O álbum tem seus defeitos? Com certeza. Se fosse um disco de uma banda rodada, eu provavelmente desceria a lenha. Mas são meninos vindos de um mundo onde o metal tem pouco ou nenhum espaço, e fizeram o que a maioria das bandas de rua jamais conseguirá. E isso já me é o bastante.

Revelação nacional: AttracthA – No Fear to Face What’s Buried Inside You

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Afirmo com extrema segurança que esta é uma boa banda, do contrário, eles não teriam seu primeiro álbum produzido por Edu Falaschi. É um heavy metal bastante forte e agressivo, sem muitas frescuras ou complexidades, tornando seu som bastante acessível ao público em geral.

Grande decepção: Avantasia – Ghostlights

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O álbum tem músicas bacanas? Com certeza. Mas o resultado geral é bem indigesto. Vários convidados provavelmente estão sentindo vergonha da contribuição que deram para o disco, pois o grande Tobias Sammet conseguiu subutilizar boa parte deles com performances burocráticas. Infelizmente, é cada vez mais comum o uso de participações especiais como meros enfeites para fins publicitários, e o Avantasia fez parte dessa lógica este ano. O disco só não é pior que o fraco The Scarecrow.

Comente: Conhece todos estes discos citados?

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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 0077507/SP) formado pela PUC-SP e membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil. Paulistano e morador de Carapicuíba (Granja Viana), tem um blog de resenhas musicais e outros assuntos chamado Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cinema, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados. Além de ouvir, também toca piano e teclado, compondo algumas bobagens de vez em quando.

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