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Rock/Metal Progressivo 2016: 38 álbuns do segundo semestre que merecem atenção

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Por Tiago Meneses
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Se na primeira metade do ano quando decidi fazer um apanhado de álbuns de Rock Progressivo (incluindo vertentes de metal progressivo e afins), citando aqui no site 27 álbuns do primeiro semestre que merecem atenção (leia abaixo), já tinha ficado surpreso com a quantidade de discos que podiam ser mencionados, chegando ao final da segunda metade do ano vejo que as coisas foram mais produtivas ainda. Novamente o atrativo maior fica por conta da diversidade sonora entre eles. Vale ressaltar que álbuns ao vivo não estão incluídos, assim como EPs e afins. Não se trata de uma lista com a pretensão em ser definitiva ou como se fosse do “melhor para o pior”, mas sim, um pequeno guia a aqueles que não estiveram tão mergulhado nesse universo durante o ano de 2016.

Rock Progressivo: 27 álbuns de 2016 que merecem atenção

FATES WARNING - THEORIES OF FLIGHT

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O segundo semestre começou literalmente muito bom. No dia 1º e Julho foi lançado oficialmente o mais novo álbum de uma das bandas pioneiras do chamado de Metal Progressivo, FATES WARNING. Esse status de veteranos faz com que eles soem naturalmente brilhantes. Uma produção incrível, trabalho vocal impecável (umas das melhores performances da carreira de RAY ALDER), baixo e bateria em seções rítmicas perfeitas, além, claro, guitarras com melodias memoráveis e excelentes estruturas principalmente por parte de JIM MATHEOS. Um disco de vida bastante longa onde após várias audições ele parece não perder nem um pouco do seu brilho, muito pelo contrário, somente tende a ratificar o sua força musical crescendo mais e mais no ouvinte.

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DEVIN TOWNSEND PROJECT – TRANSCENDENCE

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Em uma discografia repleta de excelentes álbuns, DEVIN TOWNSEND, através de “Transcendence” lançou mais um trabalho pra enriquecer seu catálogo musical. Um álbum excelente e de parede sonora única, as faixas seguem um fluxo que vai mantendo o ouvinte sempre 100% interessado no seu som. Novamente o músico também mostra ser um produtor incrível (apesar de ser o seu primeiro álbum que não é de produção solo). Musicalidade linda, vocais fortes por vezes acompanhados por outros mais angelicais. Mais difícil do que atingir um nível de excelência é poder se manter nele, sendo exatamente isso que DEVIN TOWNSEND faz através dessa sua mais nova viagem musical, mesclando o heavy metal, progressivo, psicodela, música orquestrada e operística sempre muito bem orientada por quem sabe exatamente o que está fazendo.

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THE NEAL MORSE BAND - THE SIMILITUDE OF A DREAM

O álbum é baseado no livro “O Peregrino”. Em casos assim liricamente a obra obviamente não é tão original, mas de certa forma pode também expressar tranquilamente aquilo o que quem a compôs sente. Musicalmente é bastante rico, contem muitas melodias fortes, todos os instrumentos trabalham bem, criando uma excelente atmosfera e ideias profundas ao invés de uma impregnação de improvisações que deixam as coisas meio fora de direção e existem somente pra alongar desnecessariamente o disco. Influências não somente no progressivo 70’s, mas outras vertentes daquela época também como o hard rock, principalmente por parte dos teclados. O álbum está dentro da maneira comum do Neal Morse trabalhar, variações entre sons pesados e outros mais suaves, vocal muitas vezes bastante emocional e inspirado. Um disco muito bom e sem dúvida uma grande realização na carreira dos envolvidos.

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VAN DER GRAAF GENERATOR – DO NOT DISTURB

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PETER HAMMILL é um dos maiores letristas da história do rock progressivo. Talvez sua banda não tenha o reconhecimento de GENESIS, PINK FLOYD, YES ou KING CRIMSON, por exemplo, mas sem sombra de dúvidas, o VAN DER GRAAF GENERATOR cravou seu nome como uma das bandas de rock progressivo mais inventivas de todos os tempos. Ainda que não seja espetacular, existem belas melodias e grandes momentos em várias partes, o bom e velho som da VAN DER GRAAF GENERATOR é visto aqui em criatividades de harmonias, melodias, sessão rítmica, tempos complexos e arranjos elegantes. Mas apesar disso tudo, não possui força do começo ao fim, pois traz partes mornas que fazem a “peteca” cair em determinados andamentos do álbum, falta de vitalidade dos músicos no desempenho de algumas composições (que apesar de ser perceptível, deve ser perdoado também tendo em vista a idade dos membros), mas no fim, um lançamento de um dos dinossauros da fase 70’s do progressivo sempre vai ser digno de atenção a qualquer amante do estilo.

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HEMINA – VENUS

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Desde a sua estreia no ainda recente ano de 2012 com o álbum “Synthetic”, os australianos da banda de metal progressivo, HEMINA, parecem não somente buscar uma constante evolução, como também a atinge com louvor. Já posso dizer que “Venus” se trata do melhor álbum entre os três lançados pela banda até o momento. Vocais mais em forma do que nunca, trabalhos de guitarras surpreendentes através de riffs criativos e imprevisíveis, a baixista JESSICA MARTIN pode ser subestimada, mas é extremamente hábil e casa perfeitamente com a bateria em uma seção rítmica que empolga e os teclados sem dúvidas são os melhores apresentados pela banda até hoje. Um álbum de vasta coleção de linhas e solos memoráveis e que pode agradar mais a cada audição com a sua complexidade e instrumentação grandiosa principalmente quando acrescida de instrumentos como saxofone, trompete e flauta. Que eles continuem surpreender a cada dois anos com uma obra desse calibre.

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GLASS HAMMER – VALKYRIE

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Em seus últimos álbuns a banda abordou temas individuais e com isso soando bem eclética, mas em seu mais novo disco, “Valkyrie”, os estadunidenses da GLASS HAMMER decidiram criar algo conceitual baseado nos traumas sofridos por aqueles que sobreviveram a uma guerra e como esses traumas podem tomar diferentes formas na vida das pessoas. A sonoridade mostra claramente uma ideia diferente em relação ao som da banda, como passagens mais pesadas de guitarra que o habitual, assim como novos sons de teclados. O destaque maior fica por conta do épico “No Man's Land”, faixa complexa, dramática e de atmosfera extremamente sombria. Apesar dos temas recorrentes que mostram uma coesão entre as músicas, trata-se de um disco de bastante variação de humor e mudanças de ritmo. Sem dúvida um dos melhores trabalhos da banda.

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THE GIFT - WHY THE SEA IS SALT

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Simplesmente impressionante o mais novo passo a frente da constante evolução do grupo THE GIFT. "Why the Sea is Salt” superou todas as expectativas, disco que possui uma rica apresentação de estilos musicais e sons com expressões tocantes de sentimentos pessoas de perda e luto, por exemplo. Apesar de ser um álbum de canções bastante fortes, é um trabalho onde o impacto é maior se consumido como um todo. Através de uma ampla gama de temas expressados com passagens de vocais sensíveis sobre instrumentais serenos e outras mais enérgicas e agressivas, o disco se equilibra em um contínuo andamento de qualidade extraordinária. Vale mencionar também que no épico “All These Things” quem lidera as guitarras é STEVE HACKETT além de também contar com a participação do também ex GENESIS, ANTHONY PHILLIPS, no violão de 12 cordas.

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KAIPA DA CAPO - DARSKAPENS MONOTONI

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KAIPA DA CAPO é um projeto idealizado por três dos quatro membros originais da banda KAIPA, ROINE STOLT (guitarra, teclado e vocal), TOMAS ERIKSSON (baixo) e INGEMAR BERGMAN (bateria) com a finalidade de tocarem músicas dos três primeiros álbuns da banda, além de material novo que e culminaram no disco “Darskapens Monotini”, em que as músicas são cantadas em sueco. Trata-se de um disco de rock progressivo sinfônico clássico e de sonoridade encontrada principalmente na primeira metade dos anos 70. Passagens folclóricas, músicos com habilidades técnicas e virtuosismos em perfeita harmonia e que pintam uma paisagem musical simplesmente hipnotizante. Sem dúvida alguma uma experiência retrospectiva completamente inesperada, mas que rendeu sem dúvida um dos melhores álbuns de rock progressivo do ano.

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OPETH – SORCERESS

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Quem gosta da banda acho que não espera mais um regresso aos vocais guturais. O OPETH está literalmente se consolidando em outro caminho que agrada mais a uns e desagrada a outros. Senti nesse álbum a sonoridade mais fina desde "Ghost Reveries”. “Sorceress” soa temperamental, obscuro e muitas vezes com um ar de mistério, traz uma arte de capa que reflete sua verdadeira natureza perfeitamente, deixando a música já implícita mesmo antes de escutá-la pela primeira vez. Um daqueles discos que não se consegue absorver tudo dele na primeira audição, muito pelo contrário, requer um tempo e quem sabe paciência para que possa crescer no ouvinte. Um álbum bastante diversificado onde cada uma das canções traz um sentimento diferente para a narrativa do trabalho em um excelente conjunto de misturas entre o pesado e acústico.

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MARILLION - F E A R (F*** EVERYONE AND RUN)

Em seu mais novo álbum, além das influências em bandas como PINK FLOYD, GENESIS, YES entre outras várias, o MARILLION também carrega uma em si mesmo, como se suas ideias de álbuns anteriores fossem apresentadas de maneira mais bem pensada. Clara evolução mostrada após 35 anos de carreira. Em se tratando dos instrumentistas, algo extremamente aparente é o quão MARK KELLY está notável, seus trabalhos de sintetizadores, teclado e órgão preenchem as músicas com uma grandeza que poucas vezes se viu acontecer na banda. STEVE ROTHERY é um excelente guitarrista e obviamente executa passagens maravilhosas, embora muitas vezes esteja mais contido e soando apenas sútil. A cozinha composta pelo baixista PETE TREWAVAS e alguns riffs graves impressionantes e pelo baterista IAN MOSLEY e o seu desempenho poderoso são um pano de fundo perfeito. A abordarem lírica está muito mais política e a visão está mais voltada para a vida moderna e temas universais onde o casamento entre narrativa/música é bem feliz.

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MEDINA AZAHARA - PARAISO PROHIBIDO

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Essa banda espanhola de rock progressivo sinfônico tem em sua discografia mais de quinze álbuns catalogados onde o mais conhecido é o autointitulado lançado em 1979. Em meio a altos e baixos em quase quarenta anos de carreira a MEDINA AZAHARA mais uma vez está de álbum novo. Em “Paraiso Prohibido”, ao mesmo tempo em que a banda procurou uma inovação sonora, manteve características encontrada, por exemplo, na trilogia, "Sin Tiempo", "Donde Esta la Luz" e "Arabe". O disco tem um clímax excelente como um todo, composições magníficas, vocais emotivos e sentimentais principalmente nas belas baladas que comportam o álbum. Momentos enérgicos e de refrãos que grudam facilmente na cabeça. Um dos seus melhores e mais completos trabalhos em toda sua história. Um disco musicalmente forte sob interpretações firmes.

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KARMAKANIC – DOT

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Aos que acompanham o grupo sueco THE FLOWER KINGS não é novidade que todos os seus membros possuem outros projetos e participações em diversas bandas. KARMAKANIC é idealizado pelo baixista JONAS REINGOLD e com “Dot” está chegando ao seu quinto registro de estúdio e sem dúvida alguma, um dos seus melhores trabalhos. Um disco conceitual onde o fio condutor é a evolução do universo. Musicalmente é um rock progressivo sinfônico da melhor qualidade, aproximando-se por vezes do jazz e em outras a uma sonoridade mais pesada, mesclando-o assim entre uma atmosfera vintage e também moderna. Um álbum pra agradar em cheio a todos os fãs da banda.

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STICK MEN – PROG NOIR

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Por ser um supergrupo que conta com o baixista TONY LEVIN e o baterista PAT MASTELLOTO, ambos do KING CRIMSON, é normal que exista influência na banda aqui (nesse caso principalmente no álbum “Thrak”), mas a música vai muito além e possui também sonoridade única e despida de cópias ou mesmo simples comparações, tendo a capacidade de prender o ouvinte do primeiro ao último segundo. Dentre os cinco álbuns lançados pelo grupo até agora, creio terem acertado a mão como nunca aqui. Possui densidade, passagens que despertam nostalgia, momentos de tensão e explosivos. No geral um disco extremamente sólido de uma mistura muito boa de atmosferas que combinam passagens rítmicas fortes com excelentes bases melódicas. Enfim, tudo é bem direcionado.

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INGRANAGGI DELLA VALLE – WARM SPACED BLUE

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Depois de uma estreia magnifica em 2013 com o álbum “In Hoc Signo”, esses italianos mostraram que não foi apenas uma “sorte de principiante”, mas que fazem parte de uma das maiores revelações dos últimos tempos do progressivo da terra da bota. Talvez alguns fãs do primeiro álbum achem estranho inicialmente a mudança sonora da banda, mas é inegável que ainda continuam com extremo bom gosto. Se antes possuíam um estilo jazz-rock dinâmico de vanguarda e de incursões sinfônicas, agora estão em uma abordagem mais profunda, obscura e eclética, porem, acima de tudo, de qualidade ímpar.

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CIRCA – VALLEY OF THE WINDMILL

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Formada por nomes conhecidos do meio progressivo como BILLY SHERWOOD, TONY KAYE e ALAN WHITE a banda CIRCA parece está sempre em uma constante evolução fazendo com o que o seu melhor álbum seja sempre o último. “Valley of the Windmill” é o quarto registro da banda e apresenta talvez o seu trabalho mais progressivo de todos através de dois épicos e outras duas faixas menores. Ao contrário do óbvio de álbuns anteriores, aqui BILLY SHERWOOD deixou o baixo de lado e assumiu a guitarra (instrumento que pra quem conhece sua carreira solo sabe que domina muito bem). Toda a banda está muito bem sincronizada e funciona perfeitamente como uma unidade. Instrumentação brilhante, vocais muita influenciado pelo YES sob camadas de um rock progressivo extremamente bem trabalhado e de produção fantástica.

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KANSAS – THE PRELUDE IMPLICIT

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Seria exagero dizer que se trata do melhor trabalho da banda desde o disco “Point Of Know Return” de 1977? Pra alguns pode parecer que sim, mas com certeza para aqueles que pensam iguais a mim e afirmam isso não existe nenhum exagero também na colocação, pois o álbum está excelente. Um disco que é impossível de não agradar aos fãs da banda. Musicalmente bastante inspirado e trazendo todos os elementos típicos do KANSAS, “The Prelude Implicit” ao longo das faixas possui coros reconfortantes, guitarras dramáticas, viagens de órgão, momentos jazzísticos, explosões instrumentais, cadencias reflexivas, melancólicas, enfim, um álbum bastante variável e agradável do começo ao fim. Pra um fã da banda trata-se de um disco que não somente vai deixa-lo feliz, mas até mesmo surpreso.

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BLIND EGO – LIQUID

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Terceiro álbum do projeto liderado pelo guitarrista da banda alemã de neo progressivo RPWL, KARLHEINZ WALLNER. Novamente com personalidades do meio prog e/ou metal ao lado sendo agora pessoas como os vocalistas ARNO MENSES (SIBSIGNAL) e ERIK EZ BLOMKVIST (SEVEN THORNS), o baixista SEBASTIAN HARNACK (Sylvan) e o baterista MICHAEL SCHWAGER (DREAMSCAPE) a banda em “Liquid” apresenta um álbum de contrastes profundos e inesperados, sejam eles liricamente, emocionalmente ou musicalmente. Durante o álbum existe uma variação de torrentes de passagens agudas, poderosas e agressivas que logo são seguidas por momentos mais tranquilos e calmos. Um dos destaques ficam por conta dos trabalhos de guitarra. Sem dúvida, os avanços significativos e progressões inesperadas após dois álbuns do projeto, mostrou que KARLHEINZ WALLNER está disposto a voar mais alto.

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EVERSHIP – EVERSHIP

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Primeiro álbum do projeto idealizado pelo multi-instrumentista SHANE ATKINSON e que levou oito anos até que fosse concluído. E já posso dizer de antemão, que belíssima estreia. Um disco de composições atmosféricas, dramáticas e ótimos usos de órgão e mellotron. Variação perfeita entre a simplicidade do rock com a sua complexidade progressiva. Trabalhos vocais maravilhosas podendo lembrar até mesmo o QUEEN em certos pontos, o que sabemos, não é pra qualquer um. Quase uma década até o lançamento realmente serviram para que fosse composta uma obra grandiosa e sem dúvida alguma uma das melhores surpresas do ano de 2016.

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THE DEAR HUNTER - ACT V: HYMNS WITH THE DEVIL IN CONFESSIONAL

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Então que a banda chega com a quinta parte das seis planejadas para a história que tem como fio condutor um jovem de nome homônimo a banda, seu nascimento, vida e morte repentina. Musicalmente é o ato mais obscuro e maior profundidade até agora. Novamente oferecem uma alternativa para quem procura algo complexo, mas acessível, algo instigante, mas divertido. Tudo soa mais como uma trilha sonora do que apenas um álbum padrão, tendo como resultado um dos álbuns mais agradáveis do ano. Tudo aqui é de alto nível, desde as performances de cada membro até a excelente produção.

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LEVIN MINNEMANN RUDESS - FROM THE LAW OFFICES OF

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Provavelmente um projeto com esse nome não precisa de muitas apresentações em relação aos envolvidos. Assim como no primeiro álbum da banda, em “From the Law Offices of” a música cobre um grande variado terreno e mostra a enorme versatilidade por parte dos três. Durante o álbum o ouvinte é oferecido a melodias de coros memoráveis, jazz groove entre tantas outras direções musicais. Tudo bem que álbuns instrumentais não costumam ser os tipos de trabalhos de mais fácil assimilação que existe, ainda mais quando trazem bastante virtuosismo, mas quando produzidos por músicos que sabem o que estão fazendo o resultado pode ser no mínimo surpreendente.

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COLIN TENCH PROJECT - HAIR IN A G-STRING (UNFINISHED BUT SWEET)

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Aos que já conhecem a banda CORVUS STONE provavelmente o nome de COLIN TENCH não seja nenhuma novidade, assim como o seu talento. Em seu projeto solo o guitarrista tem ao lado mais de duas dezenas de músicos e um álbum simplesmente sensacional. A musicalidade não segue um caminho linear, mas diferente, sempre soando de maneira nova inclusive a cada audição. Possui grande atmosfera, ecletismo musical, algumas passagens melodiosas remetem a grandes momentos dos BEATLES e outras a sonoridades do PINK FLOYD. O músico consegue ser extremamente hipnotizante com a sua guitarra além de privar por um som bem estruturado e com ênfase nos detalhes. Um dos mais belos trabalhos progressivos dos últimos tempos.

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EDENSONG - YEARS IN THE GARDEN OF YEARS

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Segundo álbum desse projeto que já está na ativa desde o começo dos anos 2000, o primeiro é o disco “The Fruit Fallen” de 2008. Como acontece com infinitas bandas de rock progressivo, EDENSONG não tem uma identidade definida pro seu som. Umas das influências é o folk do JETHRO TULL, não somente pelo uso da flauta, mas pela estruturação das músicas, mas se pode notar que as coisas vão além. Durante a execução de “Years in the Garden of Years” vemos algumas combinações clássicas de órgãos e riffs de guitarra, mas também ótimas variações de baixo e piano criando um som firme e rock, vibrante e cheio de tensão.

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CIRRUS BAY - PLACES UNSEEN

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Em seu mais novo álbum, a banda de neo progressivo estadunidense CIRRUS BAY está de vocalista nova e sem dúvida trata-se do seu melhor disco. Os vocais nunca estiveram tão belos e sentimentais. As melodias são belas e por vezes complexas, mas acima de tudo fluem extremamente bem em um clima romântico e pastoral principalmente baseada em piano, violões acústicos, sintetizadores, guitarra elétrica, flauta e saxofone. Impossível não fazer um comparativo seja musical ou vocal com a RENAISSANCE, apesar de possuírem bastante originalidade. Quem já conhece e gosta da banda, “Places Unseen” vai elevar essa admiração, quem não conhece e tem o interesse não existe melhor forma de começar.

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PROMENADE - NOI AL DIR DI NOI

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Sorte daqueles que gostam do rock progressivo italiano, pois aquelas terras parecem não ter limites pra quantidades de boas bandas que estão sempre nascendo ano após ano. Formada em Gênova por jovens e talentosos músicos de conservatórios a banda em sua estreia mescla a influência na fantasia sinfônica da velha guarda como a clássica PREMIATA FORNERIA MARCONI e em companheiros da atual safra de bandas da terra da bota. Complexa, romântica, jazzística e por vezes de temas frenéticos, a música não poderia ser mais sofisticada e até mesmo a frente do seu tempo tendo em vista a pouca idade dos integrantes. Em se tratando de estreia no mundo do rock progressivo, se fosse melhor com certeza estragaria.

DORACOR - PASSIONI POSTMODERNE DI UN MUSICISTA ERRANTE

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Mais um grande lançamento vindo de terras italianas. DORACOR na verdade é o pseudônimo do tecladista CORRADO SARDELLA (que também tocou bateria e baixo nos cinco primeiros álbuns do projeto fazendo os discos praticamente sozinhos). Em “Passioni Postmoderne di un Musicista Errante” o músico conta com um montante de outros integrantes do meio progressivo italiano como o baterista KOSTAS MILONAS (PARADOX), os vocalistas ALESSANDRO CORVAGLIA (LA MASCHERA DI CERA e DELIRIUM) e ROBERT TIRANTI (LABYRINTH E MANGALA VALLIS) além do baixista RED CANZIAN (I POOH) entre outros. Uma jornada conceitual de belas e emotivas ilustrações sonoras que é um verdadeiro deleite pra fãs de progressivo como Genesis, Marillion e I.Q.

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SBB - ZA LINIa HORYZONTU

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Provavelmente a banda mais importante do cenário progressivo polonês dos anos 70 ao lado do multi-instrumentista CZESLAW NIEMEN (falecido em 2004) e o compositor MAREK GRECHUTA (falecido em 2006). SBB tem obras riquíssimas na sua discografia e mostra que ainda hoje segue uma banda inspirada e que não perdeu o gosto em fazer boa música e em seu mais novo trabalho conta com sua formação original, algo que não ocorria desde o disco “Memento Z Banalnym Tryptykiem” de 1981 e provavelmente esse o motivo de notarmos um regresso a sua sonoridade mais clássica. Clímax surpreendente, solos de guitarras marcantes, órgãos pulsantes variando em instrumentais suaves, mas sempre bastante inspiradas. Sempre bom ver músicos da velha guarda ainda com bastante gás pra dar.

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VERBAL DELIRIUM - THE IMPRISONED WORDS OF FEAR

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Acho que 2016 foi o ano de muitas bandas de progressivo lançar os seus melhores álbuns e com a VERBAL DELIRIUM não foi diferente. De sonoridade mais obscura e pesada que os seus álbuns anteriores, “The Imprisioned Words of Fear” é um conjunto de composições que estiveram presas por uma década e que sofreram reformulações para obterem melhores arranjos e refinamento musical, chegando a uma atmosfera melancólica e beirando o gótico em alguns momentos. Fortemente emocional e recomendado a qualquer um que goste de um progressivo mais eclético e moderno.

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NUOVA ERA - RETURN TO THE CASTLE

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Depois de vinte e um anos do que considero seu melhor trabalho e que também foi o último lançamento, “Il Passo Del Soldato” de 1995, a banda italiana, NUOVA ERA, está de disco novo e contando apenas com um dos seus membros da formação original, o tecladista WALTER PINI. Ao contrário dos quatro discos anteriores, nem o título do álbum e nem as letras são em italiano. Em “Return to the Castle” a banda basicamente segue com seu som de onde havia parado, com bastante uso de teclados e guitarras adicionais. Apesar de as letras em italianos soarem melhor com a música, a ideia de cantar em inglês não chegou a ser ruim. Músicas sinfônicas com reviravoltas, tempos diferentes e um bom lote de riffs. A capacidade de grandes compositores não mudou e estão um pouco mais pesados e complexos. No fim um ótimo regresso de uma banda que fazia falta, mas que a ideia de cantar em inglês seja apenas algo isolado e volte ao italiano.

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MONO - REQUIEM FOR HELL

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Inspirado na “Divina Comédia” de DANTE os japoneses da banda MONO lançam o seu décimo álbum mostrando abusarem cada vez mais de arranjos melódicos, encorpados e orquestrações ainda que estruturalmente simples. Pelo título do álbum já fica claro qual o trecho da obra captou mais a imaginação da banda, o inferno. O álbum tem uma atmosfera incrível e extremamente condizente com o conceito. Mesmo que não seja necessariamente original, eles ainda têm uma capacidade consistentemente impressionante para escrever canções grandes e agitadas onde as guitarras e cordas se entrelaçam até o ponto em que o ouvinte sente que está flutuando em um mar de nuvens.

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JADIS - NO FEAR OF LOOKING DOWN

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Após o lançamento do ótimo “See Right Through You” os ingleses veteranos do neo progressivo, JADIS, estão de volta em grande forma. Com uma musicalidade bastante polida e equilibrada, variando entre as conhecidas e suaves passagens voz e violão de GARY CHANDLER. Músicas de momentos suaves e outras partes quase hard rock tanto pela guitarra quanto pelos teclados. Bateria e baixo não apenas garantem o andamento das músicas, mas mostram-se bastante criativos. O álbum tem seu destaque maior no seu final com a faixa “No Fear Of Looking Down”, música de melodia enérgica e cativante. Sem dúvida a banda conseguiu se expressar em um bom nível.

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COALITION - BRIDGE ACROSS TIME

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Baseando-me no primeiro álbum da banda, “In Search of Forever", de 2012, não era de se animar muito com esse novo trabalho do power trio liderado por STEVE GRESSWELL (bateria, baixo e teclado). Mas acontece que ele mudou os seus companheiros e gravou “Bridge Across Time” ao lado de dois membros da CORVUS STONE, o vocalista BLACK CARPENTER e ninguém menos que o guitarrista COLIN TENCH. O disco carrega melodias que a princípio podem parecer fáceis, mas que contem tesouros descobertos a cada audição, deixando tudo cada vez mais brilhante. Excelentes teclados atmosféricos, vocais encantadores e o estilo mais do que único de COLIN TENCH de tocar guitarra. Mais do que um passo a frente, um verdadeiro salto em relação ao primeiro álbum.

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SYNAESTHESIA / KYROS - VOX HUMANA

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Quem conhece a SYNAESTHESIA deve achar estranho esse “KYROS” junto ao nome da banda que lançou seu primeiro e único álbum até o momento, o intitulado em 2014, mas acontece que outras bandas reivindicaram o mesmo nome. Sob o nome agora de SYNAESTHESIA / KYROS e apenas com uma mudança na formação (troca de guitarristas), lançaram o duplo “Vox Humana”. Ao menos tempo que pode existir uma comparação com infinitas bandas de neo progressivo da primeira geração, nota-se uma incrível personalidade no seu som. Uma incrível coleção de belas melodias, cuidadosamente harmonizadas e de constante progressão mantendo a criatividade fluindo ao longo do álbum, evitando ser repetitivo. Muitos teclados, reforçados por grandes guitarras, vozes e excelente instrumentação. Pra quem gosta principalmente do Marillion mais antigo e IQ.

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SUBMARINE SILENCE - JOURNEY THROUGH MINE

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Terceiro e o mais bem acabado álbum desse projeto dos membros da Moongarden, CRISTIANO ROVERSI (teclado) e DAVID CREMINO (guitarra e violão). Continuam inspiradíssimos em GENESIS através de uma música muito bem cadenciada e que não somente tem a intenção de imitar um dos maiores dinossauros do progressivo 70’s, mas também abordar de maneira pessoal cada uma de suas canções, reescrever a sua maneira. Indicados a principalmente amantes de GENESIS.

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SHAMALL – CONTINUATION

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Nome artístico de um DJ de grande nome na Alemanha, NORBERT KRUELER. De um DJ? Isso mesmo, grande fã de bandas como Pink Floyd, Marillion e claro, grupos de Krautrock do seu país natal. Com isso em uma carreira de mais de vinte e cinco anos e chegando a seu décimo terceiro álbum, novamente e apesar das fortes demonstrações de influência nas bandas citadas (principalmente PINK LOYD) está desenvolvendo cada vez mais uma autonomia inconfundível em sua música. Ás vezes mais espacial e as vezes mais progressivo, mas sempre com um ter atmosférico sensacional. NORBERT KRUELER não usa banda e trabalha de maneira sempre solo (exceto no álbum anterior que teve a companhia da vocalista ANKE ULLRICH).

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FATAL FUSION - TOTAL ABSENCE

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Pra uma banda que a formação saiu das cinzas de grupos de blues na Noruega, seu terceiro álbum ratifica que estão cada dia mais mergulhado dentro do rock progressivo. Suas maiores influência no progressivo 70’s estão por conta dos sintetizadores, mellotron e órgão. A paisagem musical continua extremamente ampla e bem direcionada como nunca. As guitarras são afiadas e magistrais, arranjos bem equilibrados por parte de toda a banda e passagens violentas que se transformam em canções de “ninar” conduzidas por pianos de extremo bom gosto.

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SEVEN IMPALE - CONTRAPASSO

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Seria possível que esses seis noruegueses com formações musicais em jazz e música clássica pudessem produzir um álbum tão bom quanto a sua estreia dois anos antes? A resposta após ouvir menos da metade de “Contrapasso” é que sim. E digo mais, a banda está soando mais experimental, confiante, ousada e natural. Os vocais estão mais obscuros e profundos e a musicalidade espacial. Mudanças de guitarras pesadas para linhas calmas de piano e baixo, além de outros vários tipos de variações "climáticas" das músicas. Com certeza que o nome SEVEN IMPALE caminha a passos largos pra se tornar um dos mais importantes da cena progressiva mundial atual.

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ANIMALS AS LEADERS - THE MADNESS OF MANY

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O rock progressivo sempre foi de certa forma visto como um “refúgio” para os músicos mais capazes desfilarem suas músicas complexas e intrincadas. Em seus três álbuns anteriores a ANIMALS AS LEADERS é uma banda que anda corda bamba entre o virtuosismo técnico puro e a ressonância emocional real dentro de uma gama de estilos musicais que iam do jazz ao djent, fazendo o ouvinte não acostumado com o seu som sofrer por vezes uma sensação deslumbrante ou exaustiva dependendo o humor. Em seu mais novo álbum o caminho seguido pela banda é exatamente o mesmo e dificilmente não vai agradar seus fãs. Produção impecável, virtuosismo, peso e experimentalismo na medida.

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DISCONNECT – DARKLING

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O duo formado por ERICH O’DELL (guitarras, baixo, teclados e vocais) e BRIAN ESCHRICH está de volta com mais um ótimo álbum. Os que já conhecem os trabalhos da dupla vão se sentir familiarizados mais com seus dois discos anteriores, ou seja, um rock que não é pesado, mas extremamente sombrio que dá a quem escuta uma sensação até mesmo de pessimismo. Momentos versáteis de guitarra não somente durante o álbum, mas dentro de uma mesma faixa, solos chamativos, teclados bem encaixados e uma bateria que não se contenta somente com o simples. Destaque também pra excelente produção.

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Post de 06 de dezembro de 2016

Sobre Tiago Meneses

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