Angra: as cinco melhores composições de Andre Matos

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Por Felipe Holanda
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Além de sua participação marcante como vocalista, Andre Matos foi um exímio compositor em seus tempos de Angra. E, mesmo não gravando muitos álbuns, participou com composições que viraram alguns dos maiores sucessos da carreira da banda e até hoje são venerados pelos fãs.

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Para relembrar os tempos áureos do conjunto brasileiro, segue uma matéria especial com as melhores faixas da autoria de Matos, citando apenas aquelas em que ele trabalhou sozinho na composição, tanto na música quanto na letra.

5 – Deep Blue

Na época do álbum “Holy Land” o Angra já estava no auge de sua carreira, com seu trabalho sendo reconhecido tanto no Brasil quanto pelo mundo afora. Inspirado, o ex-frontman da banda compôs a épica “Deep Blue” para o LP. A canção apresenta as qualidades de Andre Matos para fazer baladas, utilizando piano e música clássica.

Na letra, ele expressa sua virtude literária. Destaque para o refrão poético e marcante, com os dizeres “Esperando por algum dia quando o oceano e o céu cobrirão a terra com azul profundo”. Em seguida, um belíssimo solo de Kiko Loureiro, dando o requinte que faltava à música e mostrando todo o poderio do grupo.

O resultado é uma viagem a um universo de prosperidade, com um arranjo impecável composto por Andre. Posteriormente, a faixa também foi regravada em edição especial para o “Freedom Call”, lançado em 1996.

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4 – Wings of Reality

O “Fireworks” já começa logo de cara com um petardo chamado “Wings Of Reality”. Uma grande melodia, aliada a uma letra envolvente composta por André, que mostra todo o seu potencial como compositor nessa faixa. Sem perder tempo, o ritmo da música é penetrante e direto até que a voz de Matos aparece brilhantemente.

A canção também conta com várias linhas de vocal de apoio, gravados pelo próprio vocalista e por Rafael Bittencourt, além de quebradas de tempo na bateria e no baixo. Mas a cereja do bolo mesmo é um refrão: “Asas da realidade, me levem cada vez mais alto”. Por trás de uma belíssima melodia de voz, um arranjo que demonstra toda a qualidade da composição.

Na sequência do refrão, o ritmo quebra totalmente o tempo com uma bela linha de teclado e voz, seguida de estrofes com influência clara de música clássica, uma das maiores inspirações de Andre Matos.

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3 – Streets of Tomorrow

Com um riff bem pesado e cru, a composição do “Angels Cry” é uma aula de Power Metal para nenhum europeu botar defeito. De repente, o tempo muda em um pré-refrão com uma linda melodia de teclado. Em seguida, um grande refrão com um grande arranjo.

Destaque também para o solo de baixo executado por Luis Mariutti e uma grande linha de guitarra. Outro fator destacável é o teor progressivo da faixa, que varia entre o Power Metal e a música regional brasileira, uma das principais características da banda. Matos também é fã de MPB em geral.

A letra fala sobre a luta por um futuro melhor, livre das mentiras e ao encontro com um grande amor. No refrão, Andre pergunta: “E agora? Me diga como andar nas estradas do amanhã”, na busca por uma paz interior e eterna. “Streets of Tomorrow” é, sem dúvida, uma das melhores canções da história do quinteto.

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2 – Lisbon

A maioria das faixas compostas por Andre Matos veem de seu teclado. Com “Lisbon”, a terceira música do “Fireworks”, não foi diferente. Matos já começa dando as cartas com uma linha de piano tão simples quanto necessária. Com uma melodia marcante de voz, a canção entra suavemente nos ouvidos.

Entre estrofes e pontes, depois vem o melhor: o refrão. “Oh! Skies are falling down, skies are falling down”. Tal cântico virou um dos maiores hinos da história do Angra. Em seguida, um lindo solo executado por Kiko Loureiro, aliado a um maravilhoso tom de teclado e cordas.

Com a faixa, que cita a capital de Portugal, a banda brasileira lançou um single em 1998, mesmo ano do último álbum com Andre nos vocais. Ela foi regravada no DVD Ritual live e é tocada até hoje tanto pelo Shaman como pela banda solo de Andre Matos.

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1- Carry On

Em qualquer top sobre o Angra existe uma canção que jamais pode ser esquecida. Trata-se de “Carry On”, a segunda faixa do “Angels Cry”, na sequência da introdução intitulada “Unifished Allegro”. A música levou a banda ao topo e é considerada até hoje o maior sucesso da carreira do grupo.

“Carry on” Sempre foi a música mais pedida nos shows, sendo geralmente a última faixa do concerto. A canção foi um marco por mostrar toda técnica, de uma banda que estava ainda engatinhando, em todos os fundamentos - desde a linha crescente de baixo no início da música, àquela levada de bateria, passando pelas linhas de guitarra até as notas altas de Andre Matos no final.

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Sobre Felipe Holanda

Futuro jornalista recifense, baixista e apaixonado por heavy metal.

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